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TAG - Skoob: Minha Estante Virtual

E olha mais uma tag aqui, minha gente! A ideia partiu de uma usuária do Skoob, que é uma rede social para leitores e que, de quebra, ainda te ajuda a organizar sua estante. Sei que tem gente que prefere usar o Goodreads, mas o Skoob supre bem minhas necessidades. A ideia da TAG é falar um pouco das leituras, de seus livros e conhecer mais usuários. Bora responder??





A convocação para a TAG surgiu neste post do Skoob na página deles no Facebook. De lá pra cá vários blogs responderam e eu curti dar uma revirada no meu perfil para ver alguns números. As respostas você vê abaixo. E a Sam, nossa sócia aqui do Saga, autora do Meteorópole, também respondeu!


1. Quantos livros lidos você tem na sua aba LIDO no Skoob?
Até o momento da escrita deste post, 398.

2. Qual livro você está lendo?
Gosto de ler vários ao mesmo tempo (loucura, eu sei), mas agora, neste momento, estou lendo Pense no Garfo, de Bee Wilson, A Passagem, de Justin Cronin, The Last Colony, de John Scalzi, O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway e Ancillary Justice, de Anne Leckie.

3. Quantos livros tem na sua aba VAI LER?
Eu sempre esqueço de marcar os que eu quero ler. Geralmente começo a ler sem passar por lá. Mas atualmente tem 182.

4. Você está relendo algum livro? Qual é?
No momento, nenhum, apesar de gostar muito de fazer isso.

5. Quantos livros você já abandonou? Quais são eles?
Abandonei 23, apesar de querer voltar para ler alguns deles. Quando abandono o livro não é sem motivo. Narrativa chata, preconceito, misoginia, pouca representatividade feminina ou por ser ruim mesmo. Em outros casos é porque a leitura estava demorando demais e parei, como é o caso de As Crônicas de Nárnia. Mas pretendo voltar, pelo menos, pra este!

6. Quantas resenhas você tem cadastradas no skoob?
Algumas, umas 36 segundo o Skoob, mas resenho tudo por aqui mesmo no blog.

7. Quantos livros avaliados você tem na sua lista?
Tem 412. De onde veio isso??

8. Na aba FAVORITOS, quantos livros você tem registrados? Cite alguns.
São 82 os favoritos, entre eles Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, Solaris, de Stanislaw Lem, Old Man's War, de John Scalzi e a pentalogia de Ramsés, de Christian Jacq. Adoro romances ambientados no Antigo Egito.

9. Quantos livros você tem na aba TENHO?
São 173. Uau, não pensava que tinha tudo isso. E para o espaço que tenho em casa é sim uma grande quantidade. Só não tenho mais por causa do Kindle, o que reduziu muito minhas compras de livros.

10. Quantos livros você tem nos DESEJADOS?
Só 20. Por alguma razão uso pouco essa função.

11. Quantos livros emprestados no momento? Quais?
Nenhum e espero nunca mais emprestar nada, porque eles não voltam.

12. Você quer trocar algum livro? Quais são?
Não.

13. Na aba META, quantos livros você tem marcados? Cumpriu essa meta?
Tenho quatro livros como meta esse ano - Count Zero e Mona Lisa Overdrive, de William Gibson e Afrofuturism, de Ytasha L. Womack - e li um só, que foi Metanfetaedro, da Alliah. Mas vou pegar os outros três, me aguarde.

14. Qual é o número no teu paginômetro? (contador de páginas já lidas)
134.689 \o/.

15. Qual o link do teu perfil do Skoob?
Este aqui, pode me adicionar aí!


Indico o Beto, do Habeas Mentem e quem mais quiser participar da tag que também tenha Skoob!

