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Resenha: Penadinho - Vida, de Paulo Crumbim e Cristina Eiko

A graphic novel da Turma da Mônica que eu mais esperava finalmente saiu! E eu tinha que vir falar logo dela, num me guento! Estava muito curiosa sobre a edição do Penadinho e como eles trabalhariam o ambiente sobrenatural das tirinhas da turma do cemitério. E devo dizer, ela não decepciona. As novas roupagens dadas aos personagens ficaram incríveis e a escolha das cores para o ambiente noturno e sombrio compuseram uma sensacional graphic novel.





A graphic novel

A vida, digo, a morte segue tranquila no cemitério. Nosso conhecidos personagens queridos - Penadinho, Zé Vampir, Muminho, Frank e Cranícola - brincam de esconde-esconde pelas tumbas quando chega a Dona Cegonha em busca da Alminha. Penadinho a recebe e é quando a Cegonha dá a notícia terrível: Alminha vai reencarnar. Penadinho, claro, se desespera. Em todos os anos de convivência, convimorte, enfim, com ela nunca teve coragem para se declarar. E agora ela vai embora!


Tomado pelo desespero, ele acaba chamando Alminha para sair. Mas atrapalhado, desesperado e sem conseguir articular um encontro tão rápido, Alminha fica chateada e decide voltar para o cemitério. Penadinho fica sozinho na cidade, desnorteado, pensando no que fazer e em como dizer que ela está para reencarnar. E agora?

Mas a voltar para o cemitério, mais tarde, ele descobre algo terrível: Alminha não voltou. Para o desespero de todos, Penadinho não contou o que sentia por Alminha e eles decidem procurar por ela. Enquanto isso, uma criatura vil espreita as almas solitárias que rondam pela cidade. O anúncio assim diz:

Trago a pessoa amada viva ou morta
Método do perfume
Resultado infalível!

Com o folheto em mãos, Penadinho e a turma do cemitério partem em busca dela. Começa uma aventura pela cidade dos mortos, pela colina e pelas criaturas da noite, todas com um traço fofo e adorável. É incrível a forma como as expressões dos personagens mudam com poucos traços e tons de tinta. O Muminho ficou simplesmente genial, assim como o Frank e o próprio Penadinho, cheio de expressões incríveis.

E temos a presença de ninguém menos que D. Morte causando perto do final. Lobi também está presente, toda a turma que vemos nos quadrinhos do Penadinho estão aqui.

Dona Morte chegando! 

Ficção e realidade

Penadinho - Vida é uma jornada em busca de redenção. Penadinho percebe que cometeu um erro grave, por medo, e quase perde a oportunidade de amar. Isso mostra também como é difícil para as pessoas em amar na vida, quanto mais na morte. É uma jornada por segundas chances, uma jornada de amigos para ajudar o outro, que passa uma grande mensagem para as pessoas. O amor dá vida às pessoas, mesmo que elas não tenham mais um corpo físico.


Todas as graphic novels até agora conseguiram reinventar, reimaginar e tratar com muito respeito o legado de Maurício de Souza, cujos personagens estão na infância de tanta gente há tanto anos. Um dos primeiros quadrinhos com temática feminista que vi foi um em que a Mônica é uma menina numa família do século XIX e que reluta em ser a menina recatada que todos querem que seja. Muito menos quer noivar tão jovem e sua mãe vem em socorro e apoia, mandando o marido preparar o próprio banho e a própria comida. É um grande legado sendo homenageado em cada uma dessas GN.


Pontos positivos
Leitura fácil, amigável
Penadinho
Amizade, amor e busca
Pontos negativos

Nenhum!

Título: Penadinho - Vida
Autor: Paulo Crumbim e Cristina Eiko
N.º de páginas: 82
Editora: Panini
Ano: 2015
Onde comprar: Grandes livrarias, com capa cartonada (R$ 19,90) e capa dura (R$ 29,90). (faça uma pesquisa de preços, eles variam muito de uma livraria para outra)


Avaliação do MS?

MELDELS, COMPRE LOGO E LEIA, VOCÊ VAI AMAR, POR FAVOR, QUE COISA FANTÁSTICA! Aliás, isso meio que virou padrão nas resenhas das graphic novels que eu faço. Desde a primeira edição das graphic novels que digo que elas são essenciais na estante de qualquer fã de Turma da Mônica e de quadrinhos. Os artistas estão dando um show, show mesmo, e com muita sensibilidade na hora de retratar os personagens da turminha, percebe-se que foi tudo feito com perfeição e esmero. Vale à pena!

Até mais!
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Resenha: Ghost Brigades, de John Scalzi

Lembra que umas resenhas atrás eu disse que tinha viciado em John Scalzi e tinha lido vários livros um atrás do outro? Então, Ghost Brigades é a continuação de Old Man's War, onde o autor continua sua saga espacial e conta os percalços pelos quais os soldados das Forças Coloniais precisam passar. Conhecemos melhor a famosa e misteriosa unidade de elite, Ghost Brigades.





