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Resenha: Wayne de Gotham, de Tracy Hickman

Fãs de Batman não podem deixar de ler este livro. Quem sempre teve curiosidade em conhecer mais a fundo os pais de Bruce e como que bandidos tão singulares e espetaculosos surgiram vai encontrar respostas neste livro que tem narrativa amigável, bem fluída e que você lê num tapa. Temos um Batman cansado, um Bruce Wayne recluso e muitos segredos em torno de Alfred, família Wayne e o Asilo Arkham.





O livro

Bruce Wayne já não está tão jovem. O corpo cobra os anos de dedicação a Gotham, que continua vil, sombria e repleta de bandidos sanguinários como esteve desde sempre. Bruce viveu sob os holofotes da mídia da cidade, considerado um solteiro cobiçado, envolvido sempre com belas mulheres, mas se tornara um recluso nos últimos anos, com nenhuma aparição além de fotos borradas da mansão Wayne, onde aparecia velho e em uma cadeira de rodas.


Alfred está lá, sempre atento ao jovem Bruce, termo que incomoda Batman, já que não está mais tão jovem assim. Batman está com um mistério nas mãos. Pistas estranhas deixadas em locais de crime o levam para o passado, mais precisamente para os tempos de seus pais, ainda solteiros. Temos uma visão apavorante do avô, um homem bruto, rude, que não gostava da ideia do filho ser médico e que o levou para as cavernas sob a mansão para atirar em morcegos.

Essa nova visão dos pais de Bruce é um dos ponto-altos do livro, já que temos aquela visão cristalizada de um casal certinho, que se ama, exemplo de amor e dedicação. Mas umas primeiras cenas em que Martha e Thomas aparecem juntos é ele carregando Martha para dentro da casa, sendo que ela estava caída de bêbada e toda vomitada. É também por volta desta época em que o pai de Bruce começa a trabalhar com um importante cientista que tinha uma ideia para acabar com o crime que assolava a cidade. Seus experimentos altamente questionáveis surpreendem Bruce que não imaginava que seu pai pudesse chegar a tanto. Tais experimentos foram o estopim para uma série de crimes bizarros que ainda atormentavam a cidade.

Quando achamos que os segredos foram todos desvendados, temos então revelações estarrecedoras da parte de Alfred, cuja família era dedicada desde sempre aos Wayne e de como o pai de Alfred e ele próprio tiveram que cuidar do trabalho sujo diversas vezes para proteger a família e o jovem herdeiro. A desconfiança de Bruce é tamanha que ele chega a mandar Alfred embora, sentindo-se traído com as revelações feitas pelo mordomo.

Jovem Bruce

A verdade pode ser uma fera terrível, jovem Bruce.

Alfred

O ambiente sombrio, lúgubre e enevoado de Gotham é o que pauta o livro inteiro. Os fãs não ficarão decepcionados. Além disso, podemos acompanhar tanto as ações dos pais de Bruce quanto sua atuação no presente na tentativa de identificar quem está de posse de tantos segredos da família Wayne. Temos também alguns eventos bem conhecidos dos fãs sendo citados, como a mágoa de Gordon pelo que aconteceu à sua sobrinha, contato em A Piada Mortal (1988). Quem não conhece muito o universo de Batman pode se sentir meio perdido neste livro.


Ficção e realidade

Batman é para mim um dos super heróis mais completos do universo da ficção científica e dos quadrinhos. Ele não tem super poderes, não é alienígena, ele é um ser humano de carne e osso, traumatizado pela morte dos pais e obcecado em sua missão por Gotham. Chega um momento em que não sabemos mais se é Bruce que usa a máscara do Batman, ou se é Batman que usa máscara de Bruce Wayne. Um psiquiatra ficaria tão fascinado por ele como ficaria pelo Coringa ou pelo Pinguim.


Por ser um multibilionário ele pode se dar ao luxo de ter à mão os melhores equipamentos e brinquedinhos para sair à noite e sua vida de playboy farrista e mulherengo ajuda a disfarçar sua missão. O livro deixa claro que ele se incomoda com a solidão, mas que nada pode fazer para mudar isso. Tanto que a cena de briga com Alfred, sua única companhia e o mais próximo de uma família que lhe restou é uma das mais fortes do livro todo.


