O Predador: A Caçada (2022) é uma ótima prequela de O Predador (1987) em sua primeira visita à Terra. Quinto filme da franquia, é ambientado nas Grandes Planícies do Norte em 1719, onde uma jovem comanche, chamada Naru (Amber Midthunder), se esforça para provar seu valor como caçadora. Ela se vê obrigada a proteger seu povo de um alienígena humanoide cruel que caça humanos por esporte.

Com direção de Dan Trachtenberg, o longa não teve bilheteria nos cinemas, pois seu lançamento foi exclusivo para plataformas de streaming (Hulu e Star+). Portanto, o filme não gerou receita em bilheterias globais.
10. Desenvolvimento
O desenvolvimento começou durante a produção do filme anterior da franquia, intitulado O Predador (2018), quando o produtor John Davis foi abordado por Dan Trachtenberg e o roteirista Patrick Aison com um conceito no qual vinham trabalhando desde 2016. Trachtenberg disse que tinha essa ideia sobre "alguém tentando provar seu valor e o que poderia enfrentar", que acabou se encaixando bem na franquia Predador, já que mostrar um nativo americano "usando sua inteligência e engenhosidade" contra adversários tecnologicamente mais avançados demonstrava que "não há força bruta, além da coragem, que possa permitir que você tenha sucesso contra o impossível".9. Filmagens
As filmagens começaram em junho de 2021 em Calgary, Alberta, no Canadá, principalmente em terras da Primeira Nação Stoney Nakoda, a 45 minutos da cidade, com cenários em estúdio, incluindo a represa de castores onde a protagonista Naru se esconde de um urso e o acampamento de caçadores de peles onde ela atrai o Predador. Locais adicionais incluem Moose Mountain e o rio Elbow, no sul de Alberta. O elenco passou por quatro semanas de treinamento antes das filmagens, trabalhando com armas e treinadores pessoais, e durante as atividades de integração, eles criaram uma linguagem de sinais para os personagens se comunicarem de forma não verbal. Amber Midthunder focou no treino do arremesso de machado, com uma corda presa à ponta do machado para que pudesse ser recuperado rapidamente.8. Primeiras nações
Jhane Myers, membro da Nação Comanche e da Nação Blackfeet, atuou como produtora do filme. Descrevendo as filmagens perto de Calgary, Myers afirmou: "Estávamos filmando em terras Stoney Nakoda. [Midthunder] é parcialmente Nakoda, até eu sou por parte da minha avó. Normalmente, quando começamos uma produção, alguém [da comunidade nativa] vem e faz uma cerimônia do cedro e abençoa tudo. Mas como tínhamos muitos indígenas no elenco, incluindo membros das Primeiras Nações, e como estávamos nas planícies, eles enviaram duas pessoas para realizar uma cerimônia do cachimbo." A cerimônia do cachimbo foi conduzida nos arredores de Calgary por líderes indígenas locais e contou com a presença de Midthunder e seus colegas de elenco, Dakota Beavers e Stormee Kipp, bem como Myers e Trachtenberg, entre outros.7. Sarii
Sarii é a simpática cachorrinha de estimação de Naru e não tinha qualquer experiência na frente das telas. Ela foi adotada e treinada especificamente para o longa cerca de dois meses antes do início das filmagens. A ideia de dar a Naru uma cadela como companheira foi inspirada em Mad Max 2. No começo, Coco apareceria em poucas cenas, mas com seu treinamento e energia, eles descobriram que podiam incluir a cachorrinha em várias outras cenas, incluindo algumas das sequências de ação. O verdadeiro nome de Sarii é Coco, e ela é da raça Cão da Carolina, uma raça rara de cão selvagem que seguiu os primeiros humanos a atravessar o Estreito de Bering há 4500 anos.6. Predador
