Análise do inimigo: Magneto

sábado, agosto 10, 2013

Erik Magnus Lehnsherr, nascido Max Eisenhardt, ou simples e malignamente, Magneto. O grandioso vilão que aparece em todas as adaptações de X-Men para o cinema e cuja vontade de acabar com a patética raça humana não-mutante move sua vingança contra aqueles que mataram sua família e mudaram sua vida para sempre. Ele busca unir os mutantes para uma guerra contra o resto da raça humana que não os entende e os teme. Magistralmente interpretado por Sir Ian McKellen e depois por Michael Fassbender (jovem).




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Magneto apareceu no número 1 da revista X-Men, da Marvel, em setembro de 1963 e foi o primeiro vilão a ser enfrentado pelo grupo. Ao longo dos números, ele foi lapidado, sendo um dos personagens mais complexos da franquia. De vilão, a antiherói e superherói, Magneto tem um histórico conturbado vindo desde o Holocausto, evento que marcou profundamente sua vida. Stan Lee uma vez disse que não consegue ver Magneto como um cara ruim. Claro, ele tem seu lado mau, mas sua intenção com todas as maldades é querer um mundo melhor para os mutantes, tendo como exemplo tudo o que viu no Holocausto. Ele inclusive revelou que o plano original era que Magneto fosse irmão de Xavier.


No xadrez, os peões vão primeiro

Erik/Max/Magneto nasceu na década de 20 em uma família de classe média judia. Seu pai Jakob foi um veterano altamente condecorado da Primeira Guerra Mundial. Assim que o Partido Nazista chegou ao poder e toda a família precisou se submeter, a família fugiu em 1939 para a Polônia, onde foram presos durante a invasão e enviados para o Gueto de Varsóvia. Apesar de conseguirem escapar, eles voltaram para o gueto, onde seu pai, sua mãe e sua irmã foram executados e enterrados numa vala comum. Max sobreviveu, provavelmente ao manifestar seus poderes. Ao que parece, ele escapou da vala, onde foi novamente capturado e enviado para Auschwitz, onde ele se tornou um Sonderkommando, uma unidade de trabalhadores judeus que, sob ameaça de morte e castigos físicos, operavam as câmaras de gás.

No campo, ele se reencontrou com uma garota cigana chamada Magda, uma paixão adolescente. Os dois escaparam de Auschwitz durante a revolta de 1944 e se mudaram para a Ucrânia, onde Max adotou o nome de Magnus. Ambos viveram bem e juntos, com sua filhinha Anya. Mas então, ao demonstrar seus poderes, uma revolta surgiu na pequena cidade e queimou sua casa com Anya ainda lá dentro. Enfurecido, sem controlar seus poderes, Magnus matou todo mundo, destruindo parte da cidade. Magda se assustou tanto com o que viu que o deixou para, mais tarde, dar à luz a gêmeos, morrendo em seguida. Os gêmeos seriam no futuro a Feiticeira Escarlate e Mercúrio.


Procurado pelas autoridades pelas mortes e destruição na cidade, Magnus pede para um falsificador criar sua identidade mais conhecida, a de Erik Lehnsherr. Em seguida, acontece o evento que mudaria sua vida: ele conhece Charles Xavier em um hospital em Haifa, em Israel. Esta versão é um pouco diferente daquela que vemos em X-Men Primeira Classe, mas os principais eventos que formariam o super vilão rancoroso Magneto já estavam presentes. Neste momento também é que ele percebe que outros mutantes existem e começa a perceber que, ao contrário da visão humanista de Xavier, o restante da raça humana não consegue simplesmente aceitar o diferente.

Magneto afirma várias vezes que uma guerra está para começar. E esta guerra será entre mutantes e humanos normais. Ele não acredita que uma escola para ensinar mutantes seja necessária, pois se esconder dos outros não é a opção. Tanto que em X-Men Primeira Classe vemos como ele muda a cabeça de Mística, mostrando o quanto ela é bonita do jeito que é naturalmente, sem precisar se esconder ou se camuflar de ninguém. Sua visão é que, se preciso for, usar a força bruta é necessária para destruir a raça humana ou escravizá-la para criar uma nação mutante livre e única. A convivência pacífica não é uma opção.


Magneto é um vilão carismático. Ele consegue trazer partidários para sua causa com pouco diálogo, apenas por mostrar os dois lados da moeda. Ele sabe usar a ambição dos jovens mutantes a seu favor, prometendo um mundo diferente caso se juntem à sua causa e lutem em sua guerra. Não é à toa que ele sempre tem à sua disposição os mutantes mais variados, com poderes diversos. Quando surge a tal cura-mutante, sua reação é a esperada. Mutantes não são doentes e portanto não precisam de cura.

Seu poder - aquele que lhe rendeu a alcunha - é o controle do campo magnético, o que pode gerar vários efeitos. Ele controla o metal ferroso e não ferroso, sendo que o volume total é desconhecido, mas vai de um submarino nuclear, a ponte Golden Gate até um asteroide. Seu poder alcança o nível subatômico, já que Magneto é capaz de manipular a estrutura química dos materiais, reagrupando a matéria, o que é menos comum.

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Tal poder o faz controlar também vários objetos ao mesmo tempo, o faz levitar e e até ficar invisível, curvando a luz ao seu redor e desaparecendo das vistas dos outros. Pode criar campo de força, que bloqueia energia e matéria. Ele já aguentou a força de várias detonações termonucleares de uma vez, foi capaz de abrir wormholes, teletransportando si próprio e outras pessoas por ele, sem contar que pode canalizar seus poderes por seu corpo, aumentando sua força e resistência. Trocando em miúdos, Magneto é praticamente invencível, todavia sendo suscetível ao controle mental, o que leva ao uso do capacete.


Pontuação

Magneto não é apenas um vilão. Ele é um vilão motivado, um vilão com um histórico. Ele não é mau porque nasceu mau, fizeram dele um homem mau e o mundo se provou um lugar que odeia o diferente. Desta forma, Magneto percebe que o mundo nunca aceitará os mutantes, que devem viver como todo mundo, sem a necessidade de se esconder, sem que se camuflem. O principal ponto aqui é a forte crítica social. Ou você vive em uma vida padronizada ou será sempre visto como um pária, um excluído. Essa exclusão sofrida duplamente por Magneto, por ser judeu e por ser mutante, é o que faz dele - além de seus poderes incríveis - uma máquina motivada e destruidora. Ele é cativante e poderoso e tudo isso junto faz dele um inimigo nota máxima.


O que acha de Magneto? Deixe seu comentário.

Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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