Análise do inimigo: Os Daleks

sábado, julho 06, 2013

Dalek
Talvez uma das maiores ameaças já impostas pela ficção científica sejam os Daleks! Eles são tão populares, que Dalek já entrou para o dicionário Oxford em 1999. Até em selos, comemorando a cultura britânica, eles foram retratados. Estes vis mutantes extraterrestres querem saber apenas de conquista, dominação, expansão, sem dó, sem compaixão ou remorso.





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Os Daleks apareceram pela primeira vez na televisão em 1963, na série clássica de Dr. Who. Foram criados pelo escritor Terry Nation, tendo as carapaças sido criadas pelo designer da BBC Raymond Cusick. São os principais antagonistas do Doutor, o Senhor do Tempo. Dizem que os Daleks extirparam todos os sentimentos que possuíam, exceto o ódio, o que os torna monstruosos e repelentes em suas táticas de dominação.



EXTERMINATE! EXTERMINATE! EXTERMINATE! EXTERMINATE!
Apesar da aparência, que lembra a de um saleiro ou um pimenteiro daqueles que a gente vê em restaurante de beira de estrada, os Daleks são seres perigosíssimos e com os quais não se pode brincar em serviço. Desprovidos de qualquer sentimento que não seja o ódio incondicional e seu desejo de expansão e conquista, o bom Doutor tem pelejas insanas quando estes carinhas estão em cena.

Exterminate, exterminate, exterminate!

A origem dos Daleks remonta do planeta Skaro, onde foram geneticamente modificados para serem integrados à uma carapaça ou armadura robótica super avançada. Durante os anos finais da guerra contra os Thals, o cientista Davros os criou e durante um conflito com os Senhores do Tempo, eles quase desapareceram. Como dizem que seus sentimentos foram todos retirados, ele têm um desejo incontrolável de exterminar toda a vida do universo que não sejam eles mesmos. São controlados por criaturas que habitam o interior da armadura, onde têm acesso a vários tipos de armas, movimentos e visualizações do entorno.

É interessante notar que, enquanto por toda a ficção científica temos alienígenas humanoides, que de alguma maneira se parecem conosco, com os Daleks é praticamente impossível encontrar algum ponto de semelhança, que possa fazer as duas raças se entender. Eles já parecem hostis com todo aquele maquinário e para o ser humano causa uma sensação de estranhamento ao dar de cara com um Dalek. Além disso, é comum encontrarmos muitos robôs frios, sem emoções, apesar de muitos serem assassinos, mas os Daleks estão, frequentemente, muito irritados e com raiva. Um sentimento talvez aliado à crença da superioridade inquestionável dos Daleks frente à imundície do universo, ou seja, todo o resto.

Um Dalek aberto.

Negociar ou tentar conversar com um Dalek é quase impossível, por isso eles não podem ser subestimados. O ódio cego e praticamente irracional faz com que eles desconheçam a palavra negociação ou misericórdia. Sua sociedade é movida pela tecnologia de ponta e pelo avanço tecnológico. Porém, isso constitui uma grande fraqueza na sociedade Dalek que eles mesmos reconhecem, pois a dependência da lógica e do maquinário e a ausência de emoções é uma desvantagem quando confrontam espécies como a nossa. Por isso, eles usam de espécies que possuam emoções para compensar essa falta.



Pontuação
Uma das principais dificuldades ao enfrentar um inimigo, é entender sua motivação. Mas quando um inimigo é movido pelo ódio puro e irracional, aliado à tecnologia, ele se torna um inimigo temível, capaz de fazer qualquer coisa apenas para satisfazer seu desejo de destruição. Mas isso também pode ser uma fraqueza. Se ele estiver em uma situação desfavorável, e ainda estiver movido pelo ódio impensado, ele pode muito bem partir para um ataque que pode causar mais dano à sua causa do que benefício. O ódio por tudo que não seja parecido com eles gerou até facções diferentes dentro da sociedade Dalek, que os leva a destruir uns aos outros. Este, acredito, seja o principal problema dos Daleks. E por isso eles não ganharam os cinco malvadinhos.


E o que você acha dos Daleks? Até mais!


Bônus!

Veja aqui todos os tipos de Daleks da franquia.

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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