O livro

Ghost Brigades não começa imediatamente após o final de Old Man's War. Existe um hiato de alguns anos entre um e outro, o que pode causar um certo estranhamento para quem quer saber logo de cara o que aconteceu com John Perry e seus amigos. Por um lado, é um enredo que não precisa do primeiro para acontecer. Aqui o foco é na unidade de elite das Forças Coloniais chamada Ghost Brigades, uma unidade de infantaria altamente especializada e cercada de mistérios, que sempre é chamada para missões arriscadas e potencialmente suicidas.

Ghost_Brigades

Sabemos pouca coisa sobre a unidade no primeiro livro, algo que fica mais claro no final, mas é em Ghost Brigades que a forma como eles trabalham e como se comunicam um com o outro aparece. O problema é que um grande cientista colonial forjou a própria morte e fugiu, firmando uma aliança com três raças alienígenas, Rraey, Eneshan e os Obin, que pode levar ao fim da União Colonial. Depois de exumarem seu corpo ficou óbvio que aquilo foi um embuste. Ele conseguiu forjar a própria morte e se empirulitar sem ninguém perceber.

Mas o que Boutin não contava era que uma cópia de sua consciência ficaria armazenada nos computadores de seu laboratório. A fim de saber o que ele estava tramando, a ordem é criar um corpo novo e adulto, usando o DNA de Boutin e transferir a consciência para lá (fica aqui uma dica do porque a unidade de elite se chamar Ghost Brigades). No entanto, ninguém garante que isso dará certo.

Tanto garantem que não dá! Sem a vivência, a consciência de Boutin nunca aflorará. O jeito foi incorporar o novo recruta, chamado Jared Dirac, a um dos batalhões. E escolheram justo o de Jane Sagan, que aparece no primeiro livro, intrinsecamente ligada a John Perry. A ordem para Sagan é bem direta: se ele demonstrar qualquer inclinação para traição, ela deve agir. Todos os soldados da unidade Ghost Brigades tem um primeiro nome aleatório e o sobrenome de um cientista, como vemos em Sagan e Dirac.

Scalzi tem uma escrita que incomoda muita gente. Sua narrativa é inteligente e envolvente, rápida, quando muitas pessoas esperam que um autor de ficção científica seja seco e insípido como Asimov ou que se envolva em longas explicações sobre a vida, o universo e tudo mais. Ele também se vale de personagens que fogem dos padrões engessados. Jane Sagan é uma personagem fantástica, não apenas forte, mas uma mulher complexa e extremamente boa no que faz. Nestes dois livros de Scalzi temos negros, gays, mulheres e homens, todos convivendo na boa em um bom enredo. É por isso que rola tanto ódio contra Scalzi por aqueles que sequestraram o Hugo Awards e que acham que a ficção científica está morrendo.


Ficção e realidade

O que é mais legal desses livros do Scalzi é que o autor incorporou tecnologias alienígenas no dia a dia dos humanos que se alistaram para o trabalho com as Forças de Defesa Coloniais ao detalhar, por exemplo, os corpos novos e todas as melhorias que os soldados receberão. O trato é: você chegou aos 75 anos e se alistou, mas nunca mais vai voltar à Terra, nem mesmo quando seu tempo de serviço de dez anos terminar. Para muitos idosos seria uma libertação, afinal eles ganharão um corpo novo e manterão toda a maturidade que ganharam ao longo da vida.

Scalzi também separa a população que vai para o espaço. A preferência é por povos não caucasianos. Ou seja, colono mesmo, aqueles que irão para outros planetas fundar cidades, não serão os norte-americanos, por exemplo, que serão bucha de canhão nas campanhas militares. Assim temos colônias com cidadãos indianos, paquistaneses, indonésios, filipinos e por aí vai, algo que fica um pouco mais claro em The Last Colony. Taí mais um motivo para o ódio de alguns, amor de outros, especialmente o meu ❤️.


Pontos positivos
Ficção científica militar
Explicações científicas
Jane Sagan

Pontos negativos
Não tem tradução para português
Acaba rápido



Título: Old Man's War
Série Old Man's War
1. Old Man's War
2. Ghost Brigades
3. The Last Colony
4. Zoe's Tale
5. The Human Division
6. The End of All Things
7. The Sagan Diary (conto)
8. After the Coup (conto)
Autor: John Scalzi
Editora: Tor Books
Páginas: 320
Ano de lançamento: 2005
Onde comprar: Amazon


Avaliação do MS?

E mais uma vez, é uma pena que este livro, ou nenhum outro livro de Scalzi tenha sido traduzido para o português. Foi prometido por uma c e r t a editora brasileira que ela traduziria todos os livros dele. Não sei o que vai sair primeiro: a estação Vila Sônia do metrô aqui perto de casa ou o primeiro livro do Scalzi em português. Fãs de aventuras espaciais, personagens profundos e intensos, alienígenas bizarros que nos detestam, tecnologia e explicações científicas na medida, se joguem na leitura de toda esta saga. Quatro aliens para Ghost Brigades e uma forte recomendação para que você também leia.


