10 coisas que você não sabia sobre O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final

O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final (1991) é uma das sequências mais bem sucedidas e conhecidas do cinema! Duas figuras chegam do futuro e partem em busca de John Connor, um adolescente rebelde dos anos 1990, acostumado a praticar pequenos crimes. Sua mãe, Sarah Connor, está em um hospital psiquiátrico e ninguém pode prever o que essas duas figuras podem querer com o garoto.

10 coisas que você não sabia sobre O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final




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Escrito, produzido e dirigido por James Cameron e com um orçamento impressionante (para a época) de 102 milhões de dólares, o filme foi um sucesso de bilheteria e de crítica, arrecadando mais de 520 milhões de dólares nos cinemas. Até a estreia de Matrix Reloaded (2003), O Exterminador do Futuro 2 foi o filme mais lucrativo em seu final de semana de estreia, com 52 milhões de dólares em bilheteria.


10. Os complicados direitos autorais
O sucesso surpreendente de O Exterminador do Futuro elevou os nomes de James Cameron e de Arnold Schwarzenegger ao estrelato. E Arnold sempre quis fazer uma sequência, tendo dito isso ao diretor logo após o fim das filmagens. Mas até 1989 nenhum avanço fora feito para um novo filme, até porque Cameron esteve bem ocupado com filmes complexos como Aliens, O Resgate (1986) e O Segredo do Abismo (1989) e porque Schwarzenegger se recusava a trabalhar com a companhia que detinha os direitos do primeiro filme, a Hemdale Film Corporation.

O co-fundador da produtora, John Daly, tentou mudar o final do primeiro filme contra a vontade de Cameron e os dois quase saíram na mão. Qualquer sequência de O Exterminador do Futuro precisaria ser aprovada pela Hemdale porque Cameron havia vendido 50% de seus direitos à empresa para fazer primeiro filme e a outra metade ele vendeu por apenas 1 dólar para sua produtora, co-roteirista e ex-esposa, Gale Anne Hurd. Em 1990, Cameron, Schwarzenegger, Hurd e o especialista em efeitos especiais, Stan Winston, estavam processando a Hemdale por não pagamento dos lucros do primeiro filme. Vai vendo...

Como a Hemdale andava mal das pernas, Schwarzenegger convenceu os donos da Carolco Pictures, com quem tinha trabalhado em O Vingador do Futuro (1990), a comprar os direitos da franquia Terminator. A Carolco entrou com 10 milhões de dólares e Hurd entrou com mais 5 milhões do próprio bolso nas negociações. Por fim, depois de 17 milhões de dólares, a Hemdale finalmente vendeu os direitos para a Carolco Pictures.


9. Desenvolvimento
A Carolco Pictures disse que o filme seria rodado com ou sem James Cameron na esperança de recuperar o investimento feito, mas ofereceu 6 milhões de dólares ao cineasta para escrever o roteiro e participar da produção. Com uma produção em colaboração com diversos estúdios, algumas fontes apontavam que o filme levaria a Carolco à falência, ainda que a produtora garantisse ter um alto orçamento devido às vendas dos direitos para outros países, além de incentivos fiscais. Seguindo os desejos de uma das investidoras, a TriStar Pictures, o filme precisaria ser lançado até 27 de maio de 1991, o Memorial Day, feriado que homenageia soldados que morreram em combate.


8. Roteiro
Escrevendo junto de William Wisher, com quem trabalhou no primeiro filme, Cameron concebeu a ideia de que John Connor poderia desenvolver algum tipo de ligação afetiva com o exterminador, o que Wisher achou, inicialmente, ser uma piada do cineasta. A ideia central do novo longa era trabalhar com esse conceito estranho de família que Sarah, John e um T-800 formariam juntos.

Inicialmente a ideia eram dois exterminadores iguais, mas Wisher achava que seria chato e confundiria o público. Assim eles reaproveitaram uma ideia de Cameron do primeiro filme que não fora executada: um robô de metal líquido com uma aparência bem comum, em contraste com o imenso e musculoso T-800. Você viu William Wisher duas vezes na franquia: no primeiro filme do Exterminador, ele é um policial chamando ajuda pelo rádio da viatura. No segundo, ele é um rapaz munido de máquina fotográfica tirando fotos do T-800 no shopping.


7. Elenco
Schwarzenegger era o principal interessado no retorno da franquia, então ele já estava desde o começo envolvido, além de levar 11 milhões de dólares de salário. Cameron exigiu a presença de Linda Hamilton de volta ao papel de Sarah Connor e se recusou a terminar o roteiro caso ela não se envolvesse. Mas Sarah pediu que sua personagem não estivesse em seu juízo perfeito, afinal saber da destruição da civilização humana não era algo exatamente saudável para ninguém. Porém, ela recebeu apenas 1 milhão de dólares de salário, uma baita injustiça quando comparado com o valor que Schwarzenegger recebeu. Hamilton perdeu 6kg, treinou com armas, além de aprender técnicas de combate, judô e malhar todos os dias por meses antes e durante as gravações. A cena da Sarah com o pequeno John no parquinho foi gravada com seu filho Dalton, que na época tinha pouco mais de um ano de idade.


