Pular para conteúdo Pular para navegação

Ficção científica e os idiomas

Uma coisa que sempre me incomodou na FC é a fluência impecável que os alienígenas têm em inglês. Ok, nós temos o famoso tradutor universal de Star Trek que funciona até mesmo com raças que a Federação encontra uma única vez, mas ainda assim a forma perfeita de comunicação entre raças - onde 99% delas são humanoides com a mesma estrutura da laringe - é de impressionar. Até mesmo entre si os aliens falam um só idioma, quando muito um dialeto local.





De acordo com o compêndio Ethnologue, considerado o maior inventário de línguas do planeta, existem 6.912 idiomas no mundo (mas o número pode ser maior). O Brasil possui 188 dialetos e estima-se que haja entre 300 e 400 línguas ainda não catalogadas em regiões do Pacífico e da Ásia. O mais popular é o mandarim, principal dialeto chinês, com cerca de 870 milhões de falantes, seguido do hindi, na Índia, falado por 500 milhões de pessoas. O espanhol vem em terceiro, inglês em quarto e nossa querida Língua Portuguesa desponta na sétima colocação.

O país com mais línguas no mundo é Papua Nova Guiné, onde são falados 820 idiomas e dialetos diferentes. A Indonésia é a vice-campeã, com 742. No outro extremo, a Coréia do Norte é o único país onde só se fala uma língua. Em seguida, vem o Haiti, com dois. Cerca 497 línguas correm o risco de desaparecer em alguns anos. De acordo com a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), cerca de metade dos idiomas falados hoje em dia pode sumir ao longo do século XXI, por causa do predomínio do inglês nas páginas da internet.

Vamos agora para Star Trek, 2009. O capitão Pike pergunta para Uhura:

_ Fala romulano, cadete?
_ Os três dialetos, senhor.


Romulus fica no Quadrante Beta da galáxia. O planeta é um pouco maior que a Terra, mas possui cerca de 18 bilhões de habitantes e fala apenas três dialetos. A Terra, com 1/3 desta população, tem quase 7000 mil idiomas - se é que não passou disso. Entre as milhares de raças sencientes da galáxia com capacidade de falar, se aparece um punhado de idiomas aliens aqui e ali é muito. Claro que quando você vai produzir algo para o cinema e para a TV algumas coisas podem sair caras demais. Se pensarmos exclusivamente em séries de TV, temos os idiomas Klingon, Vulcano, Minbari (Babylon 5) e criar um idioma não é tarefa fácil.

No entanto, temos aqui um porém que precisa ser discutido. É a questão da universalidade linguística. Se compararmos todos os idiomas da Terra podemos perceber semelhanças em todos eles. Por exemplo, temos distinção entre palavras que são pronomes ou verbos, diferentes pronomes de tratamento para primeira, segunda e terceira pessoas, sons que incluem vogais e consoantes e diferentes entonações para realçar sílabas tônicas. São semelhanças demais para tantas línguas diferentes, em tantos locais do globo.

Romulanos. 

O linguista Noam Chomsky acredita que essa universalidade significa, no fundo, que todos os idiomas humanos são fundamentalmente o mesmo que existe no cérebro, todos eles tendo derivado ao longo do tempo de um ancestral comum, um idioma rudimentar que surgiu entre os Homo sapiens na aurora dos tempos e que ficou gravado em nossa estrutura cerebral. Qualquer diferença que percebamos entre o inglês, o português e o mandarim seriam, na verdade, pequenas variações na gramática cerebral universal. Seriam como dialetos diferentes para um idioma terrestre.

Assim como para Uhura os três dialetos romulanos parecem diferentes, eles falariam apenas um único idioma. As entonações soariam diferentes aos nossos ouvidos, mas basicamente seriam uma coisa só. Contudo, devemos imaginar que a vida pelo universo não será, exclusivamente, humanoide, bípede, com cérebro semelhante ao nosso.

Mas tem quem não concorde com isso. Os antropólogos Charles Hockett e Terrence Deacon acreditam que a linguagem é mais um fenômeno do que apenas um mecanismo interno cerebral. Nós identificamos suas feições, mas não uma hipotética estrutura mental. Se os aliens tiverem alguma coisa que possamos identificar como uma linguagem, um dialeto, um idioma, ela seria como uma outra forma qualquer de expressão oral, um associação de símbolos e significados atribuídos às palavras, que expressam desejos, vontades, ideias, conhecimentos, etc.etc..