Até mais!
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Minhas 5 personagens nem um pouco favoritas de livros

Dias atrás eu fiz uma postagem com as minhas personagens prediletas de livros. A maioria era da ficção científica, mas tinha de outros universos também. Porém, as meninas no Twitter me perguntaram "e aquelas que você não gosta, não vai rolar uma listinha?". Bem, e por que não? Aqui estão as personagens que eu mais tenho aversão. Felizmente são poucas.





Lembrando, mais uma vez, que esta é uma lista pessoal. É do meu gosto. Não é uma lista definitiva de todo o universo conhecido, não estou mandando ninguém deixar de gostar de sua personagem favorita. Esta lista não é um ataque pessoal à ninguém. Ok?


Claire - Outlander, de Diana Gabaldon
O problema de Claire é que ela é uma personagem muito mal construída e rasa. Poderíamos ter aqui uma mulher incrível, pois a personagem tem muito potencial e, no fim, não temos. Temos uma mera expectadora do livro todo, com mais de 800 páginas. Não sabemos muito de sua vida, nem de seus gostos, as lembranças não giram em torno dela.
Tudo na vida de Claire gira em torno dos dois maridos, um do presente e outro do passado. Desses sim a gente sabe uma caralhada de coisas, até demais. Não sei se ela melhora nos livros seguintes e não acompanho a série de TV, mas é uma pena que a personagem tenha saído tão rasa, enquanto outros personagens da trama se saem tão bem.


Wren (178) - Reboot, de Amy Tintera
Wren tinha tudo para ser uma personagem fantástica, em uma incrível estória de zumbis modificados, usados como combatentes. Pena que não é o que aconteceu. Ela não convence em nada de que seja tão forte, ágil e rápida quanto a autora quer nos fazer crer. E para piorar, no enredo, onde ela é fodona, coisa e tal, ela desvia do padrão que costumava seguir ao escolher um reiniciado muito recente para treinar.
E aí é clichê que não acaba mais, com o rapaz fazendo a fria Wren voltar a ter emoções, blá, blá, blá, voltar a sorrir, blá, blá, blá, os dois têm tesão, blá, blá, blá. Aquela coisa morna, sem graça e completamente sem noção que vemos em muitas distopias juvenis.


Bella - Crepúsculo, de Stephanie Meyer
O primeiro livro de Crepúsculo não é tão mau porque retrata todas aquelas angústias que qualquer menina adolescente numa escola nova enfrentaria. Se ajustar em um novo lugar, fazer novos amigos, se ajustar ao novo lar com o pai e ainda se apaixonar por um garoto misterioso. Até aí tudo bem, o problema foi continuar esse imbróglio todo.
Bella tem um cordão umbilical com o Edward e chega a perder a vontade de viver por causa do boy! Ela não tem vontade própria, não tem personalidade, a vida dela é viver ao lado de Edward. Bella não teve nenhum desenvolvimento pessoal do primeiro livro até o último, mas ainda assim é perfeita, uma Mary Sue. Além de termos um enredo absolutamente conservador, onde um vampiro virgem de 117 anos adora sofrer, passando pelo ensino médio repetidas vezes por puro masoquismo. Afff!


Tris - Trilogia Divergente, de Veronica Roth
Tris é outra Bella. Ela também sofre do mesmo mal: o cordão umbilical junto do boy, um enredo extremamente conservador. O primeiro livro, Divergente, é muito bom. É uma moça, num universo distópico, buscando seu lugar no mundo, se descobrindo e que paquera um gostosão. O problema foi continuar e piorar algo que já estava bom.
A partir do segundo livro, as poucas vezes em que Tris age por conta própria, ela fode com a vida de alguém, em geral dela mesma. E ela e Quatro discutem relação o tempo TO-DO. Sem contar que a autora tira o foco de Tris e começa a erguer Quatro até que a gente tem aquele final HORROROSO da trilogia. Tris não merecia esse final, nem o desenvolvimento tão ruim.


