10 coisas que você não sabia sobre Drácula de Bram Stoker

Taí um filme que eu adoro, mesmo sabendo que ele não segue fielmente aos eventos do livro. O sombrio Conde Drácula compra terras em Londres e para isso atrai o jovem Jonathan Harker para seu castelo na Transilvânia. Mina, a jovem e ingênua noiva de Jonathan, fica sozinha na capital inglesa, hospedada na casa da amiga de infância, Lucy, quando um visitante sedento desembarca na metrópole!

10 coisas que você não sabia sobre Drácula de Bram Stoker




Produzido e dirigido por Francis Ford Coppola, o longa contou com 40 milhões de dólares de orçamento, tendo faturado mais de 215 milhões em bilheteria pelo mundo. É também um filme multipremiado, com três estatuetas do Oscar (Melhor Maquiagem, Melhor Efeito de Som e Melhor Maquiagem), além de cinco Saturn Awards, entre eles de Melhor Filme de Horror e Melhor Ator para Gary Oldman.


10. Desenvolvimento
Quem levou o roteiro de Drácula, escrito por James V. Hart, até Coppola foi Winona Ryder, que achava que o diretor não gostava muito dela depois que ela precisou se afastar da produção de O Poderoso Chefão III devido a conflitos de agenda. Isso causou atrasos nas gravações do filme, o que deixou Coppola bem irritado. Mas assim que ele viu o nome Drácula na capa do roteiro, seus olhos brilharam, segundo Winona. Drácula é um dos livros favoritos do diretor.


9. Efeitos especiais
O único efeito especial do filme gerado por computador são as chamas azuis que aparecem na estrada a caminho do castelo de Drácula. O restante foi feito com truques de câmera, pela equipe da pós-produção, usando métodos tradicionais, evocando a antiguidade do livro e da história do personagem-título.


8. Gary Oldman
Oldman tinha 34 anos na época e queria estrelar uma grande produção norte-americana. O ator admitiu posteriormente que ele nunca tinha pensado em trabalhar num filme com um teor de horror e erotismo como Drácula. Mas ele viu uma oportunidade de trabalhar com Coppola, um diretor que considera como sendo um dos melhores. Não só isso, era uma produção cheia de figurinos e maquiagem, além da frase "I've crossed oceans of time to find you", que fisgou prontamente o ator. Entre os atores que fizeram o teste para o papel de Drácula estavam Andy Garcia (que se preocupou com a quantidade de cenas sensuais), Gabriel Byrne, Armand Assante, Antonio Banderas e Viggo Mortensen.


7. Bram Stoker
O nome do filme é Drácula de Bram Stoker por uma razão bem simples. Coppola tem como tradição colocar o nome dos autores originais dos livros que inspiraram os filmes que ele dirige. É só observar que O Poderoso Chefão (1972) tem o nome de Mario Puzo no título, bem como O Homem Que Fazia Chover (1997) de John Grisham. E também tem uma questão legal, que era para evitar um processinho da Universal, que alegava ter os direitos de uso do nome "Drácula".


6. Casamento
A cena do casamento entre Mina e Jonathan precisou ser refilmada em uma igreja ortodoxa real em Los Angeles. Aquele padre ortodoxo que realiza a cerimonia é um padre real! Ou seja, aos olhos da Igreja Ortodoxa, o casamento foi realizado, assim Winona e Keanu Reeves são marido e mulher os "olhos de Deus". Tanto é que quando os atores se conversam, até hoje, eles brincam um com o outro de "oi, marido, oi, esposa".


5. Keanu Reeves
O ator foi duramente criticado por sua atuação como Jonathan Harker. Inicialmente, o papel foi oferecido a Christian Slater, que recusou e se arrependeu amargamente depois. Coppola admitiu que precisava de um ator sensação, alguém famoso entre a garotada, porque era um papel bem importante no longa. Segundo o diretor, a atuação um tanto afetada de Keanu foi devido ao perfeccionismo do ator, que se esforçava tanto no papel do jovem inglês que esquecia de relaxar e ir na onda. Já segundo o ator, ele não conseguia focar o suficiente no papel porque estava fazendo vários filmes ao mesmo tempo.


4. A cripta
Sabe a cena em que Lucy (Sadie Frost) entra em sua cripta, totalmente vampirizada, com uma criança no colo? Aquela criança estava, de fato, completamente aterrorizada ao ver a atriz vestida de tal forma e ficou ainda mais histérica ao saber que precisaria estar ao lado daquela mulher pavorosa mais uma vez. Coppola e Sadie tiveram que conversar muito com ela para garantir que uma nova tomada fosse feita.


3. Quincy Morris
O caubói americano é uma figura extremamente importante no livro de Stoker, mas curiosamente é apagado em várias produções para o cinema ou TV do vampirão, ou tem seu personagem fundido com o de Jack Seward ou de Arthur Holmwood. Essa é a primeira adaptação de Drácula que mostra Morris quase que na íntegra, interpretado pelo ator Billy Campbell.


2. Visual
Coppola queria se afastar completamente da imagem já cristalizada na mentalidade do público do vampiro de Bela Lugosi. Michèle Burke, responsável por cabelo e maquiagem, precisou entregar algo diferente ao diretor, algo que fosse único, mas também inovador para as imagens de vampiros até então. Ela se valeu do imaginário cristão, como a figura dos anjos, para compor a make, mas foi o figurino inovador de Eiko Ishioka que acabou alterando a imagem do vampirão.


1. Eiko Ishioka
Eiko, designer gráfica japonesa, já tinha trabalhado com Coppola antes, porém não com figurinos. Justamente por não ter experiência como figurinista que o diretor achou que ela seria perfeita para o serviço. Ele não queria olhares engessados e viciados para um filme que renovaria o clássico romance ao trazer para as telas uma história de amor. Eiko traria visões novas para o longa já que também nunca tinha assistido a um filme de Drácula e assim não tinha ideias pré-concebidas a respeito da criatura.

Assim, Eiko trabalhou com diversas fontes. Trazendo elementos de Art Nouveau, de Alphonse Mucha, ela passou pelo Neoclassicismo, pelo movimento Pré-Rafaelita, além de trabalhar com a estética do Império Otomano medieval. Desta forma ela trazia a tona a figura histórica de Vlad Tepes, que pode ter sido a inspiração para Drácula, para o filme. Para o próprio Drácula, Ishioka foi bem além da capa preta e medalhão. Ela se inspirou na história da China, principalmente nos trajes da Dinastia Han, durou de 206 a.C. até 220 d.C. para compor o belo quimono vermelho com bordados dourados. Com tantos séculos de vida, é natural que o conde tenha conhecido o mundo e trazido relíquias por onde passou.

Leia mais: Drácula de Bram Stoker: a incrível história de um figurino

Lucy


Tem na Netflix, bora lá ver de novo?

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2 COMENTÁRIOS

  1. Ah, eu adoro o filme (e o livro também). Nunca tinha me tocado que o Gary Oldman era tão novo na época, fiquei impressionada. Amo a interpretação dele no papel!

    Não Me Mande Flores

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  2. Eu AMO esse filme (mais que o livro!), tinha ele salvo no PC antes de existir Netflix, assim como "Entrevista com o Vampiro".

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