Difícil imaginar algo que não foi ainda encontrado e que, talvez, nunca seja. Capaz que os aliens sejam bastante semelhantes ou completamente diferentes de tudo o que já vimos. Como classificar sua forma de se expressar? Como nos expressar com eles?

Até mais!



Leia mais:

As línguas em Star Trek
Quantos idiomas existem no mundo?
One Planet, One Language: How Realistic Is Science Fiction Linguistics?
Editar o post

Resenha: Horror em Amityville, de Jay Anson

Admito. Sou extremamente patife para livros e filmes de terror. O livro de terror é mais fácil de digerir, já o filme de terror, até aquele que a galera disse que é péssimo e mal feito me deixa impressionada, nem durmo de direito. E devo dizer que Horror em Amityville foi um destes que me impressionou. Mesmo alegando ser baseado em fatos reais - e não é - o livro dá seus sustos. Foi só depois de ler o livro que eu descobri que existem 2 filmes a respeito.





O livro

A família Lutz se muda para o número 112 da Ocean Avenue, uma mansão situada em Amityville, Nova York. Família Lutz procurou muito por um lugar sossegado e tranquilo, uma casa grande para as crianças e achou que tinha encontrado o paraíso. Eles sabiam do histórico da casa. O terreno tinha sido utilizado como um isolamento para doentes e loucos e a casa fora palco de uma famosa chacina encenada por Ronald DeFeo Jr., que matou 6 membros da sua família: seus pais, Ronald e Louise DeFeo e seus 4 irmãos, John, Mark, Allison e Dawn, todos sendo mortos com uma mesma arma e encontrados na mesma posição. Defeo Jr. foi condenado a 6 penas de 25 anos cada e, ao que parece, está vivo e detido em uma penitenciária nos EUA. O assassino alegou cometeu os crimes foi uma influência de fatores sobrenaturais que rondavam a casa.


É uma casa de 3 andares, com piscina, casa de barcos e tudo mais. Eles gastaram quase todas as economias na casa, mas estão felizes mesmo assim. No entanto, em menos de 30 dias, a família vai sair correndo pela porta da frente, deixando tudo lá dentro, sem mais voltar. Temos a visão da família, que sofre com os eventos sobrenaturais dentro da casa e do Padre Mancuso, que vai benzer o local no dia da mudança e depois se vê preso em um verdadeiro inferno pessoal.

Mas os problemas começam logo em seguida. Mudanças extremas de comportamento entre os membros da família, mudanças na temperatura dos ambientes, que mesmo com a lareira a toda, não esquenta de jeito nenhum. O cachorro da família que, muitas vezes, dorme profundamente durante os eventos e parece indiferente. O cheio de podridão que vinha de um dos quartos, onde ninguém conseguia entrar. Enfim, todos os clichês de um bom enredo de terror estão aqui e foram eles, além da alegação de ser uma história verídica, que o fizeram ser um grande sucesso.

Apesar de ter achado o livro chato em algumas partes, eu sou extremamente impressionável, portanto achei algumas partes bem assustadoras. Por outro lado, o livro tem seus problemas logo de cara, como o amigo imaginário da filha caçula, onde só vão relacionar isso com os eventos na casa bem depois. É mais que um clichê óbvio de ver uma menina tendo contato com seres sobrenaturais em enredos de terror. Outro problema. A casa imensa, com casa de barcos e tudo mais está à venda por uma bagatela? Tem coisa errada, não tem? Os Lutz compraram mesmo assim. Fica aquela impressão de que os descrentes, finalmente, acreditaram que o capiroto existe, já que não levaram à sério as advertências.



Ficção e realidade

Não sei... mas mesmo com uma casa tão barata, com o histórico dela e com os avisos dados pelos outros, você ainda compraria a propriedade? Mesmo os mais céticos poderiam não se sentir bem de estar em um lugar com tantas mortes no terreno e que está ligada à um crime. O livro narra a história da família de maneira bem crua e direta, com sustos e várias situações bizarras, mas que eu duvido muito que tenham acontecido de fato. Parece até que a casa está à venda pela bagatela de 1,15 milhões de dólares. Topas?

Sobre o lance de ser uma história baseada em fatos reais, quanto mais o autor atesta enfaticamente que o livro é baseado em fatos e pessoas que realmente existiram, mais desconfie. Vide Operação Cavalo de Troia. Dan Brown conseguiu passar como verídico sem apelar para isso com bem menos esforço do que Benitez. Existem vários furos na história dos Lutz e até do assassino DeFeo, já que dizem que foi orientação do advogado para tentar aliviar a pena e criar uma mística sobre o lugar que poderia atenuar a impressão ruim sobre os crimes.