Até mais!
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Você é viciado em ficção?

Eu sempre digo que tenho um grande problema em ler qualquer coisa fora da ficção científica. Mas na verdade, acho que meu grande problema é ler coisa que são de não-ficção. Ficção científica é meu gênero principal, seguido dos romances históricos e de thrillers científico-policiais. Comecei a ler não-ficção com mais intensidade apenas este ano (se desconsiderarmos as leituras obrigatórias dos estudos). Será que eu sou viciada em ficção?





O hábito e o hobby da leitura vieram da escola. Estudei num colégio de freiras franciscanas onde tínhamos carteirinha da biblioteca, éramos incentivados a frequentá-la nas pesquisas escolares, tínhamos que retirar livros e escrever resumos sobre eles desde a 2ª série. Sei que tive sorte, pois pude estudar em um colégio particular por boa parte da minha vida escolar, enquanto muitas escolas pelo país, especialmente as públicas, nem ao menos têm uma sala de leitura.


Na adolescência eu já tinha assinatura da Superinteressante e líamos clássicos universais na sala de aula como Dom Quixote, Machado de Assis, além da Coleção Vaga-lume. E apesar de sempre ter gostado de ter e manusear livros, o Kindle me fez perceber que minha paixão não é pelos livros e sim pela leitura. E essa paixão pela leitura também acabou segmentando meu gosto. Ficção sempre foi o meu preferido. Não consigo ler biografias e livros de não-ficção precisam ser bem específicos, em geral sobre ciência envolvida na minha formação - geografia, educação e paleontologia.

O vício

Mas a questão aqui é "você é viciado em ficção?". Poderia ser "viciado em livros ou leitura?", mas acho que você entendeu. Dessa maneira, fui atrás da definição de "vício". Vício vem do latim "vitium", que significa "falha ou defeito". Mas há mais:

substantivo masculino
1. defeito ou imperfeição grave de pessoa ou coisa.
2. qualquer deformação que altere algo física ou funcionalmente.

s.m. Dependência física ou psicológica que faz alguém buscar o consumo excessivo de uma substância, geralmente alcoólica ou entorpecente: vício de fumar.
P.ext. Mania; costume de fazer sempre a mesma coisa.
Defeito; incorreção observada em algo ou alguém: vício de formação.
Toda alteração que prejudica o funcionamento de alguma coisa. Depravação; tendência para provocar o mal ou ter ações contrárias à moral.
P.ext. Falta de correção gramatical ou em outra área: vício de linguagem.
(Etm. do latim: vitium.ii)

Sinônimos de vício: defeito, depravação, mania, pecado e perversão

"Sou viciada e não aguento mais"

Acho que se olharmos por esse viés, vai ficar difícil que falar em "vício em ficção" seja algo bom, não é mesmo? Não é à toa que tantos tabus e preconceitos recaem sobre viciados em drogas ou em bebidas. O vício é visto como algo que não devemos praticar, um pecado, uma abominação. Mas funciona só para algumas coisas. Se você disser que é um viciado em café, capaz que seus amigos digam a mesma coisa. Se disser que é viciado em crack, eles vão mudar de atitude. Para a maioria das pessoas e até para mim anos atrás, o vício era uma fraqueza moral. Como diz um dos sinônimos de vício, um 'defeito'.

O vício como falta de conexão

Teríamos que ver o vício por outro viés então. Johann Hari escreveu o livro Chasing The Scream: The First and Last Days of the War on Drugs. Suas observações e vivências com viciados em drogas e bebidas o fez perceber que o problema de um viciado não é a droga. É muito simplista dizer que o problema do viciado em cocaína é a cocaína em si. Ou a heroína. Ou a maconha. O problema seria a conexão que ele estabelece com a droga, quando na verdade deveria estabelecer uma conexão com outros seres humanos.

A conclusão de que quem usa drogas vai se viciar e pronto, ele tem uma fraqueza moral, advém muito de experimentos usados em campanhas anti-drogas nos anos 80, mostrando ratos em gaiolas. O rato, que estava sozinho, tinha duas garrafinhas de água à disposição: em uma a água era apenas água, em outra ela estava misturada com cocaína ou heroína. O rato acabava obcecado com a água drogada e bebia até morrer. Pronto. Está aí a explicação do porque termos uma guerra contra as drogas. Todos os experimentos mostravam ratos viciados.

Mas Bruce Alexander, um professor de psicologia de Vancouver notou que neste experimento o rato estava sempre sozinho. Sua única ocupação era a de usar a droga. Alexander, assim, criou o Rat Park. É uma gaiola com outros ratinhos, bolas, túneis e comida da boa, além de duas garrafinhas com água, uma drogada, outra não. Os ratinhos tomaram a água das duas garrafinhas, mas pouco tempo depois começaram a desdenhar da água drogada. Eles a consumiram cada vez menos e nenhum se tornou dependente. Ou seja, o problema do vício não estava nos ratos e sua fraqueza moral para a água batizada. E sim na gaiola fria onde ele ficava isolado sem estabelecer conexões afetivas com outros ratinhos.