Eva - Eva, de Anna Carey
Eu estou pra ver personagem mais tapada e mal construída do que Eva. Sem contar que ela vive em um mundo completamente sem sentido, onde meninas são educadas para servirem como parideiras estatais e onde meninos são criados em separado em campos de trabalhos forçados e todos são tidos como estupradores. Eva peca pela pouca profundidade e pela completa idiotice por pedir desculpas ao boy que ela gostava por quase ter sofrido um estupro.
Sim, Eva pede DESCULPAS para o boy, pois ele, que impediu o melhor amigo de violentá-la, teve a pachorra de perguntar se ela queria "transar" com o sujeito. Ela, se sentindo culpada, não sei do que, pede desculpas desnecessárias. Tão desnecessárias que levou à morte violenta de três pessoas. Ou seja, é a personagem mais idiota que tive a infelicidade de encontrar em uma distopia juvenil que, em si, também é fraquíssima.


E você? Tem personagens que não curte? Quais são?

Até mais!



Leia mais:

O problema das Mary Sue's
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Resenha: A Ilha dos Dissidentes, de Bárbara Morais

A terceira resenha do mês da literatura nacional no blog é uma distopia com mutantes! O livro é o primeiro da trilogia Anômalos, de autoria de Bárbara Morais. Temos adolescentes com poderes especiais e uma protagonista, chamada Sybil (não é parente!), que tenta encontrar seu lugar no mundo depois de um naufrágio.





O livro

Às vezes, a diferença entre a vida e a morte são alguns segundos. Segundos preciosos que as pessoas perdem ao ficarem surpresas ou temerosas.

Sybyl Varuna vivia em Kali, uma província que sofria com pobreza extrema, fome e que estava em uma zona de guerra entre a União e o Império. Ela estava em um navio, que a levaria para um lugar seguro, mas ocorre um naufrágio e ela é a única sobrevivente. Órfã, tendo sido abandonada, Sybil acaba adotada por uma família que vive em Pandora e que também é composta por anômalos, ou seja, pessoas dotadas com poderes especiais. E ela nem sabia que era uma até a tragédia acontecer.

Adorei a capa.

Pandora é uma província para anômalos e é necessário usar uma cor que os identifiquem, amarelo. E a vida de Sybil muda completamente. Tudo é diferente. Ela fica completamente surpresa ao ver uma piscina pela primeira vez. Se delicia com comidas que nunca vira antes e que em Kali são impossíveis de encontrar. Faz amizades e tem uma família adotiva que se preocupa e cuida dela. Na escola, ela tenta se ajustar à grade de aulas e aos novos colegas, cada um com características irritantes, mas adoráveis, como todo amigo tem. Os colegas de Sybil, aliás, me pareceram muito mais desenvolvidos do que a própria protagonista.

Mas nem tudo no mundo de Sybil é perfeito. Se em Pandora as coisas parecem andar muito bem, fora dela Sybil percebe que os anômalos sofrem com preconceito. Placas na frente de estabelecimentos impedem sua entrada e algumas pessoas têm reações asquerosas quando se encontram com um anômalo. Foi impossível não pensar no Apartheid e nos lugares para negros e para brancos em separado. Gostei muito do tom de crítica à esse preconceito e curti muito a diversidade sexual e de etnias que o livro apresenta. Brancos, negros, orientais, casais gays. O pai de um dos amigos de Sybil se veste de mulher e apresenta um famoso programa de culinária na TV. Representatividade importa muito!

O vergonhoso Apartheid na África do Sul. 


Algumas coisas me incomodaram no livro. A primeira parte dele é meio morosa, depois tudo vai muito rápido. Algumas coisas poderiam ter sido melhor desenvolvidas e senti falta de um mapa para localizar algumas coisas. Peguei uma palavra ou outra usada de maneira errada, como 'água salubre', quando ela deveria ser 'água insalubre'. O livro também deixa perguntas em aberto, mas como é o primeiro da trilogia, acredito que nos dois volumes seguintes tenhamos todas elas.