Pontos positivos
Terror
Assombração
Não leia de noite

Pontos negativos
Personagens podem ser meio toscos
Diálogos podem ser longos
Muitos clichês óbvios

Título: Horror em Amityville
Título original: The Amityville Horror
Autor: Jay Anson
Editora: Abril Cultural
Páginas: 191
Onde comprar: andei olhando em alguns sites, como da Livraria Cultura, e ele aparece como esgotado. Encontrei alguns pockets importados. Mas se você quiser, pode baixar.


Avaliação do MS?

Mesmo com os pontos negativos, mesmo com os clichês - o que seria do terror sem eles, não é mesmo? - Horror em Amityville virou um clássico por assustar e por contar uma história com tamanha veracidade que você pensa que tudo aquilo é verdade. Recomendo a leitura para os fãs de terror ou para os que queiram uma leitura mais tranquila, menos rebuscada, com uma narrativa mais direta. Quatro aliens para a história dos Lutz.


Até mais!
Editar o post

Resenha: Gênesis, de Bernard Beckett

Este livro pequeno é surpreendente na forma de contar seu enredo e nos personagens que, inicialmente, são tão humanos. Mas é conforme você acompanha a narrativa pela voz de Anaximandra que percebe que nada aqui é o que parece. Bernard Beckett foi extremamente criativo em sua maneira de recriar este mundo distópico, assolado por doenças e guerras.





O livro

Anaximandra está ansiosa. Ela está prestes a encarar a entrevista para a admissão na Academia e precisa ter o conteúdo na ponta da língua. Ela vive em uma sociedade utópica, a República e conhecemos a história das ilhas e sobre as guerras que as levaram até aquele determinado ponto através das respostas que Anax dá para a banca. Seu tema, principalmente, é sobre a história de Adams, tido como o herói que levou ao modelo de sociedade onde vivem.


É interessante este tipo de narrativa, pois é como se você começasse do fim para o começo, pois o mundo de Anax já está pronto. E junto de Anax começamos a descobrir que nem tudo o que consta dos arquivos históricos da República realmente contam a história verídica. Muita coisa foi deixada de fora a fim de manter a população ignorante a respeito de suas origens. Adams não é o que todo mundo espera que seja.

Ele contrariou as regras e deixou que uma moça que naufragou na tentativa de entrar nas ilhas sobrevivesse. Para isso, a escondeu em uma caverna, deixando que seu lado humano falasse mais alto, ao invés de seguir ordens. Sua punição, ao ser descoberto, era conviver com Art, uma máquina. E aqui começam profundos questionamentos sobre a humanidade. O que nos separa das máquinas? O limite entre nossa biologia e o maquinário é tão importante assim para decidir o que vive e o que morre? Art nos leva a questionar até mesmo se podemos nos chamar de humanos diante de uma inteligência artificial que parece ser tão consciente quanto nós mesmos.

Mesmo sendo um livro curto, ele é rico em conteúdo, o que prova que nem todo livro tijolão é profundo. A narrativa cobre muitos eventos e o final é simplesmente impensável. Você nunca imaginaria a situação do final do livro, pois tudo o leva para outra direção e quando você menos espera... um fato novo se descortina e o deixa atônito.


Ficção e realidade

Não duvido nada que, se a humanidade continuar aperfeiçoando as máquinas, tenhamos os mesmos conflitos apresentados em Gênesis. Máquinas questionando seus criadores sobre por que não são considerados seres vivos, com certeza, mexeria com nossa ideia geral de humanidade. Ser humano é ser orgânico? Uma criação nossa, que nos imite, que seja construído à nossa semelhança, que pensa e que é consciente de si mesma e de seu ambiente não é um ser vivo? Que tipos de conflitos podemos ter com este simples questionamento?


Pontos positivos
Sobrevivência
Distopia
Reflexão sobre a humanidade

Pontos negativos


Alguns personagens mal trabalhados


Título: Gênesis
Título original: Genesis
Autor: Bernard Beckett
Editora: Intrínseca
Páginas: 173
Onde comprar: Grandes livrarias


Avaliação do MS?