Foto de Mikael Kristenson

Toda essa discussão de vício e dependência de um mundo de ficção me veio à cabeça depois que li Jogador Número 1, de Ernest Cline. Chega um momento em que o protagonista, um adolescente chamado Wade, se isola completamente do mundo. Pinta as janelas do apartamento de preto, compra tudo pela internet e recebe sem precisar abrir a porta. Usa uma roupa que recolhe seus dejetos para que ele não precise levantar da cadeira enquanto fica conectado ao OASIS, a rede de simulação de realidade onde passa grande parte de seu tempo. Sua pele fica totalmente branca por falta de contato com a luz do sol e precisa tomar suplementos vitamínicos para não adoecer. Para não perder tempo, ele também não tinha mais barba, nem nenhum cabelo pelo corpo. Seus melhores amigos eram todos do OASIS.

Chega um momento em que o personagem percebe que sua vida isolada não é das melhores. Mas ele está tão concentrado em encontrar o ovo, escondido em algum mundo do OASIS, que deixa a vida social e as conexões com as pessoas de lado. Esse enredo todo bateu de frente com o texto de Johann Hari. Faltavam conexões pessoais para a vida de Wade.

Anne Billson comentou na sua coluna no The Telegraph a respeito do vício em mundos de fantasia que levam milhares de fãs para as feiras e encontros vestidos de Daenerys Targaryen ou de Spock, ou de Jim Raynor, Coringa ou Super Homem. Saber de cabeça todos os episódios da série clássica de Star Trek ou usar o robe Jedi na estreia de um novo filme de Star Wars é uma tentativa de escapar dos horrores do mundo moderno? Ou é apenas coisa de fã, de gente que se apaixona por um determinado enredo e quer saber tudo sobre ele?

Tido como o "ópio das massas" (parafraseando Marx com sua ideia sintetizada de que "a religião é o ópio do povo"), os mundos de fantasia - aqui acho que podemos colocar os grandiosos mundos criados pela ficção em geral - seriam um escape e uma diversão intensa para todos aqueles que se vestem, tatuam símbolos e logos, aprendem idiomas alienígenas e até praticam o jedaísmo. Mas seria um vício? Será que nossos gostos tidos estranhos, "gostos nerds" seriam um dos motivos pelos quais tanta gente torce o nariz para eles? Qual nerd nunca foi hostilizado por curtir algo?

Óbvio que é uma visão simplista, mas a falta de conexão com as outras pessoas poderia nos fazer entrar de cabeça em mundos da ficção como se ali pudéssemos encontrar algum conforto. Quantas vezes nós nos apegamos a algum personagem e depois ficamos ressentidos com a morte dele? Quantos fãs não fazem escândalo cada vez que alguma coisa muda no seu mundo de fantasia (sem tom pejorativo) por que era aquilo que lhe dava segurança e prazer por horas seguidas, sem ter que conviver com outro ser humano? Quantos de nós nos isolamos no nosso apartamento com janelas pretas e submergimos nos mundos simulados pela ficção para não ter que olhar pela janela do nosso próprio quarto?

Eu nunca pretendi responder à pergunta "você é viciado em ficção?". Apenas tive vontade de trazer isso à baila diante de tanta insatisfação da parte das pessoas com coisas que não deveriam nos atingir tanto. Quer reação mais desproporcional do que aquela que Os Caça-Fantasmas com um elenco feminino recebeu? Além de toda a misoginia escancarada na questão, quantos fãs não sentiram que estavam perdendo algo muito bom por causa disso, quando na verdade a coisa só mudou para melhor?

Arte de Guy Shield

A reflexão fica aí. Quem quiser trazer o assunto (educadamente, claro), para os comentários, por favor, fique à vontade. Ficção é tão viciante? Ou somos ratinhos sozinhos em gaiolas com garrafinhas de água drogada à disposição?

Até mais.




Amazing Stories Mag
Addiction in Science Ficton
Are you addicted to a fantasy world?
Descoberta a provável causa do vício. E não é o que você pensa
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Partiu Espaço!

Viajar ao espaço, especialmente pela primeira vez, deve ser algo absolutamente fantástico! Foi pensando nisso que pedi que os seguidores do blog pelo Facebook e pelo Twitter me dissessem qual seria a música que eles colocariam para tocar no momento da decolagem, no momento em que deixassem nossa superfície e chegassem ao espaço e além! Foram escolhas maravilhosas, a playlist ficou incrível!





Se você quiser começar a ler o post com a trilha sonora tocando, ela está aqui embaixo.



