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Dez livros distópicos que você deve ler

Me animei tanto com as distopias que resolvi falar de cinema e de livros. Já fiz uma listagem sobre este universo caótico, sujo, populoso, negativo e destruído no cinema. A maioria dos filmes distópicos, na verdade, são derivados de livros. Não estranhe se o mesmo título aparecer na duas listas.





Eu sempre aviso quando faço listas que esta é uma postagem pessoal. Você pode não gostar do conteúdo, discordar da ordem e tudo mais, e seu livro predileto pode não estar aqui. Tentei fazer uma lista eclética e que pegasse várias épocas e estilos diferentes.


Leia também:



10. Guerra Mundial Z (Max Brooks, 2006)
Parodiando os livros de sobrevivência em geral, Max Brooks faz um relato bastante interessante sobre como as pessoas sobreviveram ao apocalipse zumbi. As autoridades não conseguem lidar direito com as pessoas doentes, não sabem o que está acontecendo e percebem que essa doença se espalha cada vez mais rápido. Vários depoimentos estão distribuídos no livro, deixando a coisa muito real. Vale à pena.


9. Jogos Vorazes (Suzanne Collins, 2008)
Em um país (Estados Unidos) apocalíptico, dividido em 13 distritos e controlado fortemente pela Capital, os Jogos Vorazes são o entretenimento preferido, transmitido uma vez por ano, onde dois adolescentes, um menino e uma menina, são selecionados para lutar até a morte em rede nacional. É a luta pela auto-preservação em um mundo sem regras.


8. Cyber Brasiliana (Richard Diegues, 2010)
Autor brasileiro, distopia brasileira da boa. Em um mundo onde o hemisfério norte é ruínas e miséria, o eixo sul é dominante, em especial o Brasil. Neste cenário de desequilíbrio de forças, surge o Hipermundo, baseado em uma super rede de servidores onde os indivíduos experimentam uma realidade alternativa, aumentada e com uma carga dramática bastante forte a respeito da relação homem/máquina.


7. O Homem do Castelo Alto (Philip K. Dick, 1962)
Em um cenário pós-Segunda Guerra Mundial, os nazistas saíram vencedores, enquanto Alemanha e Japão controlam o mundo. África é destruída, negros são todos escravos e um extermínio em massa começa sobre os judeus e aqueles que conseguem sobreviver vivem escondidos sob falsas identidades. Uma obra que mostra bem o cenário de terror implantado pelo nazismo.


6. O Ano do Dilúvio (Margaret Atwood, 2011)
Uma doença mortal extermina boa parte da humanidade e as pessoas vivem o medo da uma nova onda de infecção. Enquanto as pessoas se refugiam no prazer, na vida confortável e na tecnologia, um grupo luta para que se volte às raízes naturalistas, onde há uma maior interação entre homem e natureza, que parece ter sido esquecida. Forte apelo à preservação ambiental no enredo.


5. O Senhor das Moscas (Wlliam Golding, 1954)
O livro não fez sucesso assim que foi lançado, mas tornou-se leitura obrigatória para os fãs das distopias. Ele conta o que aconteceu a um grupo de crianças ingleses que após a queda do avião que os levaria para longe da guerra, volta ao estágio animal e de selvageria em uma ilha deserta e sem supervisão de adultos. Foi bastante comparado ao paraíso bíblico e o acontece sem a supervisão de uma entidade superior.


4. Neuromancer (William Gibson, 1984)
Um jovem hacker, viciado em drogas, sem emprego e prestes a ser envenenado por antigos empregadores é recrutado para uma misteriosa missão ao lado de uma ninja das ruas de Chiba. Intriga internacional, perseguições, espaço, inteligência artificial, mundo pós-apocalíptico e universo cyberpunk em um ótimo livro.


3. Eu Sou a Lenda (Richard Matheson, 1954)
O único sobrevivente de uma bactéria mortal que leva a sintomas semelhantes a vampirismo tenta encontrar uma cura para a pandemia enquanto pesquisa, lê e tenta sobreviver nas ruas de Los Angeles. Ele se vê confrontado por seus próprios demônios, pelo alcoolismo e pela solidão, enquanto está cercado de vampiros e corpos reanimados.


2. Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley, 1932)
A seleção genética elevada ao máximo em mundo pós-guerra. As pessoas são selecionadas e projetadas de acordo com suas capacidades intelectuais. O mundo promove a busca constante pelo prazer, pela promiscuidade e abole sentimentos como amor, paixão e compaixão. Não existem regras religiosas nem morais, enquanto seres humanos comuns são renegados pela sociedade.


1. Fahrenheit 451 (Ray Bradbury, 1953)
Imagine um mundo sem livros. Um lugar onde os bombeiros ateiam fogo às coisas e deixam pessoas morrerem ao invés de salvá-las e apagar o fogo. Livros são vistos como coisas subversivas, que destroem a ordem e devem ser combatidos. Para preservar o conhecimento, as pessoas decoram as obras. A melhor obra do gênero, na minha opinião.


Até mais!
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