Até mais!
Editar o post

O Teste Mako Mori

Semana passada, saiu um post aqui no Saga sobre Star Trek e o Teste de Bechdel, que mede a representatividade feminina nas produções cinematográficas e de TV. Star Trek Voyager se saiu melhor que outras séries da franquia, porém eu já tinha notado que o Bechdel não contempla todas as produções que existem. Alguns bons filmes, como Gravidade, não passam no teste e nem por isso sua protagonista é uma personagem fraca ou inútil.





Para saber mais sobre o Teste de Bechdel, só ler aqui.


Mako Mori é uma personagem do filme Pacific Rim, ou Círculo de Fogo e que gerou bastante controvérsia depois do lançamento do filme, porque o longa não passa no teste de Bechdel. Um teste simples, mas onde muitas obras são barradas. O teste, criado em 1987, é uma maneira de medir se as mulheres nos filmes e séries são só alegoria ou se realmente fazem parte do enredo. Neste caso, Pacific Rim não passaria, pois não tem (segundo Bechdel):

1. Ao menos duas personagens femininas

2. Que falem entre si

3. Sobre algo que não seja homens

Guillermo del Toro foi bastante ousado no filme. Com um elenco multicultural, com filmagens em Hong Kong e atores desconhecidos no ocidente, o longa não agradou a todos e foi um ponto de controvérsia a respeito de Mako e sua participação no enredo. Ele tem 56 atores e destes apenas 3 são mulheres, com pouquíssimas falas. E muita gente detonou o filme por isso.

Mako Mori
Mako Mori, interpretada pela atriz Rinko Kikuchi.

Ele, de fato, não passa no teste. Mas como disse acima, isso não quer dizer que o filme é ruim. Podemos apenas elevar a discussão para mostrar que mesmo com sua ridícula simplicidade, nem todo filme passa nele e nem todo filme que não passa não presta. A discussão na internet a respeito de Pacific Rim ganhou ares de controvérsia sobre suas falhas até que uma usuária do Tumblr propusesse o Teste Mako Mori.

1. Ao menos uma personagem feminina

2. Com seu próprio arco narrativo

3. Arco este que não seja para dar suporte à uma história masculina

E por que Mako deveria ser melhor vista? Mako Mori é forte, inteligente, que luta para se livrar da proteção de sua figura paterna, Stacker Pentecost (Idris Elba). Seu objetivo é se tornar um piloto de Jaeger, objetivo este que domina quase toda a narrativa do filme. Além disso, ela não é ocidental, o que é um grande passo para a representatividade de orientais sem estereótipos negativos e fantasias sexuais. Esta parte é de extrema importância, pois é algo que vemos pouco no cinema do ocidente. Quando muito, as japonesas aparecem como serviçais em restaurantes japoneses ou algum crush para o herói, que precisa ser protegida por ele, um filme de ação no Japão, algo bem comum em várias produções seja no ocidente ou não.

O teste não substitui Bechdel, apenas é mais uma forma de avaliar o que se passa no cinema. Podemos ver que Gravidade e Os Vingadores não passam no Bechdel, enquanto passam no Mako Mori, pois Viúva Negra consegue manter sua história e independência pelo enredo, mesmo que mal tenhamos duas mulheres juntas em tela. Podemos ter um filme que passe no Bechdel, como Legalmente Loira, mas que possuem esterótipos péssimos sobre personagens femininas e que ainda passa uma noção errada sobre o que é ser mulher.


Se temos filmes que não passam em nenhum dos testes - e pode notar que a maioria não passa - fica fácil perceber que a representatividade feminina é bastante precária nos enredos, ressaltando apenas as aventuras dos homens brancos heterossexuais que comandam toda a narrativa e a própria indústria do cinema. Muita gente pode achar que esse "papo" de representatividade já deu, mas não. Não deu. Tem muita coisa sobre isso para falar, muita gente que gostaria de ser melhor representada pela indústria do cinema - como Mako Mori fez e aconteceu para o ocidente.

Até mais!
Editar o post

TAG: 50 fatos sobre mim

Essa tag roda por aí faz tempo já. E eu nunca tinha respondido porque a maioria responde apenas com vídeos. Como eu sou uma negação em editar vídeos e também não queria me dar todo esse trabalho, resolvi responder os 50 fatos num post mesmo. E convidei a Sam, do Meteorópole, para responder junto comigo! Se você quiser, pode responder também e mandar o link para cá.





50. Sempre tive pânico de falar em público
Estranho uma professora falar isso, mas só depois que entrei para a faculdade que isso diminuiu (um pouco).

