10 coisas que você não sabia sobre Her

Her (2013) deve ser um dos filmes de ficção científica mais melancólicos já feitos. Em uma Los Angeles de um futuro bem próximo, um homem solitário e introvertido adquire um novo sistema operacional para seus aparelhos eletrônicos e acaba se apaixonando pela voz quente e sensual do sistema, chamado Samantha.

10 coisas que você não sabia sobre Her




Escrito, produzido e dirigido por Spike Jonze, o longa teve um orçamento de 23 milhões de dólares e uma arrecadação tímida de apenas 48.3 milhões. Mas ele logo se tornou um filme cult e um grande sucesso entre os expectadores e a crítica.


10. Samantha
A voz original do sistema operacional Samantha era, na verdade, da atriz Samantha Morton, a Agatha, de Minority Report. Morton esteve todos os dias de gravação ao lado de Joaquin Phoenix, gravando fora de cena junto com ele. Quando Spike Jonze começou a editar o longa, ele sentiu que a voz não estava legal. Ele então pediu permissão de Morton para retirar sua voz e colocar outra no lugar. Ele então trouxe Scarlett Johansson para o estúdio e ela regravou as falas de Morton por cima.


9. Amy
A melhor amiga de Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) no filme é Amy (Amy Adams). Para que os dois atores demonstrassem em tela essa amizade, o diretor os deixava trancados em uma sala por uma ou duas horas todos os dias para que eles se conhecessem melhor. Os dois atores acabaram se tornando grandes amigos depois disso.


8. Cidade
Ainda que o filme se passe em Los Angeles e tenha a maioria de suas cenas gravadas na cidade, quando vemos a paisagem urbana e seus arranha-céus, na verdade, estamos vendo Xangai, na China. Se a gente for olhar com cuidado, verá alguns caracteres chineses em algumas placas de rua. O Shanghai World Financial Center é um prédio facilmente identificável no longa.


7. Semi autobrigráfico
Spike Jonze levou cinco meses para escrever o roteiro, seu primeiro trabalho solo. De certa forma ele é um tanto autobiográfico. No longa, Theodore está divorciado de Catherine (Rooney Mara), um divórcio doloroso e que o deixou deprimido. Na vida real, o divórcio de Jonze de Sofia Coppola também foi traumático. Jonze logo pensou em Joaquin Phoenix para o papel, sem ter feito testes com outros atores para o protagonista. Quando Carey Mulligan largou a produção por conflitos em sua agenda, Jonze chamou Rooney Mara no lugar. Curiosamente, ela se casaria com Joaquin anos depois.


6. Distopia não
Uma coisa que Jonze queria evitar era o ar distópico no longa. Para trabalhar na fotografia, o diretor chamou Hoyte Van Hoytema que sugeriu um ar híbrido entre a arte-conceito, inspirada fortemente no trabalho da fotógrafa japonesa Rinko Kawauchi. Assim, Hoytema eliminou os tons azuis o máximo que pode, uma cor que é normalmente atribuída à ficção científica e abusada na fotografia de alguns longas (veja as cenas em Zion nos filmes Matrix Reloaded e Revolution, que abusam do azul). Assim ele conseguiu dar ao filme um ar quente e íntimo, algo que emulasse a voz da IA Samantha.


5. Sem carros
É curioso observar que não se vê muitos carros durante o longa. Cenas gravadas na rua foram evitadas ao máximo. Isso porque carros são símbolos de sua era e são facilmente reconhecidos. Her se passa em um tempo e espaço futuros, porém indeterminados. Carros também funcionariam como uma barreira de comunicação entre as pessoas, algo a se evitar em um filme que é todo ele sobre conexão e contatos humanos.


4. Versão física da Samantha
Inicialmente haveria uma versão física de Samantha. Uma atriz teria sido sondada para fazer algumas tomadas à distância ou então se afastando da câmera, às vezes apenas a parte de trás de cabeça. A ideia era mostrar Theodore imaginando Samantha como uma mulher de verdade, ainda que ele não conseguisse imaginar seu rosto, nem alcançá-la. Depois de um tempo trabalhando com isso, o diretor optou por não colocar tais cenas. Eles acreditavam que ninguém se interessaria por ver uma versão física de Samantha. O diretor deixou para que cada pessoa que visse o filme imaginasse uma versão da IA.


3. Close-ups
Jonze abusou de cenas em close do rosto de Joaquin Phoenix. Isso porque era preciso focar nas emoções de Theodore, já que Samantha não tem rosto, nem nada para onde possamos olhar para ver suas reações emocionais, além de sua voz. É por isso também que vemos várias cenas de um ponto do ponto de vista do celular, como se fosse Samantha olhando para ele.


2. Smartphone
Além de carros, teclados e mouses, outra coisa que entregaria facilmente a idade do longa é o celular de Theodore, por onde ele conversa com Samantha. Assim a produção inventou um novo dispositivo, algo que não fosse muito semelhante aos telefones de hoje. A inspiração veio de um isqueiro decorado em art-decó que Jonze encontrou em um antiquário de Los Angeles.


1. Inspiração
Spike Jonze teve a ideia do filme lá no início dos anos 2000, quando ele leu um artigo online que mencionava um site onde um usuário podia enviar mensagens instantâneas através de uma inteligência artificial. Quando mais as pessoas interagissem com o site, mais vocabulário a inteligência artificial teria. O interesse em trabalhar com o tema retornou depois que ele dirigiu um curta chamado I'm Here (2010), que tem um enredo semelhante. A ideia era mostrar como os sentimentos sobre relacionamentos e tecnologias podem ser conflitantes.

Her



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