10 coisas que você não sabia sobre Blade Runner 2049

domingo, janeiro 07, 2018

Um dos filmes mais comentados de 2017 é a sequência do icônico Blade Runner. Trinta anos após o primeiro longa, o detetive K é um Blade Runner, caçando androides de modelos antigos, rebeldes demais para conviverem em sociedade e acatarem a ordens. Mas depois de descobrir um segredo que pode abalar a sociedade, K passa a procurar pelo antigo Blade Runner, o veterano Rick Deckard, em busca de respostas para suas inquietações existenciais.




Com uma produção que custou entre 150–185 milhões de dólares, o longa não arrecadou muito em bilheteria, "apenas" 260 milhões. Dirigido por Denis Villeneuve, o filme traz muitas questões humanas e existenciais a se discutir, mas peca pela inútil e apelativa objetificação do corpo feminino.

10. Origami
Quando Gaff está conversando com K, ele coloca sobre a mesa uma ovelha feita de origami. Isso é uma referência ao conto de Philip K. Dick, Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, em que Deckard está tentando obter uma ovelha de verdade para sua esposa e ao filme original, onde Gaff tem o hábito de fazer origamis com qualquer pedacinho de papel. Há também uma certa ofensa direcionada a K, fabricado para cumprir ordens, algo que Gaff tenta lhe dizer com a ovelha de papel.

9. Rachel
Para trazer Rachel de volta tal como era a atriz Sean Young em 1982, uma empresa de efeitos visuais trabalhou por um ano inteiro. A atriz Loren Peta foi vestida e maquiada tal como Rachel para a cena com Harrison Ford e através de computação gráfica os especialistas sobrepuseram o rosto de Sean Young no filme de 1982 sobre o rosto de Loren. Young treinou Loren na maneira de andar e de colocar as mãos de Rachel. Villeneuve limitou a cena para uma atuação curta para evitar críticas sobre o mau uso de tecnologia para trazer a personagem de volta.

8. Marcas famosas
No filme original, várias marcas aparecem em propagandas luminosas, como a Pan Am e a Atari. Há até uma "maldição" relacionada ao primeiro filme, pois essas empresas faliram ou passaram por grandes dificuldades depois do lançamento. Villeneuve manteve os nomes das empresas para dar continuidade ao universo alternativo do longa.

7. David Bowie
Denis Villeneuve queria que Bowie interpretasse o papel de Niander Wallace, presidente da sucessora da Companhia Tyrell que fabrica replicantes. Infelizmente, Bowie morreu antes das gravações começarem. Outros atores considerados para o papel antes de Jared Leto foram Gary Oldman e Ed Harris.

6. Pancada
Na cena de luta entre Deckard e K, Harrison Ford acertou um soco bem no meio da cara de Ryan Gosling. Para se desculpar pelo acidente, Ford convidou o colega para dividirem uma garrafa de uísque.

5. Wallace
Para interpretar Niander Wallace, que no longa é cego, o ator Jared Leto usou lentes de contato opacas, que o impediam de enxergar. O ator também teve ajuda da Junior Blind of America para saber como se comportar em tela e conversou com vários investidores do Vale do Silício para compor o poderoso empresário.

4. Ridley Scott
Scott começou a produção do longa e estava escalado para dirigi-lo, mas precisou se afastar da cadeira de diretor por conflitos de agenda com outro filme, Alien: Covenant (2017). Ele permaneceu como produtor executivo e consultor criativo. Eu teria ficado em Blade Runner, na boa.

3. Joi
A música que ativa o holograma de Joi é a primeira parte da abertura de Pedro e o Lobo, musical infantil de Sergey Prokofiev, onde cada música representa diferentes criaturas vivas e orgânicas, numa alusão à situação de Joi.

2. K
Nenhum outro ator foi sondado para o papel de K. Denis Villeneuve tinha escolhido Ryan Gosling como o detetive e o roteiro foi escrito especificamente para o ator.

1. Uma dos melhores
De início, Villeneuve acreditava que Blade Runner não precisava de uma sequência. No entanto, quando ele e Harrison Ford leram o roteiro de 2049, que Ford considerou como sendo "uma das melhores coisas que ele já tinha lido", Villeneuve resolveu se comprometer com o projeto.


Até mais!

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Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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3 comentários

  1. Na boa, ainda bem que o Ridley Scott não dirigiu o filme. Ele é muito irregular. Acabou com os Aliens e, provavelmente, ia destruir esse Blade Runner tb.

    [SPOILER]
    Mas falando da objetificação feminina: até robô agora só pensa em sexo? Não entendi a necessidade da Joi (IA) em fazer sexo com o K (robô). WTF?!!!
    [FIM DO SPOILER]

    Mas tirando isso, gostei muito do filme. Me surpreendeu!

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    Respostas
    1. "até robo agora só pensa em sexo?"
      Há um grande paradoxo no filme: enquanto humanos (criaturas nascidas) são obrigados a viver num mundo cada vez mais artificial, há uma busca constante e desesperada das criaturas artificiais (fabricados) por algo real, verdadeiro. Repare no final do filme: enquanto um agoniza numa tempestade de neve real, outra se diverte com uma tempestade neve holográfica...
      É um dos filmes mais tristes que já vi.

      Excluir
  2. Talvez David Bowie tivesse uma melhor atuação.

    O filme só engrena no seu 3/4 final. Até lá é uma sofrência contemplativa dos cenários. Fiquei decepcionado de como os roteiristas Hampton Fancher e Michael Green não atualizaram o arcabouço social do mundo de Blade Runner, se limitando a expandir a discussão a cerca dos replicantes. O filme anterior havia várias comentários sociais sub-entendidos, como a expansão chinesa, nesse não há avanços nas discussões dos humanos. É um filme que não esteve a par das discussões mundiais mais recentes e ficou limitada a um reflexão noventista de alguns autores de ficção. Há coisa questionáveis de como porquê num mundo com robôs, as femilizadas se prostituem enquanto os masculinizados não a indício. Não há complexificação sobre como o papel da mulher muda em mundo com robôs supostamente para lhe substituir ou não abordam o porque do robô negro e latino de destaque do filme exercerem funções mais ingratas.

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