O ator que deu vida ao predador foi Dane DiLiegro. Ex-jogador de basquete, tendo 2,06 m de altura, DiLiegro jogou basquete profissional por oito temporadas em times da Itália e de Israel. Antes das filmagens, ele perdeu 11 quilos e passou meses treinando parkour, artes marciais e fortalecendo o pescoço devido ao novo design do Predador, que tinha a cabeça animatrônica de 7 quilos em cima da sua cabeça, obrigando-o a filmar todas as cenas praticamente às cegas. Ele fez todas as suas cenas, inclusive as de ação, sem uso de dublês. É possível notar que ele utiliza armas menos avançadas do que aquelas que vimos em O Predador (1987), o que indica o status tecnológico em que sua espécie estava na época. Este é o primeiro filme em que o predador não usa seu característico canhão de plasma montado no ombro.5. Mupitsi
Ao longo do filme, Naru chama o predador de Mupitsi. É uma referência à lenda do Pia Mupitsi, a Grande Coruja Devoradora de Homens, que vivia em uma caverna no lado sul das Montanhas Wichita e comia crianças malcomportadas à noite. Seria a versão comanche do nosso Bicho-papão.4. Ervas
Existem, de fato, algumas ervas na vida real que podem baixar a pressão arterial o suficiente para reduzir consideravelmente o calor corporal (embora não no grau mostrado ou tão rapidamente). Aliás, a erva em questão, a flor de laranjeira, compartilha características com a Calendula officinalis, ou calêndula, que é usada em todo o mundo ao longo da história para baixar a pressão arterial e evitar maiores perdas de sangue em uma vítima, algo demonstrado tanto com o membro da tribo ferido pelo leão quanto com a perna de Raphael Adolini depois que Naru os trata com a planta laranjeira para mantê-los estáveis.3. Nomes
O roteiro foi reescrito por dois ativistas comanches para garantir que a representação da cultura comanche não fosse imprecisa ou estereotipada, e o filme foi elogiado pelos resultados de seus esforços. Entre as mudanças, eles insistiram em dar a cada personagem (comanche e francês) um nome em seu idioma, mesmo que não fosse mencionado na tela. Embora Naru seja Comanche, na vida real Amber Midthunder é Sioux.2. Efeitos visuais
A Amalgamated Dynamics Inc. (ADI) foi contratada para trabalhar nos efeitos visuais e de criaturas do filme, tendo trabalhado anteriormente em O Predador e nos crossover Alien vs. Predador (2004) e Aliens vs. Predador: Réquiem (2007). O design do Predador visava torná-lo mais assustador e também tirar proveito do físico mais esguio do ator Dane DiLiegro. Para torná-lo menos humanoide, houve mudanças no rosto, como olhos mais espaçados, o que levou a uma cabeça totalmente feita de animatrônica sobreposta à de DiLiegro, reduzindo sua visão a dois pequenos orifícios na peça do pescoço. A fantasia, que tinha o desafio de ser flexível para a coreografia da luta e, ao mesmo tempo, resistente o suficiente para suportar o clima do local, pesava 36 kg e era feita principalmente de látex de espuma, que DiLiegro disse ser "basicamente uma esponja", ficando mais pesada e úmida à medida que ele suava sob o sol de verão. O capacete era bastante difícil de usar, com a visão de DiLiegro quase completamente obscurecida, exceto por duas pequenas fendas. Isso exigiu que ele ensaiasse seus movimentos com antecedência e dependesse de instruções via rádio. Em um momento, a fiação do rádio fez com que o capacete pegasse fogo, mas felizmente o ator não se machucou.1. Predador Selvagem
Como o Predador Selvagem existiu 300 anos antes dos eventos de O Predador (1987), os cineastas e a equipe da Amalgamated Dynamics Inc. se permitiram alterar a aparência da criatura do filme original e de outras versões que o público já havia visto. Eles focaram em um corpo mais alto, esguio e ágil, e o rosto com traços menos humanos. Eles se inspiraram em insetos como o besouro-da-batata, o grilo-de-jerusalém e coisas do tipo. Como as mandíbulas lembram bastante as de insetos, eles pensaram em criar uma cabeça que lembrasse a um inseto. Assim, ele se apresenta como uma variante, mas não exatamente igual ao que a gente já viu em um Predador.
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