49. Nunca quis ser professora
Fui por necessidade mesmo, porque nunca foi meu sonho de infância.

48. Adoro dançar
Adoraria fazer dança de salão.

47. Detesto fofoca de personalidades, não sei nem que é Kim Kardashian (primeiro achei que ela fosse cardassiana, mas parece que não)
Não me apetece nem um pouco ver fofoca de personalidade. Não conheço metade dos nomes que saem por aí. A outra metade, nunca ouvi falar.

46. Tenho medo de barata
Até mato, mas voar é sacanagem.

45. Adoro borboletas
Paro na rua só para olhar uma passando.

44. Fui atacante de handebol no colégio
E das boas, viu? Meu tiro de sete metros era o mais forte da turma.

43. Sou viciada em Left 4 Dead
Matar zumbis é relaxante.

42. Trabalhei na Fnac por dois anos
Setor da livraria. Claro.

41. Sou mais produtiva à noite
Passo o dia em estado letárgico e à noite produzo que é uma beleza.

40. Gosto de mimar meus amigos queridos
Compro docinho, lembrancinha, ligo no aniversário...

39. Não consigo dormir cedo
Mesmo tendo que madrugar no dia seguinte.

38. Não gosto de novela, BBB e nunca assisti um episódio de Malhação
Há anos que não sei o que é ver novela, nunca gostei de Malhação nem de BBB. Se eu quiser cuidar da vida dos outros, é só eu abrir a janela que eu tenho um BBB aqui na rua mesmo.

37. O primeiro filme que vi no cinema foi Super Xuxa Contra o Baixo Astral
Foi no Shopping Morumbi, com a minha mãe, nas minhas férias da escola, quando tinha uns 6 ou 7 anos.

36. E o primeiro filme de ficção científica que vi...
Foi ET, o Extraterrestre, que minha mãe alugou na locadora perto de casa, quando eu era criança.

35. Compro livros sem pensar, mas morro de dó de gastar dinheiro com roupas e sapatos
Então, imagine um guarda-roupa quase vazio e prateleiras de livros entupidas.

34. Sou nerd e não uso óculos
Já me perguntaram várias vezes se uso. O oftalmologista disse que minha visão é 100%.

33. Não gosto de telefone
Na época da TELESP (antes da Telefônica) ter telefone em casa era um luxo para poucos. Só fomos ter telefone quando eu já era adolescente e, portanto, não tenho costume de usá-lo. Nem de atendê-lo.

31. Nunca tive coragem de usar biquíni
Sempre fui muito branca e tive vergonha de mostrar o corpo. Até pra fazer hidroginástica eu tive vergonha de pôr um maiô, quanto mais um biquíni e ir para praia.

30. Meu nome seria Thiago e meu quarto era todo azul
Em 1980 os exames pré-natais não eram muito exatos. Pela posição e pela imagem, o obstetra achou que eu seria um menino.

29. Tive dois dentes a mais na boca
Precisei arrancar com 8 anos e depois com 14 porque ele nasceu de novo. Me senti um tubarão.

28. Usei aparelho nos dentes por 4 anos
Como eu tive dois dentes a mais, todos os meus dentes ficaram tortos. Foram quatro anos de língua presa no aparelho e muitas aftas.

27. Só comecei a usar maquiagem depois dos 30
Só comecei a gostar e usar depois dos 30, porque antes tinha medo de fazer bobagem.

26. Só uma das minhas orelhas aceita brinco
Quando minha mãe furou minhas orelhas quando eu era bebê, só uma orelha aceitou brinco. A outra rasgou. É assim até hoje, mesmo tentando furar outras vezes e uma é maior que a outra.

25. Sou viciada em água
Tenho três garrafinhas de água constantemente ao meu redor e bebo o tempo inteiro. Só saio com bolsa ou mochila onde posso carregar uma garrafinha.

24. Tenho 4 parafusos e duas hastes de titânio na base da coluna
Ou colocava isso, ou não andava mais. Isso foi em 2011. Sou praticamente a prima do Wolverine.

23. Tirei um tumor benigno da mama direita com 19 anos
Era um tipo raro, que crescia rápido. Se não tirasse, perdia a mama.

22. Quase perdi o movimento das pernas
Por complicação na cirurgia para colocar os parafusos. Minha perna esquerda ficou fraca por meses.