Ficção e realidade

Num mundo em que as pessoas evoluíssem para terem super poderes, é mais que certo que o preconceito cairia matando. Se temos hoje um mundo ainda racista, misógino e homofóbico devido à cor da pele, gênero e orientação sexual, o que dirá de alguém que possa dar gritos supersônicos ou que possa controlar mentes? X-Men tem o grande mérito de tratar de preconceito de forma espetacular e A Ilha dos Dissidentes também faz isso, em um grande paralelo com o Apartheid. Até quando vamos ignorar nossos semelhantes a ponto de tirar deles seu direito à vida, liberdade e felicidade apenas por que temos medo ou não compreendemos?

Admitir que às vezes precisamos fazer o que parece absurdo para garantir o bem-estar de quem amamos é meio caminho andando para lidar com a dor.

Além disso, temos mais uma obra que mostra que adolescentes podem fazer coisas incríveis. Comentei sobre isso na resenha de Rani e O Sino da Divisão de como gostaria de ter tido livros assim quando eu era adolescente nos anos 90. Queria ter tido essas aventuras, esses personagens, gente com quem eu pudesse me identificar naquela época. O grande preconceito de muitos leitores com este tipo de literatura é infundado. Livros bons e ruins existem em todos os segmentos e gêneros. Dê uma chance, em especial os livros escritos por mulheres e à literatura nacional.


Pontos positivos
Protagonista feminina
Distopia
Autora nacional

Pontos negativos
Protagonista mal trabalhada
Começa devagar
Não tem mapa


Título: A Ilha dos Dissidentes
Trilogia Anômalos
1. A Ilha dos Dissidentes
2. A Ameaça Invisível
3. ?
Autor: Bárbara Morais
Editora: Gutenberg
Ano de Lançamento: 2013
Páginas: 303
Onde comprar: Grandes livrarias


Avaliação do MS?

Literatura nacional, distópica, com protagonista feminina, com ação, tiro, porrada, bomba! É isso o que você deve esperar de A Ilha dos Dissidentes. Estou ansiosa para ler o próximo volume e fico feliz de ver tanta produção nacional boa pululando por aí. O livro traz nomes que fogem do padrão anglo-saxão, traz personagens cativantes e muitos segredos em torno de nossos queridos anômalos. Admito que a forma de revelar esses segredos são bem irritantes, com frases cortadas no meio. Quatro aliens para o livro e uma recomendação para que você também leia.


Até mais!
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Resenha: Mad Max: Estrada da Fúria (2015)

Um dos filmes mais aguardados de 2015, finalmente, estreou no Brasil! E debaixo de polêmicas a respeito do discurso feminista da obra, a estrada segue furiosa e Mad Max continua tentando sobreviver em um mundo hostil para a raça humana que conseguiu enaltecer o que temos de pior. Será que ainda há esperança?





Para explicar a polêmica sobre o filme, precisei dar alguns spoilers, de leve, sobre ele. Mas não chega a entregar a trama. Se você não se importa, ou se já viu o filme, pode continuar a leitura. Caso não queira saber de nada, assista ao filme e depois volte para cá!


O filme

Mad Max (Tom Hardy) segue na estrada e acredita que a única maneira de sobreviver é se seguir seu caminho sozinho. O mundo é um grande deserto, com colossais tempestades de areia, onde água e combustível são os maiores bens que alguém pode ter. Neste imenso deserto distópico, existe a Cidadela, controlada por mãos de aço por Immortan Joe, que possui um harém e ordenha - sim, ORDENHA - mulheres grávidas para consumir o leite (uma das cenas mais perturbadoras do filme todo). Uma cena que exemplifica bem a objetificação feminina, tanto atualmente, quanto num futuro distópico, onde certamente seríamos alvos de muitas atrocidades.