Pontos positivos
Batman
Segredos bizarros
Personagens bem trabalhados

Pontos negativos
Alguns capítulos arrastados


Título: Wayne de Gotham
Título original: Wayne of Gotham
Autor: Tracy Hickman
Editora: Fantasy
Páginas: 270
Onde comprar: Grandes livrarias


Avaliação do MS?

Os fãs que quiserem se aprofundar na biografia da família Wayne e viver o ambiente dos anos 50 tem aqui um prato cheio. Temos algumas origens para os criminosos mais estranhos e bizarros de Gotham e como a loucura deles extrapolou qualquer índice de maldade. Se você sempre ficou curioso para saber porque Gotham tem uma classe tão inusitada de criminosos, taí sua chance de saber. Quatro aliens para o livro e uma forte recomendação para que você também leia e depois venha aqui me contar o que achou.


Até mais!
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Star Trek: O Filme completa 35 anos

Em 7 de dezembro de 1979 estreava o filme de Star Trek, o primeiro de uma longa tradição de longas. Mas é engraçado pensar que uma série tão icônica, com tantos efeitos na cultura pop e na ficção científica, que tanto tenha influenciado seus fãs ao longo dos anos não tenha feito o sucesso que se esperava dela quando sua exibição começou. Parece impensável nos dias de hoje, mas a série só virou fenômeno cult com suas reprises nos anos seguintes.





Pouca gente sabe ou não lembra do primeiro filme. Lembro que o assisti sem muita empolgação, mas fiquei verdadeiramente surpresa com a revelação de quem era V'Ger e que o retorno dela para reencontrar o criador poderia ter sido influenciado pelos Borg (apresentado depois, em A Nova Geração). O filme não agrada muito, o que é uma pena, porque foi realmente uma ideia genial e que estava em voga na época com as missões Pionner e Voyager para os planetas exteriores.


Gene Roddenberry tinha lançado a proposta de um filme de Star Trek para a Paramount em 1968 na World Science Fiction Convention, onde seria contada a história de como os personagens da série se conheceram. A série clássica acabou cancelada em 1969 devido à baixa audiência, mas Roddenbery esperava ganhar uma grana com as reprises, que começaram em 1972. No final da década, já era vendida para 150 mercados domésticos e 60 internacionais. A série ganhou o status de cult e o culto dos fãs alavancou.

O filme começou a ser rascunhado em 1975 e o estúdio deu a Roddenberry de US$ 3 a US$ 5 milhões para desenvolver um roteiro, um valor bem alto para a época. Mas os executivos da Paramount recusaram vários roteiros, até mesmo escritos por Ray Bradbury ou por Theodore Sturgeon. Isso começou a gerar atraso após atraso, deixando os atores da série original sem contrato e levantando boatos de que o filme nunca seria rodado. Cansada de roteiros que não considerava adequados, a Paramount entregou a tarefa para o pessoal da televisão, para ver se conseguiriam desenvolver o roteiro que queria.

Da lista de 34 roteiristas para o longa, com nomes como de Coppola e George lucas, nenhum nome foi escolhido. O tempo corria, os fãs gritavam, os atores estavam tensos, ou seja, Lady Murphy atacava com força. No meio de tudo isso, ainda havia uma ideia de trazer a série de volta para a TV para um novo canal da Paramount, com um piloto que falava do retorno de uma sonda humana, a Voyager, para a Terra. Mas quando os executivos leram o piloto, acharam que ele deveria ser roteirizado e filmado. O estúdio acabou se animando, especialmente depois do sucesso de Contatos Imediatos de Terceiro Grau.


Apenas quatro meses antes do início da produção, o roteiro ficou pronto. Shatner e Nimoy fizeram várias modificações no enredo para favorecer seus próprios personagens, outros atores também queriam uma boquinha e o prazo se aproximava. O único livro de Star Trek que Roddenberry escreveu é sobre o primeiro filme, que foi lançado junto com ele. Quadrinhos, brinquedos, miniaturas e esquemas das naves, relógios, roupas, livros para colorir, todo um mercado foi explorado junto do longa. Mas a pressa para cumprir com a data limite era tanta que ele não foi exibido em pré-estreias nem para públicos teste.