O espaço não é um lugar benigno como aquele que aparece rotineiramente na ficção científica. Aliás, na FC ele às vezes nem aparece ou então é facilmente batido pela tecnologia ou por máquinas fantásticas que conseguem atravessar as imensas distâncias entre os corpos celestes. O espaço é, na verdade, um ambiente extremamente hostil, que não pode nos manter vivos. É preciso fabricar ambientes para poder nos transportar por ele e ainda assim eles não são perfeitos.

Muito tempo no espaço deixa nossos músculos flácidos pela ausência da gravidade ou pela microgravidade. Como não colonizamos lugar nenhum fora do planeta, não temos um ponto de parada, como os postos do Graal pelas estradas. Não podemos parar e reabastecer, fazer compras e usar o banheiro. Não, esses são confortos terrenos. Dormir no espaço? Só se prendendo à cama ou você "flutuará" pelos módulos. Comer e beber? Vish, complicado. Qualquer líquido vai sair por aí e pode cair num painel elétrico, causar um curto. Já pensou?

O que nos atrai tanto para este lugar tão difícil e complicado, onde tudo é tão longe? A New Horizons levou 9 anos "apenas" para chegar à Plutão, que em termos de distância, é logo ali, virando a esquina do sistema solar. Chegar em Próxima Centauro, a estrela mais próxima de nós, com a tecnologia atual... Bem, questão de alguns milhares de anos. Tudo conspira contra nós para chegar ao espaço e colonizá-lo. Alguns dizem que é inútil gastar um centavo em sua exploração.


O espaço é a nossa Caixa de Pandora. É por ser difícil e desafiante que ele nos encanta tanto. Assim como um arco e flecha ou uma machadinha de sílex foram desafios para os hominídeos, assim como as Pirâmides, o Coliseu, Machu Picchu desafiaram seus engenheiros, assim como a construção de castelos e burgos, trens e trilhos, motores a combustão e submarinos foram desafios superados, o espaço nos aguarda. Enviar seres humanos para lá e trazê-los vivos é um dos maiores feitos que a raça humana já realizou.

Mas nunca é o bastante, não é? Fomos até a órbita, bem e por que não à Lua? Bem, fomos à Lua, e por que não Marte? Estamos em Marte, que tal Alfa Centauro?! Não me diga que o céu é o limite quanto tem pegadas na Lua!, diz Jennette McCurdy. O que nos impede é a falta de recursos para investir em exploração espacial. Parem com todas as guerras, vai sobrar dinheiro para resolver todos os problemas da humanidade.

O que não nos leva para o espaço nos mata em terra. Ignorância, ganância, egoísmo, tudo isso está envolvido em guerras e massacres que consomem rios de dinheiro todos os anos, sendo que podíamos muito bem estar agora com vários problemas solucionados. Muitas coisas precisarão ser resolvidas para que a gente possa, de fato, conquistar o espaço.

Ao menos a música nós já temos!

Até mais!
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Resenha: Trilogia O Teste, de Joelle Charbonneau

Tive muita dificuldade com essa trilogia. Comecei sem muita expectativa, mas fui até o fim porque queria entender o porque de se ter uma maneira tão sangrenta e violenta de entrar numa faculdade. Não que a faculdade real seja um mar de rosas, até me identifiquei com várias partes e sofrimentos da protagonista, mas acho que faltou algo na trilogia de Joelle.





O Teste

Malencia "Cia" Vale está nervosa. É sua formatura na colônia Cinco Lagos, no que hoje seriam a região dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos. Há muito tempo que ninguém em Cinco Lagos é escolhido para O Teste, que garante a entrada dos jovens para a universidade. O pai de Cia cursou em Tosu City e ela tem uma família grande e unida, apesar de sua mãe parecer estranha de vez em quando. Depois da formatura, ainda triste por não ter havido escolhidos, ela vai para casa e é quando recebe um aviso. Um encarregado de Tosu City chegou a Cinco Lagos, avisando que quatro jovens formados foram escolhidos para O Teste e Cia é um deles.


O pai de Cia fica apreensivo e avisa à filha que O Teste não é o que parece. Ele não se lembra de nada desde que saiu de sua colônia original e foi para Tosu, apenas tem flashes estranhos e confusos com seus colegas e cenas de violência. E avisa à ela: não confie em ninguém. E pior ainda: os escolhidos não podem desistir da vaga. É obrigado a ir. E quem vai não volta mais para casa. Tosu manda o formado para outra colônia para servir ao país.

Quando ela e seus colegas chegam em Tosu, e claro que um dos colegas é seu paquera, eles passam por vários tipos de teste e tudo, absolutamente tudo é motivo de avaliação. Os colegas tentam sabotar uns aos outros, os estudantes são vigiados até mesmo em seus quartos e por meio de seus braceletes. Os estudantes de Cinco Lagos sofrem com o bullying dos colegas de colônias maiores e mais desenvolvidas e muita gente vai sumindo e morrendo pelo caminho.

