10 coisas que você não sabia sobre Battleship - A Batalha dos Mares

Acho muito injusto que o filme tenha flopado nas bilheterias quando ele não deve em nada para filmes de invasão catastrófica como Independence Day. Com um elenco estelar e toda aquela bajulação aos militares que já conhecemos de outros filmes, o longa é mais uma batalha naval do que qualquer coisa e ainda assim diverte.

10 coisas que você não sabia sobre Battleship - A Batalha dos Mares



Dirigido por Peter Berg, o longa contou com um impressionante orçamento de 220 milhões de dólares. Battleship arrecadou "apenas" 303 milhões, 65 destes nos Estados Unidos, o que classificou o longa como um grande fracasso. Não podemos esquecer que muitos filmes cult de hoje, como Blade Runner, também foram imensos fracassos de bilheteria em suas épocas.


10. Batalha Naval
É bem óbvio para quem assistiu o filme, mas o longa foi baseado no jogo Batalha Naval, em fabricação desde 1931. A versão original, feita em papel, como quando a gente jogava Stop ou jogo da velha, é de antes da Primeira Guerra Mundial. Ele começou a ser fabricado pela Milton Bradley Company, hoje uma das divisões da Hasbro. Milton era um inventor norte-americano, que patenteou também o Jogo da Vida.


9. Grace Hopper
A almirante Grace Hopper, da Marinha dos Estados Unidos, foi pioneira na criação da linguagem de programação Flow-Matic, que serviu de base para o COBOL. Os principais personagens do filme levam seu sobrenome e os destróieres usados no filme são da classe Arleigh Burke, sendo que um deles, o U.S.S. Hopper (DDG-70), em homenagem a Grace, fica ancorado em Pearl Harbor, no Havaí, onde o filme se passa.


8. Extras
O filme contou com cerca de 600 extras, a grande maioria deles de militares em serviço ou não. Quando vemos os atores jogando futebol no começo do filme, é possível notar ao fundo as tripulações americana e japonesa de dois navios de guerra ancorados na baía perto do estádio. Ali são militares mesmo desembarcando. Na cena na clínica de reabilitação, todos são veteranos de verdade. Os navios USS Hué City, USS Carney e USS Vicksburg também forneceram figurantes.


7. Gravações
Inicialmente, Battleship seria filmado em Gold Coast, litoral sul de Brisbane, na Austrália, mas as locações foram mudadas em cima da hora para o Havaí, pela falta de incentivos fiscais para a filmagem, que já contava com um orçamento altíssimo. O filme foi gravado nas ilhas de Oahu e Maui, no Havaí, com cenas em Sherman Oaks e em Playa del Rey, na Califórnia. Algumas cenas externas foram feitas em Baton Rouge, na Louisiana.


6. Gregory D. Gadson
O coronel Gregory D. Gadson, que passou por uma dupla amputação após um ferimento por bomba em Bagdá em 2007, interpreta no filme o tenente-coronel Mick Canales, que passa por reabilitação em uma clínica onde a namorada do herói trabalha. Ele foi o primeiro oficial com dupla amputação a receber um posto de comandante de guarnição no Exército dos Estados Unidos. Hoje ele está aposentado.


5. U.S.S. Missouri
O Missouri (BB-63) é um couraçado da Classe Iowa, o último comissionado pelos Estados Unidos e onde aconteceu a rendição oficial do Império do Japão na Segunda Guerra Mundial. Lutou nas batalhas de Iwo Jima e Okinawa e também na Guerra da Coreia. Foi descomissionado em 1955, mas foi reativado e modernizado em 1984 como parte de uma renovação da frota naval, fornecendo suporte de artilharia durante a Tempestade do Deserto, em janeiro e fevereiro de 1991. Os veteranos que aparecem no filme são oficiais e marinheiros originais que serviram no navio. O Missouri também aparece no filme A Força em Alerta (1992). Em 1998 ele foi transformado em um museu, mas em 2010 ele saiu do porto para algumas cenas do filme.


4. Taylor Kitsch
Três filmes com o ator estavam programados para sair em 2012: Battleship, John Carter: Entre Dois Mundos e Savages. Os três foram um enorme fracasso de bilheteria, o que acabou afundando as chances de Taylor em ser protagonista em alguma super produção novamente.


3. Rihanna
Rihanna foi escolhida pelo diretor Peter Berg depois de assistir a uma entrevista da cantora sobre o que ela passou na mão do boy lixo Chris Brown. Ele achava que ela tinha a dureza e a coragem necessárias para o papel. Como o filme flopou, Rihanna foi indicada, e ganhou, o Framboesa de Ouro de Pior Atriz Coadjuvante. Já no Teen Choice Awards, ela levou o prêmio de melhor estreia.


2. O clubhauling
Sabe aquela cena em que Hopper ordena que a âncora da proa seja rapidamente baixada, para desviar o Missouri das bombas alienígenas? Aí o navio meio que faz um cavalo-de-pau na água? Então, essa manobra existe e se chama clubhauling. É bastante arriscada, mas permite que o navio volte ao ataque em situações de combate ou de emergência. A técnica era usada quase que exclusivamente para navios bem mais leves e fáceis de navegar. Uma manobra dessas em um encouraçado como o Missouri causaria graves danos ao casco e à tripulação.


1. Veteranos
A cena em que Hopper reconvoca os veteranos do Missouri para a missão tem pé na realidade. Quando os encouraçados da classe Iowa foram reativados, na década de 1980, a Marinha precisou convocar também os antigos tripulantes que serviram na Segunda Guerra Mundial e na Guerra da Coreia para ensinar aos novos marinheiros como se operavam as armas, o controle de tiro e outras tecnologias ultrapassadas da década de 1940.


Até mais, marinheiro! 🛳


Já que você chegou aqui...

COMPARTILHE

4 COMENTÁRIOS

  1. Duas cenas que gosto muito nesse filme: Quando a Rihana manda um "Mahalo motherf..." e quando os velhinhos no Missouri ensinam o pessoal mais novo a navegar o veterano navio.

    ResponderExcluir
  2. Assisti esse filme duas vezes, e ele é bem legal, porém, ficaria mais divertido sem aqueles 30 minutos iniciais. Talvez, ficasse mais interessante se começasse já durante os exercicios das marinhas e a chegada da nave alienigena. Alias, os alienigenas poderiam ter tido mais tempo de tela.

    ResponderExcluir

ANTES DE COMENTAR:

Comentários anônimos, com Desconhecido ou Unknown no lugar do nome, em caixa alta, incompreensíveis ou com ofensas serão excluídos.

O mesmo vale para comentários:

- ofensivos e com ameaças;
- preconceituosos;
- misóginos;
- homo/lesbo/bi/transfóbicos;
- com palavrões e palavras de baixo calão;
- reaças.

A área de comentários não é a casa da mãe Joana, então tenha respeito, especialmente se for discordar do coleguinha. A autora não se responsabiliza por opiniões emitidas nos comentários. Essas opiniões não refletem necessariamente as da autoria do blog.