Star Trek: O Filme foi a primeira grande adaptação de Hollywood de uma série de televisão, que estava fora do ar por uma década, mantendo seu elenco original. Foi indicado a três prêmios Oscar: Melhor Trilha Sonora (Jerry Goldsmith, que compôs todas as trilhas, de todos os filmes e séries), Melhor Direção de Arte (Harold Michelson, Joseph R. Jennings, Leon Harris, John Vallone e Linda DeScenna) e Melhores Efeitos Visuais (Douglas Trumbull, John Dykstra e Richard Yuricich). Nos Estados Unidos, ele vendeu mais ingressos do que qualquer outro filme da franquia até Star Trek, de 2009, porém a Paramount considerou a bilheteria baixa demais quando comparada com as expectativas. Afinal foi um filme de US$46 milhões, muito caro para os padrões da época, mesmo tendo arrecadado mundialmente cerca de US$ 139 milhões.

Depois deste longa, Roddenbery saiu do controle criativo e os filmes seguintes ficaram por conta de outros roteiristas. O filme foi considerado um fracasso comercial, sendo que a sequência, A Ira de Khan, mais barata, acabou fazendo muito mais sucesso que o predecessor. As críticas pesadas caíram sobre o enredo, sobre os longos diálogos e cenas paradas, contrário aos grandiosos cenários de batalha de Star Wars. Já a Edição do Diretor, lançada em VHS e DVD em 6 de novembro de 2001, foi bem melhor recebida pela crítica.


No entanto, se este filme, mesmo com seus problemas, não tivesse sido produzido, se Star Trek não tivesse sido vendida para reprises, será que teríamos suas sequências e toda a sua influência hoje na cultura popular? Teríamos visto Picard, Sisko, Janeway e Archer em novas aventuras pelo espaço, explorando novos mundos, novas civilizações? Mesmo o filme sendo considerado um fracasso pelo estúdio, devemos vê-lo como um pontapé para produções mais bem amarradas e bem feitas e como uma forma de revitalizar aquela que é uma das franquias mais importantes da ficção científica.

Eu não sou contra o filme, ao contrário, eu gosto dele e do modo como trabalhou a questão da sonda Voyager e seu retorno para a Terra. Foi uma ideia genial e levanta muitas questões filosóficas a respeito do que acontece no final. Não acho que o filme deva ser execrado e jogado no lixo. Ele marcou o retorno de Star Trek, o que nos deu mais quatro séries de TV, mais de dez filmes e um modelo de mundo e sociedade onde as diferenças acabaram, assim como a fome, miséria e as doenças.

Se nunca assistiu assista. Se já viu, assista de novo, comemore. Depois volte aqui para me contar.

Até mais!
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O Teste Lovelace

Ada Lovelace
Ada Lovelace, ou Ada Augusta Byron King, Condessa de Lovelace, é considerada a primeira programadora da história. Foi matemática e escritora inglesa e é principalmente reconhecida por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, a máquina analítica de Charles Babbage. Seu nome foi emprestado para um teste cuja função é substituir ou ao menos aperfeiçoar o famoso Teste Turing.





Alan Turing foi um matemático, lógico, criptoanalista e cientista da computação britânico. Em 1950, ele fez uma previsão: de que um computador, um dia, conseguiria provar ser uma máquina pensante, uma máquina dotada de consciência e que seria capaz de se passar por um ser humano. Para isso, ele teria que passar por um teste respondendo perguntas como se fosse humano. Desta forma nascia o famoso Teste de Turing, ou Teste Turing, utilizado até hoje.

Turing foi bastante influente na ciência da computação e na formalização do conceito de algoritmo e computação com a máquina de Turing. Seu papel no desenvolvimento do computador moderno é extremamente importante, bem como na inteligência artificial e na ciência da computação. Em Neuromancer, de William Gibson, temos a chamada Turing, uma polícia cuja função era policiar computadores e inteligências artificias, para impedi-las de se desenvolver. Seu teste vem sendo usado há décadas na tentativa de identificar alguma consciência em computadores.