Cia (esse nome me incomodou na trilogia inteira, porque eu a chamava de Melancia o tempo todo) percebe que não pode confiar nem nos colegas de grupo, confia mais ou menos nos colegas que fez e nos da sua colônia. É então que ela é enviada para o teste final antes da revelação dos ingressantes na universidade. Ela precisa atravessar uma área selvagem e não revitalizada até Tosu, onde seus colegas também precisarão atravessar e chegar são e salvos do outro lado.

A autora falha em várias partes com Cia. Primeiro, eu a achei madura demais para quem é adolescente. Ela erra pouco e acerta em quase tudo, sempre saca as coisas antes de algo acontecer. Sério, quem é tão sábia assim com 17 anos? Cadê as burradas que a gente sempre comete? Cia não faz nada disso e se vira muito bem. Segunda coisa, a autora menciona os Sete Estágios da Guerra, mas não explica que guerra é essa, porque começou, como terminou, o que aconteceu ao país nesse meio tempo... Senti que nisso o livro é igual a Starters, que também é ruim demais.

Se for um erro, é meu erro. As consequências serão minhas.

Cia

Pontos positivos
Protagonista feminina
Distopia
Críticas à sociedade

Pontos negativos
Personagem perfeita
Paquerinha
Algumas cenas longas demais


Título: O Teste
Título original: The Testing
Série: O Teste
1- O Teste (2014)
2- Estudo Independente (2014)
3- A Formatura (2014)
Autor: Joelle Charbonneau
Editora: Única
Páginas: 320
Onde comprar: Grandes livrarias


Estudo Independente

Cia foi aprovada no teste. Isso é o que lhe disseram, mas ela não lembra de nada do que aconteceu nesse período. Ela lembra de chegar à Tosu City com seus colegas da colônia Cinco Lagos e só. Cia então se muda para um quarto na universidade, tem o amor de sua vida a seu lado, tudo é lindo e cor de rosa. Até que ela descobre um botão escondido no aparelho que tanto a ajudou no primeiro livro e descobre que é um gravador. E ela ouve sua própria voz contando sobre as mortes, sobre as traições, sobre não poder confiar nas pessoas.


Como Cia é boa em tudo, perfeita, salve-salve, ela é um alvo bastante óbvio. Os colegas querem sua cabeça, já que uma menina de Cinco Lagos não poderia tirar o brilho de tantos alunos da Capital, digo de Tosu City. Um amigo que a ajudou no teste onde ela quase morreu diz que se ela fugir, pode prejudicar seus amigos e pior ainda, sua família. Ela decide ajudar na resistência que visa acabar com o teste e tirar o administrador de seu cargo, o Dr. Barnes. E contra sua vontade, Cia vai parar nos Estudos Governamentais, onde a competição é ainda mais acirrada já que é uma oportunidade de trabalhar como estagiário nos escritórios do governo.

Os líderes têm de ser capazes de controlar suas emoções. Essa é uma habilidade que juro que vou dominar.

Cia

O problema com a personagem perfeita continua aqui. Mas os questionamentos a respeito do governo, do que torna um líder bom para seu povo são interessantes. Várias vezes a personagem se depara com desafios onde ela é obrigada a pensar como um membro governo e como solucionar problemas. Mas as vezes em que ela se sai bem sucedida são demais. Ela nunca erra.

Pontos positivos
Protagonista feminina
Distopia
Críticas à sociedade

Pontos negativos
Personagem perfeita
Paquerinha
Guerra não é explicada


Título: Estudo Independente
Título original: Independent Study
Série: O Teste
1- O Teste (2014)
2- Estudo Independente (2014)
3- A Formatura (2014)
Autor: Joelle Charbonneau
Editora: Única
Páginas: 320
Onde comprar: Grandes livrarias


A Formatura

Cia conhece melhor seus colegas nos Estudos Governamentais e atrai o ódio da maioria deles porque é estagiária da presidente Collindar, algo que nunca ninguém conseguiu. E agora ela decidiu que conseguiu o que precisava para derrubar O Teste e todo o seu período de horror. Existem centenas de pessoas desaparecidas por conta dos rigores do teste que ninguém sabe para onde foram e ninguém consegue encontrar. Cia sabe que isso tem que acabar.


Além de fazer inimigos, Cia também faz aliados, mesmo que de uma maneira relutante. O conselho de seu pai ainda martela em sua cabeça e é difícil confiar nas pessoas, especialmente aquelas de Tosu. É difícil confiar nos próprios colegas depois de tudo o que ela lembrou que passou no Teste do primeiro livro. Cia amadureceu, sem dúvida, está cautelosa, mas ainda continua acertando em praticamente tudo. Seus testes são difíceis, mas ela passa por eles sem muita dificuldade.

O desfecho de trilogias sempre é complicado. Nunca agrada a todos. O final pode não ter agradado a muita gente, mas foi um final que me pegou de surpresa e que acabou digno em vista de tudo o que ela e seus colegas acabaram passando. No entanto, achei um final apressado, de pontas soltas. Quando você menos espera, puf!, acabou tudo e você se pergunta o que aconteceu com todos aqueles outros personagens. Infelizmente, não teve como não comparar com Jogos Vorazes, pois são absurdamente parecidos, apesar de terem propósitos diferentes. Até o final desta trilogia é parecido com o final de A Esperança, de Suzanne Collins.


