Homo homini lupus...

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Diz o ditado que "o homem é um lobo para o homem", ou seja, o maior predador do ser humano é ele próprio. Se a gente parar para pensar, a frase faz sentido. Tanto pelo aspecto positivo quanto pelo negativo. Por exemplo: lobos são animais que vivem em comunidade, são criaturas de hábitos e muito ariscos com os indivíduos de fora da matilha.No entanto, o lobo pode ser agressivo e violento quando ameaçado, quando seu terreno é invadido ou quando é agredido, podendo caçar até animais da própria espécie. Todas essas características combinadas descrevem não só os lobos, como os seres humanos.






De quantas maneiras diferentes o ser humano pode matar o próximo? Quantos assassinatos ocorrem todos os dias e quantos conflitos e guerras arrasam com países inteiros e dizimam sua população? Quantas crianças morrem com sede ou fome e quantas mulheres são mortas somente pelo fato de serem mulheres? E o principal? Que tipo de futuro podemos prever para uma espécie cujo animal predileto na hora da caça é sua própria espécie?

Não devemos nos enganar. Apesar de haver muitas dificuldades na sociedade atual, o maior predador da raça humana ainda é ela mesma. Enquanto que em Star Trek eles conseguiram resolver as mazelas sociais, aqui no presente elas parecem bem distantes de acabar, enquanto nos basearmos na exploração do outro para conseguir benefícios. É este tipo de futuro que nós queremos para nossa própria espécie e para as gerações seguintes?

Não há meios de saber como acabar com essa situação. Quem sabe a próxima guerra mundial aniquile a civilização e nos obrigue a voltar para as cavernas... A questão é que ainda é preciso acreditar que podemos encontrar soluções para os problemas que nos afligem.

Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

James W. Harris