6. O T-1000
Robert Patrick morava em seu carro na época em que fez o teste para o robô líquido super futurista. Cameron se impressionou com seu olhar duro e com o físico radicalmente diferente de Schwarzenegger. Para se preparar para o papel, ele reassistiu ao primeiro Exterminador, analisando a postura e a face do primeiro robô, além de observar o movimento de animais predadores, como tubarões e gatos. Patrick treinou artes marciais e técnicas de combate, judô e corrida. Este último ele fazia com a boca tampada, para habituar-se a respirar pelo nariz, de maneira a correr sem parecer cansado. Seu treinamento foi tão intenso que Patrick aprendeu a disparar uma arma sem ao menos piscar, ressaltando a origem artificial de seu personagem.


5. John Connor
Edward Furlong não tinha qualquer experiência com atuação e nem era um rosto conhecido quando ganhou o papel de futuro líder da resistência humana. Competindo com mais 99 adolescentes, Furlong precisou cortar o cabelo e a treinar com armas e direção de mobiletes para as filmagens. Mas a produção levou tanto tempo, mais de 6 meses gravando direto, seis dias por semana, em grande parte devido a James Cameron e sua atitude ditatorial nos sets, que Furlong cresceu e isso precisou ser disfarçado na pós-produção. Ele precisou dublar várias de suas falas devido às diferenças no tom de voz e houve uma cena em que precisou ficar em um nível mais baixo que Linda Hamilton para não dar diferença na altura.


4. Stripper
Na cena em que o T-800 entra no bar completamente nu, uma mulher estava passando na frente do bar de motoqueiros, que era um set montado, achando que o lugar era real. Ao ver Arnold Schwarzenegger do lado de fora, usando apenas sua cueca boxer, ela perguntou o que estava acontecendo e ele respondeu que aquela era a noite das mulheres.


3. Frase final
No final do filme, o exterminador diz a Sarah que ele não pode se auto-exterminar, que ele precisava ser baixado até o metal derretido. Essa cena foi adicionada por Schwarzenegger na pós-produção, porque no original ele silenciosamente entregava os controles a Sarah, mas o público talvez não entendesse que ele não poderia se auto-destruir e assim precisava de ajuda.


2. Fotinhas
Tem uma cena em que os policiais mostram a Sarah fotos do ataque à delegacia, lá em 1984, quando vários policiais morreram, em comparação com as fotos do shopping center, mais cedo, onde o mesmo homem (o Exterminador) fora visto. Aquelas fotos não são do filme original. Cameron construiu um set igual ao corredor da delegacia, colocou uma peruca em Schwarzenegger, uma roupa semelhante e chamou um fotógrafo para fazer as fotos.


1. CGI
A decisão de Cameron de utilizar computação gráfica para criar o vilão, o robô de metal líquido T-1000 foi bem arriscada e foi motivo de preocupação para os produtores. Em seu filme anterior, O Segredo do Abismo (1989) uma única cena de 75 segundos levou nove meses para ser feita. A equipe da Industrial Light & Magic também estava cética de que funcionaria. Ao todo, a empresa criou 50 cenas de efeitos especiais por computador, que totalizam cerca de 3,5 minutos do filme. O restante dos efeitos foi criado a partir de bonecos e modelos criados no estúdio de Stan Winston.

A cena mais complicada foi o congelamento, depois derretimento e aglutinação do T-1000 na siderúrgica. Primeiro, a equipe criou um busto do ator Robert Patrick, repleto de pedaços, com finas linhas que, quando puxadas, simulavam o disparo que espatifa o robô. Em seguida, a equipe usou pedaços de gálio sobre uma chapa quente e filmaram o metal derretendo. Corta então para o mercúrio, onde a equipe precisou usar secadores de cabelo para empurrar as poças de metal de maneira a criar uma poça maior. O estúdio precisou ficar em temperaturas gélidas para gravar com o tóxico mercúrio e Robert Skotak, que gravou as cenas, foi parar no hospital com intoxicação. A partir daí, a poça de mercúrio foi tratada no computador para dar origem ao T-1000 renascendo. O filme acabou ganhando um Oscar de Melhores Efeitos Especiais.

Tem na Netflix, bora assistir de novo?

O Exterminador do Futuro 2


HASTA LA VISTA, BABY


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