Pontos positivos
Distopia
Protagonista feminina
Críticas ao governo

Pontos negativos
Final em aberto
Personagem perfeita
Guerra nunca é explicada


Título: A Formatura
Título original: Graduation Day
Série: O Teste
1- O Teste (2014)
2- Estudo Independente (2014)
3- A Formatura (2014)
Autor: Joelle Charbonneau
Editora: Única
Páginas: 320
Onde comprar: Grandes livrarias


Ficção e realidade

As discussões em volta de O Teste e todos os seus livros vai de confiança para governo, de qualidades de um líder para legitimidade do mesmo. É uma esfera diferente de outros livros do mesmo segmento. Jogos Vorazes era a derrubada de um regime de terror baseado numa indústria cruel de entretenimento. Divergente era baseado numa sociedade de facções (como castas), onde você não podia ser mais de uma coisa ao mesmo tempo. Em O Teste você precisa aprender em quem confiar e aprender a ser um líder justo e compassivo. O desenvolvimento não foi bom, mas a ideia é interessante, que na verdade foi a responsável por me fazer ler os três.

Acho que mais do que nunca questionar nossos líderes e suas ações é necessário. É uma forma interessante de trazer este tipo de discussão para o público adolescente através de uma trilogia distópica. É aí que entra o mérito de todas essas distopias que a galera odeia (às vezes sem ter lido uma): o fato de trazer reflexões profundas que, muitas vezes, não se vê na escola. Quisera eu ter tanta diversidade de leitura assim quando estava na adolescência.


Avaliação do MS?

Não vou dizer que ela é ótima, porque não é. A personagem é perfeita em tudo, acerta tudo, tudo sai bem para ela. Não temos explicação alguma a respeito da guerra temível que destruiu o país, nem temos um mapa para ver as colônias. A trilogia traz, porém várias reflexões interessantes para o leitor a respeito do funcionamento do governo e traz todas as provações que qualquer aluno de faculdade precisou passar (obviamente extrapoladas ao máximo nos livros de Joelle). Três aliens para a trilogia O Teste.


Até mais!
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Ficção científica e preconceito literário

Preconceito literário é algo que me irrita profundamente. Ele não está relacionado a gosto pessoal, está relacionado a um achismo de que todas as obas de conteúdo X serão ruins, comerciais ou sem fundamento. Uma coisa é você ler um determinado livro de um determinado gênero e não gostar, outra é dizer que todo livro daquele gênero é ruim. E na ficção científica, infelizmente, isso acontece com bastante frequência.





Muito fã mais velho de ficção científica cai de paraquedas no blog. E a grande maioria pula fora ou é banida quando percebe que aqui eu falo de FC em geral, não fico só na estante dos clássicos. Isso por si só já me diz muita coisa sobre esse público que deve acreditar que FC é um espaço apenas para os autores que já morreram. Vi isso recentemente devido a uma lista que fiz há anos, com ficção científica obrigatória na categoria livros e como essa lista muda de tempos em tempos, atualmente, ela tem Jogos Vorazes. E eu li todo o tipo de crítica e xingamento por causa disso. De "listinha" a "faltam os clássicos!", sendo que na mesma lista tinha Mary Shelley, Isaac Asimov, Carl Sagan e Júlio Verne. A lista virou ~listinha~ porque teve gente torcendo o nariz para Jogos Vorazes.


Vejo que FC não é o único gênero a sofrer com preconceito literário. Livros juvenis, livros eróticos, best sellers, livros escritos por mulheres, John Green, todos eles já são julgados e rebaixados por N motivos sem nem ao menos alguém se dignar a lê-los. Leu, não gostou? Bola pra frente, meu bem, existem outros livros para você ler. Mas julgar alguém pela leitura dela, isso em um país em que as pessoas leem menos de 4 livros ao ano, é pura babaquice.

[...] uma das coisas que mais me tiram do sério é ver alguém tentar inferiorizar ou calcular o nível de inteligência do outro pelo que ela lê, sejam livros de autoajuda, sobrenaturais, policiais ou qualquer coisa que o valha.

Lú Gomes

Os leitores mais velhos e que ficam pagando de culto chato deviam olhar um pouco para o mercado e ver que é a garotada, os adolescentes, os jovens adultos que o estão expandido e consumindo não apenas Jogos Vorazes, mas autoras nacionais como Paula Pimenta e Thalita Rebouças. As feiras de livros e bienais lotam de jovens que se acotovelam para falar com André Vianco, John Green, Hugh Howey, cada vez que uma festa ou evento literário acontece. Eu não vi isso na minha época de adolescente. Queria muito, mas muito mesmo que os livros que leio hoje existissem na minha época de escola.

