Análise do inimigo: Os Replicadores (Stargate Atlantis)

sábado, maio 04, 2013

Estes carinhas causaram muitos problemas para a missão humana em Atlantis, na galáxia Pégaso. São perigosíssimos, pois assumem a forma humana e podem nos infectar com suas nanocélulas e até controlar nosso comportamento com isso. Foi uma pedra no sapato e causou muitos danos, sendo que no fundo, sua função era lutar contra outro inimigo: os Wraith.

Oberoth



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Os Replicantes, os Replicadores ou Replicators de Stargate Atlantis são essencialmente diferentes daqueles de Stargate SG-1, pois imitam a forma humana com perfeição e chamam a si próprios de Asurans. Perfeição demais, pois alguns deles pensam que são humanos. Eles tentaram imitar seu criador e com isso recriaram em um planeta só deles toda uma civilização.

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Os Antigos... Ahhh, os Antigos, sempre eles, estavam em pé de guerra contra os Wraith, que foram criados acidentalmente na galáxia Pégaso. Com a política de não-agressão deles pulsando na veia e estando em menor número, os cientistas dos Antigos pensaram em uma maneira de derrotar seus inimigos sem tanta exposição. E eis que eles desenvolvem os Replicadores baseados em nanotecnologia e cujo propósito era bastante simples: lutar contra os Wraith.

Cidade de Atlantis - Lantea, Galáxia Pégaso.

Até aí tudo bem. Estando em menor número, melhor inventar alguma arma que possa atacar os Wraith de uma maneira mais direta e cirúrgica. Os nanites dos Replicadores poderiam consumir material orgânico e também tinham a capacidade de se multiplicar, com uma diretiva de agressão contra os Wraith em seu sistema. Cada nanite age como um computador em si, mas o problema começou quando eles começaram a se unir e se replicar, assumindo a forma mais avançada que conheciam, que era a de seus próprios criadores. Eles tinham inteligência suficiente para perceberem que eram usados como armas e pediram que os Antigos removessem a diretiva de seus sistemas.

E claro, eles se negaram, pois a situação com os Wraith estava se tornando insustentável e eles precisavam dar um fim à guerra de uma vez. De alguma maneira, porém, os replicadores conseguiram alterar seu próprio código e quando os Antigos perceberam que aquela arma não mais funcionava, mandou uma frota de naves para destruir os laboratórios em Asura, onde eles foram criados e assim terminar com o problema Replicadores. Assim, eles excluíram os dados a respeito dos computadores de Atlantis, esqueceram que o planeta existia e tocaram a vida.

O sistema dos replicadores, visto de dentro. 

Alguns dos nanites sobreviveram ao extermínio, pois são muito resistentes e deram início à multiplicação mais uma vez, considerado como o Segundo Nascimento. Com o êxodo dos Antigos de volta à Terra, os Replicadores passaram a atacar os Wraith, mas estes descobriram como desativar seu código-fonte e eles acabaram voltando com o rabo entre as pernas para Asura.

Dez mil anos depois, a missão humana chega à Atlantis. E visita o planeta Asura, onde os replicadores se identificam como sendo uma facção que se separou dos Antigos antes do êxodo. Mas na verdade, isso é tudo enrolação. Eles têm a capacidade de sondar a mente das pessoas, inclusive até mesmo copiando todo o seu padrão neural. O que os humanos rapidamente descobrem é que nem todo mundo em Asura vive feliz. Alguns deles querem aprender a ascender à um novo plano de existência, onde o corpo físico não é mais necessário, coisa que os Antigos conseguiram fazer há muito tempo.

A sondagem é extremamente dolorosa e cansativa. 

Os replicadores mais radicais querem seguir com a destruição de Atlantis. Já outros queriam deixar os humanos de lado e buscar o caminho para a ascensão. Logo ocorre uma divisão na sociedade dos Asurans, altamente desenvolvida, com cidades como as de Atlantis e capacidade de viagem para outras galáxias. Os humanos se aproveitam dessa fenda para tentar destruir os replicadores de uma vez, mas a reação deles foi a de construir novas naves de ataque com capacidade de viajar até à Via Láctea e nos destruir na raiz. Inteligentemente, o Comando Stargate lança um ataque fulminante no planeta Asura e destrói todas as naves em construção.

Mas a retaliação não tardou e os Replicadores lançaram um raio poderoso de energia por um Stargate adaptado. Os escudos da cidade não aguentariam por muito tempo e então, em uma manobra arriscada, a chefe da expedição em Atlantis, a Dra. Weir, ordena que a nave-cidade parta para outro planeta. Na tentativa de colocar a cidade operacional mais uma vez, depois de quase ser destruída pelo raio e após a Dra. Weir quase morrer, o Dr. Rodney McKay consegue reativar a diretiva que os mandava atacar os Wraith.

O ataque à Atlantis. 

O tiro, por sua vez, sai pela culatra. Já que os Wraith se alimentam de seres humanos, os replicadores atacam as fontes de alimento dos Wraith: comunidades humanas inteiras são exterminadas por eles, na tentativa de matar os inimigos de fome. Como as armas que desabilitavam a ligação entre os nanites dos replicadores não está totalmente operacional, o jeito é fazer o inverso: em um ataque coordenado ao planeta Asura, o Dr. McKay aumenta a força entre as ligações ao introduzir um replicador especialmente criado por ele, a FRAN, que força todos os nanites de todos os replicadores existentes a se ligarem à ela. Eles acabam formando uma massa única, densa e muito pesada, que colapsa para dentro do planeta e o explode. Estava findada a ameaça dos replicadores. Ou não.

FRAN, a replicadora que se sacrificou.

Pontuação
Diferente daqueles da Via Láctea, estes replicadores possuem diversas vantagens que seus vizinhos não tinham: a conexão entre seus nanites era forte demais para ser destruída na bala; cada linha de pensamento de seus indivíduos existia independentemente dentro da coletividade e podia ser replicada diversas vezes; eles tinham uma inveja e um ódio de seus criadores e os imitaram tanto na semelhança, quanto na cultura; podem infectar as pessoas com seus nanites e controlar seus cérebros e até reparar danos em partes danificadas por acidentes ou traumas; podem imitar com perfeição qualquer ser humano. Por essas e outras que este inimigo tão diversificado e resistente ganha 5 malvadinhos na nossa escala.


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Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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