21. Sou boa em organização
Tanto que os armários, gavetas e guarda-roupas quem arruma em casa sou eu.

20. Se deixar, passo um dia inteiro vendo Star Trek, Babylon 5, Stargate ou Arquivo X
E nem como também, porque esqueço mesmo da vida fazendo isso.

19. Calço 39
O que já me causou constrangimento em loja, de atendente dizer que era "estranho" mulher ter pé grande.

18. Não sei costurar nem pra salvar minha vida
Se um botão cair no meio de uma guerra e minha blusa abrir, eu ganho a batalha com os peitos de fora, porque não sei costurar nem para isso.

17. Não sei dirigir
Nunca tive vontade e nunca tive dinheiro para tirar carta ou para comprar um carro.

16. Detesto refrigerante.
Aos 18 anos comecei a sentir asco por refrigerante. Só o cheiro já me faz gorfar.

15. Quando gosto de uma música, ouço 500 vezes seguidas
Não sei se chega a ser 500 vezes, mas que ouço muitas, mas muitas vezes seguidas, até decorar a letra, isso sim.

14. Tenho poucos amigos
Tenho dificuldade para fazer novos amigos. Timidez, medo de atrapalhar, medo de incomodar, medos, medos, medos.

13. Fiz suplência pra terminar o ensino médio
Fiz suplência de 2º e 3º ano para completar o ensino médio. Posso dizer que aprendi pouca coisa de conteúdo nesses anos.

12. Só fui ser boa aluna, com notas altas, na faculdade
Até porque eu era bolsista, tinha que manter nota igual ou maior que 8 todo semestre. Se não conseguisse, perdia bolsa. Mas no colégio, eu era mediana e até repeti de ano.

11. Tenho dificuldade com matemática
Uma professora de matemática me traumatizou na 3ª série. Depois disso fui uma completa negação. Cheguei a entregar provas em branco.

10. Digito e leio muito rápido
Por conta da faculdade, acabei desenvolvendo um método de leitura onde não leio palavra por palavra, leio conjuntos. Eu bato o olho no espaço entre elas e leio duas ou três de uma vez. Funciona mais com ficção.

9. Gosto de cozinhar
Gosto muito e gosto de cozinhar seguindo receitas e fazendo coisas diferentes.

8. Não consigo ler livros que não sejam de FC
Livros de romance, livros de auto-ajuda, livros que não sejam de FC são um desafio para mim. Tirando aquelas de fantasia ou ficção histórica, o restante é muito difícil, ele tem que ser bom demais ou me fisgar por alguma razão.

7. Sou viciada em leitura
Sou tão viciada que às vezes leio demais e parece que fico com a mente "pesada" demais de tanta coisa que leio, de vários lugares, de vários gêneros, todos de uma vez. É a ressaca literária, e ela me bate de vez em quando. Preciso de mais slots no meu cérebro.

6. Eu já tive 125 kg.
Aos 15 anos, tive uma doença chamada febre reumática. De 60 eu saltei para 125kg por conta da medicação. Mas me curei.

5. Sou chocólatra
Não paro até acabar com uma barra ou com uma caixa.

4. Filmes de terror me impressionam demais e perco o sono
Quando assisti O Grito no cinema, fiquei uma semana ouvindo aquela infeliz gemendo no meu ouvido. Com livro não sofro tanto, mas filmes...

3. Tenho medo de escada rolante
Subindo, nem tanto, mas descendo, eu tremo na base, fico olhando para cima ou para os meus pés. E aquelas que ficam no meio do nada? O problema nem é a escada em si, mas acredito que seja a altura mesmo.

2. Tenho medo de eletricidade
Antes de ligar qualquer coisa na tomada eu vejo se estou calçada ou de chinelo, se tem água por perto, se estou com a mão molhada e ainda assim faço isso com a pontinha dos dedos para não tomar choque.

1. Tenho medo de altura
Não consigo subir num banquinho para trocar a lâmpada. Elevador panorâmico então... fico junto da porta, de costas para o vidro. É pavor mesmo, não consigo chegar perto de uma beirada ou de uma janela em grande altura que eu entro em pânico.


Se você puder, comente um fato curioso sobre você. E se quiser responder, só deixar o link nos comentários ou no meu Twitter que eu listo aqui. E corre ver o post que a Sam, do Meteroópole fez, também respondendo 50 coisas sobre ela!

Até mais!
Editar o post
Momentum Saga © 2010-2014 | Designed by Marta Preuss | Modified by Sybylla | Proudly powered by Blogger