Alan Turing.

No entanto, o teste tem vários problemas. Para que um computador passe ele precisa apenas estar programado para imitar a linguagem humana e assim estabelecer uma conversa com uma pessoa de verdade que seja lógica. E isso não é sinal de inteligência da máquina, apenas demonstra que sua programação foi bem feita. Inteligência é um conceito bastante complicado de se definir porque ela não se baseia apenas num raciocínio lógico-matemático. Uma máquina programada com zeros e uns teria condições de compreender a arte ou a criatividade?

Foi com base nessa falha do Teste Turing que surgiu o Teste Lovelace. Ele foi concebido para ser mais rigoroso, testando a cognição da máquina. O teste não é recente, foi desenvolvido por volta do ano 2000 por Bringsjord, Bello e Ferrucci e vem sendo aperfeiçoado desde então. O novo teste elimina o potencial de manipulação do programa ou dos programadores e busca ações inteligentes e puramente autônomas da parte das máquinas. Desta forma, ela só passa no teste se produzir algo para o qual não foi programada com antecedência.

Até que uma máquina possa originar uma ideia para a qual não foi projetada, ela não pode ser considerada inteligente da mesma forma que os seres humanos são.

Ada Lovelace

E o que poderia ser? Bem, qualquer coisa produzida de maneira criativa, por exemplo, um conto, uma canção, um conceito, desde que seja algo original, criado pela máquina. Tem que ser algo para o qual os programadores não possam ser capazes de explicar como o seu código original levou a esta criação. Ada Lovelace, em 1843, escreveu que computadores nunca poderiam ser mais inteligentes que os humanos porque eles não poderiam fazer algo além do que já lhes fora programado. A menos que uma máquina, um programa, um computador, possa desenvolver algo inédito, algo que possa surpreender seus programadores, o restante é totalmente mecânico.

Mas que computador poderia passar por um teste desses? Algo próximo, mas muito atrás de uma máquina dessas, é um experimento do Google capaz de reconhecer um gato. É uma rede neural com 16 mil processadores e um bilhão de conexões, que ao acessar o Youtube começou a procurar por vídeos de gatinhos. Mas antes, ele foi exposto a 10 milhões de vídeos escolhidos aleatoriamente no Youtube por três dias e depois foi apresentado à uma lista de 20 mil itens diferentes. Então, ele começou a reconhecer imagens de gatinhos sem ter recebido informações com características físicas que o ajudassem a identificar um.


Apesar de achar que gatinhos melhoram e muito minha consideração por uma máquina e que deixam a vida com muito mais amor, isso está anos-luz de distância da Skynet ou do computador da Enterprise. A Universidade Stanford expandiu o experimento do Google com uma rede seis vezes maior, com 11 bilhões de conexões. Mas apenas para comparar, o cérebro humano tem 100 trilhões de conexões. Para os idealizadores do teste Lovelace, não tem problema se uma máquina não passar no teste.

Empatia, criatividade, auto-determinação, pensamento autônomo, são programáveis? O androide Data, de Star Trek, tinha um chamado "chip de emoções", mas como se programa sentimentos e emoções se são coisas que independem de lógica matemática? Muita gente acredita que as máquinas nunca poderão se igualar em inteligência aos seres humanos. Talvez devamos pensar em mais aplicações práticas para a inteligência artificial, como a exploração do espaço, ao invés de uma busca por uma máquina que possa pensar, sentir e criar. Se uma máquina puder amar, ela também poderá odiar. E quem sabe para quem ela direcionará esse ódio?

Ada, bixa, a senhora é destruidora mesmo!

Até mais!