Immortan Joe tem um 'Q' de Darth Vader, com sua armadura para proteger o corpo deformado e uma máscara para respiração. Joe trata tanto suas mulheres como seus "súditos" como objetos. Ele não tem escrúpulos na hora de usar alguém para qualquer fim. Ele tem buchas de canhão para situações de combate, que possuem um culto estranho envolvendo auto-sacrifício e carros, distribui um pouco de água para os miseráveis vinda de um aquífero, reiterando que as pessoas não podem se viciar na água e não vê problema em utilizar o próprio Max como um BloodBag, um doador de sangue.

Imperatriz Furiosa, vivida por Charlize Theron, parte em missão para Joe, mas no meio do caminho muda de ideia. Furiosa é magnífica, uma grande guerreira do deserto com um braço mecânico. Dirigindo uma máquina de guerra, ela muda de direção, o que não deixa de ser percebido por um dos filhos de Joe, que logo parte em perseguição ao saber que suas "propriedades" foram roubadas. Estas propriedades são suas cinco escravas sexuais, objetificadas e utilizadas apenas para parir seus filhos e que possuem um horrível cinto de castidade, que é cortado em outra grande cena do filme.

Cinto de castidade de uma das escravas.

Mesmo o filme tendo o nome de Max, Furiosa é quem lidera a missão. Ele meio que cai de paraquedas na fuga de Furiosa que precisa lidar com toda a tropa de Immortan Joe atrás de si. A partir daí ou eles cooperam uns com os outros, ou não vão sobreviver mais um quilômetro na estrada, que será disputada ao extremo. E mesmo as cenas de ação, o que podem afastar algumas pessoas do filme, não são cansativas como as de Transformers, por exemplo. Aliás, isso é algo que fica evidente no filme: ou os dois cooperam, ou nenhum verá o nascer do sol novamente.


Ficção e realidade

Surgiu uma polêmica de um grupo de "defensores dos direitos dos homens", que pedia que outros homens boicotassem Estrada da Fúria porque "a masculinidade deles estava ameaçada" pelo discurso feminista da obra. Um deles chegou ao absurdo de dizer que "ninguém grita com Mad Max". O mais interessante é que essa "ameaça" toda apenas serviu para levar multidões para o cinema para assistir ao filme. O diretor, George Miller, também é o diretor e roteirista dos três filmes anteriores com Mel Gibson, que chegou a ser cogitado para voltar neste, porém Tom Hardy dá conta do recado como Max e deu fôlego novo ao personagem.

Valeu, Mad, cê é foda, meu velho. 

O filme possui mulheres nas cenas de ação, uma mulher FODA como Furiosa liderando o grupo e descendo porrada nos bad guys, um resgate de mulheres tratadas como mercadorias e escravas, Mad e Furiosa cooperando juntos para sobreviverem e para dar segurança às meninas. Sem contar de uma gangue de motoqueiras idosas. E todas as mulheres do enredo participam de sua libertação enquanto a máquina de guerra percorre a estrada.

Sério mesmo que isso incomodou tanto aos mocinhos mimados, cuja "masculinidade" é tão frágil? Quem é que se sente ameaçado por verem mulheres emponderadas e lutando por sua liberdade? Acho que só aqueles que não querem que elas se libertem. Isso deve incomodar mesmo. O mais legal de Estrada da Fúria é poder ver um filme de ação, normalmente dominado por homens ter tantas mulheres diferentes, lutando para sobreviver, sem se preocupar com romance ou com quem vai ficar no final. E isso nos representa. ❤️


Pontos positivos
Imperatriz Furiosa
Mad Max
A estrada

Pontos negativos
Violência



Título: Mad Max: Estrada da Fúria
Título original: Mad Max Fury Road
Direção: George Miller
Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento: 2015
Onde ver? estreou no Brasil em 14 de maio de 2015


Avaliação do MS?