Outra coisa que o povo que paga de culto chato detesta é best seller. É como se o livro que antes era bom ficasse ruim por causa do público que o consome ou porque vendeu demais. OI?? O livro tem que circular apenas em determinados nichos para ser considerado válido? Esse mesmo povo que paga de culto chato reclama que a leitura no país é baixa, que o brasileiro lê pouco e quando um livro explode de vendas, de repente, esse livro passa a ser algo ruim? É errado um autor lucrar com o fruto do seu trabalho? Acho que não, né?

Os gêneros da ficção são inúmeros, mas uma parte dos leitores acha que só um tipo é válido: o que eles consideram culto. Não basta pensar que os outros leitores são inferiores, nem basta se pabular do que leu, esses “críticos” adoram menosprezar quem não se encaixa na tribo cult.

Caroline Gurgel

A observação da Caroline sintetiza muito bem o que acontece. Você pode e deve ler, DESDE QUE alguém aprove isso antes, em geral aquele que acha que suas leituras são as melhores do mundo. A literatura é um campo muito vasto e muito fértil, é universal, feita para todos. Se você não gostou, sempre terá alguém que gostou de um determinado livro e NA-DA do que você disser vai mudar isso. Muitas vezes a crítica é completamente vazia, crítica de modinha, que acha que um livro adolescente ou escrito por mulher é automaticamente ruim. Pegue um e leia, simples assim.

Livros de menina, livros nacionais, livros isso, livros aquilo. Eu já ouvi de tudo, até mesmo de que "não sou consistente" em minhas leituras. O que seria ser consistente? Ler e reler todos os livros de Asimov? Aí eu seria alguém "digna de respeito"? Não, obrigada. Até na ficção científica, de longe o gênero que eu mais leio, já abandonei livros porque não gostei da narrativa.

Não sou melhor nem pior do que ninguém por meus gostos literários e sempre aprendo muito com quem lê outros gêneros além do meu preferido. Você é extremamente consistente? Não tem nenhuma emoção que aflore, um palavrão para soltar num momento de raiva, aquele best seller escondido na estante? Se for, e eu sugiro que pare de mentir, faça um workshop com todas as outras pessoas do mundo que são normais.

Qual a diferença entre não gostar e ter preconceito? É que quando você tem preconceito, você:

1) Não experimenta os livros para ver se tem algo que te agrada;
2) Diminui as pessoas que leem aquele tipo de livro e as histórias que eles contam.

Bell

Quando faço uma lista, e pasmem, essa lista é pessoal, portanto é o meu gosto nela, eu indico livros que sei que vão agregar alguma coisa ao leitor. Se na lista onde existem clássicos e novos clássicos eu coloquei uma distopia juvenil, é porque sei que tem algo nela que vale à pena ser lido. Mesmo alguns dos leitores - e curiosamente todo mundo que me xingou foi homem - que leram JV vieram dizer que havia coisa melhor para eu colocar na minha lista. Não. A lista é minha. Se você leu, fique na sua, porque pode ter gente que não leu por preconceito e ao ver um livro desses numa lista se anime. Assim como pode se animar a ler Frankesntein, ou Contato.


O preconceito literário existe dentro da própria ficção científica. Leitores que consideram tudo o que não for FC hard como ruim. Ou que achavam que cyberpunk já morreu ou que distopia não é FC. Ou melhor, ele consideram só alguns, como 1984 ou Admirável Mundo Novo, qualquer distopia mais nova, especialmente as juvenis, aí não pode. Aí não é mais FC. #meusnervos

Como o Brasil, país de raros leitores, pode ser tão preconceituoso? Fala-se tanto de incentivo à leitura, mas que incentivo é esse? Incentivamos o preconceito; incentivamos a ignorância, incentivamos a estupidez, incentivamos a arrogância, menos a leitura.

Renata Ferreira

Os livros que não gostamos têm o seu propósito: eles lapidam nossas leituras e nos fornecem a pista para que possamos encontrar livros que nos encante. Mas não podemos ter preconceito. Eu tenho grande dificuldade de ler livros que não sejam FC ou terror ou romances históricos, mas me arrisquei a ler Americanah e é um livro fantástico. Falta à grande parcela de leitores que pagam de cultos esse caráter de risco. E o principal, falta respeito da parte deles com quem não lê os mesmos livros ou gosta das mesmas coisas. Não julgue um livro pela capa, nem um leitor pelas capas que eles carregam nos braços.

Até mais!


Leia mais:

Então você acha fantasia e ficção científica escapismo?, por Lucas Rocha.
Sobre leituras e leitores, por Taissa Reis.
Mimimi, boa literatura nacional, best-selers idiotas, por Jim Anotsu.
Preconceito literário, por Fernanda Nia
Preconceito literário: onde estão os autores nacionais?, por Bárbara Vasconcelos
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Lady Sybylla
Geógrafa, professora, mestra em Paleontologia. Fã incondicional de ficção científica e cadete da Frota Estelar.

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