Leia mais:

Google’s Artificial Brain Learns to Find Cat Videos
Stanford's artificial neural network is the biggest ever
Forget Turing, the Lovelace Test Has a Better Shot at Spotting AI
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Resenha: Bidu, Caminhos, de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho

Venho aguardando ansiosamente cada um dos lançamentos das graphic novels da Turma da Mônica. Assim como muitos adultos hoje, eu também cresci lendo os gibis da turminha e ver as novas roupagens, as novas aventuras, com enredos emocionantes, engraçados e profundos, é bastante gratificante. A mais nova GN do selo é sobre como o Franjinha conheceu e adotou seu icônico cachorrinho, o Bidu.





A graphic novel

Bidu é um cachorrinho de rua, passando por todas as vicissitudes que um bichinho abandonado passa. Ele perambula pelas ruas do bairro do Limoeiro em busca de comida e de abrigo, vez por outra topando com as crianças briguentas do bairro que sempre planejam algo contra a Mônica. Ele encontra com cachorros na rua, personagens típicos de sua turminha como o Bugu e até arruma briga por causa de comida.


Enquanto isso, Franjinha está em busca de um cachorrinho. Sua mãe o leve a um abrigo de animais, porém ele não gosta de nenhum dos bichinhos que viu ali. Ele sabe que o cachorro certo virá, apenas precisa inventar uma maneira para isso. Bidu está lá fora, lutando para sobreviver e nada sabe dos planos do futuro dono.

Bidu Caminhos é a primeira graphic novel da segunda leva de GNs da Turma da Mônica. A primeira fez um sucesso estrondoso ao recontar, com novos traços, as aventuras da turma com Astronauta Magnetar, Chico Bento, Pavor Espaciar, Turma da Mônica - Laços e Piteco - Ingá. Os traços são lindos, mas o mais adorável de toda a história é o modo como as onomatopeias foram introduzidas. Elas fazem parte do quadrinho, não estão dentro dos balões. E os próprios diálogos entre os cachorros é baseado em imagens. Ficou sensacional e muito lúdico. Veja abaixo algumas páginas.





A própria paleta de cores dá um ar vívido, mas ao mesmo tempo muito meigo de retratar o enredo. Os autores estão de parabéns pelo esmero, pois até fotos de ruas da cidade foram tiradas para alguns quadrinhos terem a perspectiva correta. A saga de Bidu até Franjinha deve ser algo corriqueiro na vida de muitos cachorrinhos em diversas cidades do país. Fica aí um apelo para que se adote mais e dê um lar para tantos bichinhos que precisam de um lar amoroso.


Ficção e realidade

Já falei aqui várias vezes o quanto sou apaixonada por Turma da Mônica. Os gibis e os personagens fizeram parte da minha infância e aprendi muita coisa com eles. Tinha pilhas de gibis que acabaram se perdendo nos caminhos da vida, mas ainda lembro das historinhas que mais curti. Lembro que aprendi o que eram ditados populares através de uma historinha do Chico Bento. Tenho até hoje o primeiro gibi da Magali. Ou seja, para quem é fã e cresceu com estes personagens, ver o esmero nestas edições novas e por novos autores é matar uma saudade imensa.



Pontos positivos
Leitura fácil, amigável
Aventura do Bidu
Amizade, amor e companheirismo
Pontos negativos

Nenhum!

Título: Bidu, Caminhos
Autor: Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho
N.º de páginas: 82
Editora: Panini
Onde comprar: Grandes livrarias, com capa cartonada (R$ 19,90) e capa dura (R$ 29,90). (faça uma pesquisa de preços, eles variam muito de uma livraria para outra)


Avaliação do MS?

Não há muito o que dizer além de MELDELS, COMPRE LOGO E LEIA, VOCÊ VAI AMAR, POR FAVOR, QUE COISA LINDA! Desde a primeira edição das graphic novels que eu venho dizendo que elas são essenciais na estante de qualquer fã de Turma da Mônica e de quadrinhos. Os artistas estão dando um show na hora de retratar os personagens da turminha, percebe-se que foi tudo feito com perfeição e esmero. Vale à pena!