Se eu recomendo que você assista a esse filme? É óbvio que eu recomendo! Só a atuação de Hardy e Theron valem o filme inteiro, quanto mais seu enredo que tem lógica, tem começo, meio e fim. Não são apenas explosões e efeitos especiais como aqueles que vemos nas produções de Micha Bay. Mad Max Estrada da Fúria é um dos melhores filmes do ano por, finalmente, sair do óbvio onde tantos outros filmes caem frequência absurda. Cinco aliens para ele e corra para o cinema!


Até mais!


Leia mais:

Imperatriz Furiosa e as mulheres feministas em Mad Max: Estrada da Fúria
Mad Max: Estrada da Fúria (Feminista)
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O que você mostraria aos ET’s caso tivesse que introduzi-los à música, literatura e cinema humanos?

Eu gostei tanto da ideia desse post que tive que roubar me inspirar na ideia que foi publicada no Cabaré das Ideias, nosso sócio-torcedor aqui do Saga. A ideia do mestre Obi Ben Hazrael veio da Madame Tai Castle, também colaboradora do Cabaré e é enganosamente simples. Mas foi difícil pensar numa produção para apresentar prozalien!





Depois de muito queimar as pestanas, escolhi dez exemplos de cada - música, literatura e cinema - que demonstre um pouco da genialidade, criatividade e da estupidez humana. Temos que mostrar um pouco da nossa idiotice também, é propaganda enganosa dizer que somos tão felizes e fofinhos como parece nos filmes. Nossa civilização não é nenhum comercial de margarina. Portanto as obras que escolhi mostram o nosso pior - como crucificar alguém que vai contra o status quo - quanto o nosso melhor - criatividade e companheirismo.

Dê uma olhada na lista do mestre Obi Ben e da Madame Tai Castle e tá liberado fazer sua própria lista também. Seria legal ver suas inspirações.

Ai, tá bom, vamos conhecer esses humanos aí. 


Música

Pink Floyd - Another Brick In The Wall
Sepultura - Roots (todo o álbum)
Depeche Mode - Walking on my shoes
Metallica - One
Beldina - Wha can I say?
Demônios da Garoa - Saudosa Maloca
Carl Orff - O Fortuna, Carmina Burana
Beethoven - Für Elise
Miles Davis - Mystery
Bjork - Human Behavior


Literatura

V de Vingança – Alan Moore
O Homem Bicentenário - Isaac Asimov
Colapso - Jared Diamond
Trilogia do Sprawl - William Gibson
Americanah - Chimamanda Ngozi Adichie
Psicose - Robert Bloch
Rani e O Sino da Divisão - Jim Anotsu
Solaris - Stanislaw Lem
Enterrem Meu Coração na Curva do Rio - Dee Brown
O Sonho da Sultana - Roquia Sakhawat Hussain


Cinema

O Pianista (2002)
A Paixão de Cristo (2004)
Gravidade (2014)
Metropolis (1927)
Blade Runner (1982)
12 Anos de Escravidão (2013)
A Lista de Schindler (1993)
Distrito 9 (2009)
Calígula (1979)
Homens de Preto (1997)


Espero que depois de experimentado um pouquinho da nossa produção cultura, os alienígenas não resolvam fazer experiências dolorosas, nem decidam explodir nosso querido planeta!


Qual seria a sua lista? Até mais!
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Resenha: Rani e o Sino da Divisão, de Jim Anotsu

Rani e o Sino da Divisião não é um livro de ficção científica, mas fiquei muito feliz de lê-lo, o suficiente para querer ter tido um desses quando eu mesma era adolescente. Além de ser um embate entre forças espirituais com xamãs, guitarras, vampiros e todos os conflitos juvenis típicos da idade, ainda é escrita por um autor nacional. Uma aventura muito divertida, com perigos e dinossauros!







O livro

Rani mora em uma cidade pequena, Graúna, um lugar provinciano, com todas as características típicas de uma cidade pequena. Todo mundo se conhece, pouca coisa interessante acontece, as coisas parecem andar mais devagar. Rani mora com o pai, estuda numa escola pública depois de sofrer bullying na escola particular em que estudava por ser negra e por curtir punk death metal.

