Quando as crises mundiais abalam os mercados e quebram a economia dos países, as primeiras áreas a sofrerem redução no orçamento anual são ciência e tecnologia. Existem outras áreas que abocanham a maior parte dos recursos e o restante fica estagnado ou quase. Vemos isso atualmente com o corte do orçamento da NASA, além dos países europeus, que estão apertando os cintos para não quebrarem de vez.
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O ser humano é uma criatura teimosa. Por mais que seja altamente viável e mais barato explorar o espaço com o uso de robôs e sondas, ainda vamos continuar mandando pessoas, gastando dinheiro nestas tentativas. No entanto, para que isso seja continuamente melhorado e testado, a economia teria que expandir muito para chegarmos a um nível de exploração espacial capaz de fixar a civilização fora da Terra.
Vemos hoje a tendência de agências espaciais pelo mundo em se aliar à iniciativa privada por não disporem dos recursos necessários para bancarem sozinhos. Sacrificaria muitas áreas da nação - e no caso do Brasil, sacrificaria os altos salários de certas partes do funcionalismo público - aumentar o orçamento de ciência e tecnologia para manter os programas espaciais e inserir novos projetos.
Mas para expandir a economia a ponto de termos altos excedentes nestas áreas duas coisas teriam que acontecer:
Guerra é um ramo altamente lucrativo, então dificilmente esta área sofreria qualquer tipo de corte, por mais benéfico que pudesse ser para a raça humana que os conflitos terminassem. Então devemos supor que a economia deva crescer muito, muito mesmo para que ciência e tecnologia pudesse ter todo o dinheiro necessário para seus projetos.
Não só seria benéfico para os governos, como para as empresas parceiras da exploração espacial que teriam seus lucros multiplicados, triplicados com uma expansão econômica. Tudo seria lindo se não fosse o fato que a nossa economia é excludente, baseada na exploração de classes mais pobres e que depende da expansão vertiginosa do consumo para poder lucrar.
Uma expansão do consumo também espoliaria os recursos naturais, pois é daí que surgem as matérias-primas para a indústria. Ou seja, o modelo econômico em si poderia minar a si próprio com uma expansão do consumo, que espoliaria os recursos naturais, que são finitos e ele acabaria perdendo sua base de sustentação. Fica então a esperança de encontrar estes recursos lá fora para suprir a demanda, mas daria tempo de fazer isso? A exploração espacial forneceria todos os materiais necessários para continuar se mantendo? E o lucro com o espaço, viria logo?
São apenas algumas considerações a respeito do nosso modelo industrial e de exploração do espaço. Se tiver alguma opinião para compartilhar, não deixe de comentar. Até mais!
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O ser humano é uma criatura teimosa. Por mais que seja altamente viável e mais barato explorar o espaço com o uso de robôs e sondas, ainda vamos continuar mandando pessoas, gastando dinheiro nestas tentativas. No entanto, para que isso seja continuamente melhorado e testado, a economia teria que expandir muito para chegarmos a um nível de exploração espacial capaz de fixar a civilização fora da Terra.
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| Quanto custaria uma estação como Babylon 5? |
Vemos hoje a tendência de agências espaciais pelo mundo em se aliar à iniciativa privada por não disporem dos recursos necessários para bancarem sozinhos. Sacrificaria muitas áreas da nação - e no caso do Brasil, sacrificaria os altos salários de certas partes do funcionalismo público - aumentar o orçamento de ciência e tecnologia para manter os programas espaciais e inserir novos projetos.
Mas para expandir a economia a ponto de termos altos excedentes nestas áreas duas coisas teriam que acontecer:
- governos reduzindo gastos em áreas como segurança nacional, reduzindo salários do funcionalismo e cargos e, ou;
- a economia se expandir vertiginosamente para gerar os excedentes necessários no orçamento.
Guerra é um ramo altamente lucrativo, então dificilmente esta área sofreria qualquer tipo de corte, por mais benéfico que pudesse ser para a raça humana que os conflitos terminassem. Então devemos supor que a economia deva crescer muito, muito mesmo para que ciência e tecnologia pudesse ter todo o dinheiro necessário para seus projetos.
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| Colônia do futuro. Quanto custa? |
Não só seria benéfico para os governos, como para as empresas parceiras da exploração espacial que teriam seus lucros multiplicados, triplicados com uma expansão econômica. Tudo seria lindo se não fosse o fato que a nossa economia é excludente, baseada na exploração de classes mais pobres e que depende da expansão vertiginosa do consumo para poder lucrar.
Uma expansão do consumo também espoliaria os recursos naturais, pois é daí que surgem as matérias-primas para a indústria. Ou seja, o modelo econômico em si poderia minar a si próprio com uma expansão do consumo, que espoliaria os recursos naturais, que são finitos e ele acabaria perdendo sua base de sustentação. Fica então a esperança de encontrar estes recursos lá fora para suprir a demanda, mas daria tempo de fazer isso? A exploração espacial forneceria todos os materiais necessários para continuar se mantendo? E o lucro com o espaço, viria logo?
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| Uma colônia espacial longe da nossa realidade e economia. |
São apenas algumas considerações a respeito do nosso modelo industrial e de exploração do espaço. Se tiver alguma opinião para compartilhar, não deixe de comentar. Até mais!