Até mais!
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TAG: minha história em 10 músicas

Eu vi essa tag no blog Mundo de Morfeu e chamei a Sam, do Meteorópole (praticamente sócia aqui da nave) para que respondêssemos juntas. São dez músicas que contam um pouco da história do blogueiro, seja pela letra, pelo ritmo, ou até mesmo pelo artista. Devo admitir que algumas respostas foram bem difíceis e olha que ouço música quase que um dia inteiro, mas acho que o resultado ficou bem legal.





A Sam também compilou uma lista, dá uma olhada!
E o Ronaldo gostou da ideia e compôs a dele também!


10. Uma música que faz as pessoas lembrarem de você
Peggy Lee - Fever
Essa deve ter sido a primeira música em inglês que aprendi a cantar inteirinha, então, como era de se esperar, eu cantava por aí, o tempo todo, na orelha das pessoas. Até quando estava trabalhando na Fnac, eu arrumava as estantes cantando essa música.

Everybody's got the fever
That is something you all know
Fever isn't such a new thing
Fever started long ago



9. Uma música que você tá viciada agora
Lorde - Yellow Flicker Beat
Esta música fecha o novo filme de Jogos Vorazes, A Esperança Parte 1. E a letra me impressionou muito, pois combina muito com Katniss e toda a revolução do filme. Me identifiquei muito com ela e tenho ouvido o repeat.

I'm a princess cut from marble
Smoother than a storm
And the scars that mark my body
They're silver and gold



8. Uma música que te deixa com vontade de se aconchegar nele
Norah Jones & The Peter Mailck Group - All Your Love
Assumindo que ele seja o Jim Caviezel, de Person of Interest, acho que essa música se aplica!

All of your love, baby, can it be mine
All of your love, baby, can it be mine
I'll hate to be the one, the one that you left behind



7. Uma música que você gostaria de tatuar
Groove Armada - Think Twice
Apenas por este trecho, bem no estilo "estou cheia de tudo isso".

All the times that we have been so good and caring
How many times we'll never know



6. Uma música que seria toque do seu celular
The Cult - Edie (Ciao Baby)
Essa música foi toque do meu celular por um bom tempo! Tanto que enjoei da música e da banda.

Oh, sweet little sugar talker
Paradise dream stealer
Oh, Warhol's little queen, Edie
An angel with a broken wing, oh



5. Uma música que sempre te faz chorar
Beldina - What Can I Say
Além da voz angelical da Beldina (sou viciada nela), a letra é muito triste, pois fala de alguém que quer amar, mas não pode. Não ouça a música se estiver mal, pois é uma canção que deixa todo mundo emotivo.

Don't come too close, I'll push you away
As I can, as I can never love you
Why should you stay?
You make me, you make me feel
That we should end this some way
Don't wanna, don't wanna punish you
But what can I say?



4. Uma música que é tema do seu relacionamento
Michael Bublé - Cry Me a River
Na atual conjuntura da situação, acho que essa se aplica bem. =P

Now you say you're sorry
For being so untrue
Well, you can cry me a river
Cry me a river
Because I cried a river over you


3. Uma música que te faz dançar na balada
Madonna - Celebration
Adoro essa música, o balanço, o fato de ser uma música sobre festa, de ter um clip sensual e por ser da Madonna. É uma música bem cara de festa à noite, regada à margueritas, na companhia dos amigos.

Come join the party, yeah
Coz' everybody just won't do
Let's get this started, yeah
Coz' everybody wants to party with you



2. Uma música que defina sua vida
Portishead - Roads
Às vezes tenho impressão que a estrada dessa vida é longa demais e com percalços demais para uma pessoa só aguentar. Mas o jeito é seguir em frente, não é mesmo?

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight?
Never found our way?
Regardless of what they say



1. Uma música que te lembre um momento bom
Thievery Corporation - Until the Morning
Assim que eu depositei minha dissertação, e depois da defesa, essa música me veio à cabeça, especialmente este trecho.

Sleep until the morning comes
The sun will warm your soul
Sleep until the morning comes for you
Til the morning it's alright
I can walk into the sunlight, into the day, into the day, to the day



Gostou? Quer montar sua lista? Deixe o link nos comentários se responder à tag! Ou comente por aqui mesmo com suas músicas.

Até mais!
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