Adorei a capa.

Mas tudo muda numa manhã, enquanto cortava caminho para ir para a escola. Ela encontra um garoto que aparenta ter sua idade, roupas coloridas, mas que a deixa com uma sensação estranha. Qual não é sua surpresa quando ele se mostra seu novo colega de classe? Pietro é seu nome. E o que ele lhe revela é uma completa loucura: ele faz parte de uma facção de seres sobrenaturais, chamada Animais de Festa e que Rani é uma poderosa xamã, daquelas muito raras. Ahh, e tem o detalhe: um xamã sanguinário quer matá-la, o que pode levar ao fim do mundo como conhecemos.

Como qualquer pessoa que recebesse uma notícia dessas, Rani foge e sente que não tem condições de lidar com tanta informação, com tanta coisa em suas mãos de uma vez só. Mas ela percebe que se não treinar para controlar seus poderes e se não encarar Aiba, o poderoso xamã, as pessoas que ama estarão em risco.

O livro é narrado em primeira pessoa, então temos completa visão das sensações e pensamentos de Rani. Vemos suas frustrações com a escola, com os próprios sentimentos por vezes conflitantes. Sua relação com os pais e avós, seus gostos musicais altamente refinados e sua relação com Marina, sua melhor amiga, que embarca em sua aventura sem nem mesmo ter poderes sobrenaturais. Temos vampiros, lobisomens, o filho do diabo e o cramunhão em pessoa em uma das mais divertidas visões de infernos que já li.


Ficção e realidade

As referências sobre a cultura pop são variadas. Temos as bandas favoritas de Rani e Marina, trechos de músicas abrindo os capítulos, um teste para saber a qual facção o leitor pertence, um trecho do Sobrenatural em Dia e anotações divertidas de Rani pelos capítulos. Além disso e o mais legal do livro, é que Rani não orbita nenhum personagem masculino. Temos uma adolescente negra, que toca guitarra, é xamã e que decide enfrentar o mal sozinha.

Ninguém manda em mim! E, em segundo lugar, não vou deixar de fazer minhas coisas porque um cara como você acha que é melhor assim.

Rani

Ao contrário de outros livros juvenis, como Divergente, onde Tris só falta ter um cordão umbilical com o Quatro e eles discutem relação o tempo inteiro, Rani não liga pra isso e reclama de ser chamada de "namorada" de quem quer que seja. Também não há aqui um amor eterno como vemos em outros livros. Seja passageiro ou não, a lição é para aproveitar o momento, para amar as pessoas como se não houvesse amanhã. E não tem mesmo, né galera?

E não posso deixar de dizer que tem amazonas cavalgando dinossauros. AMAZONAS.CAVALGANDO.DINOSSAUROS. Se você precisava de um motivo convincente, taí um!

Pontos positivos
Amazonas e Dinossauros
Autor e cenário nacional
Protagonista feminina

Pontos negativos
Não tem mapa
Capítulos curtos



Título: Rani e o Sino da Divisão
Autor: Jim Anotsu
Editora: Gutenberg
Páginas: 320
Ano de lançamento: 2014
Onde comprar: Grandes livrarias


Avaliação do MS?

Fãs de Harry Potter vão adorar esse livro! Eu ri muito com várias passagens insólitas e com todas as referências ao mundo pop que temos aqui. É uma narrativa leve, com passagens assustadoras, magia e piadinhas, além de uma casa mágica que se redecora e se limpa sozinha. Além disso, o livro mostra que um escritor pode muito bem criar uma personagem feminina com a qual podemos nos identificar sem cair nos clichês óbvios. Aos autores que não conseguem, sinto dizer que vocês não são muito bons. Cinco aliens para Rani e pelamordedeusa, leia este livro.



Até mais!
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Lady Sybylla
Geógrafa, professora, mestra em Paleontologia. Fã incondicional de ficção científica e cadete da Frota Estelar.

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