10 coisas que você não sabia sobre Elysium

domingo, outubro 22, 2017

Elysium (2013) é um filme que tem lá seus problemas, como a representação feminina, mas que fez uma crítica poderosa a respeito da imigração, da concentração de riquezas e da carência das camadas mais pobres por tudo: saúde, habitação, empregos decentes. Mesmo que se passe no futuro, o longa faz paralelos interessantes, como o isolamento das classes mais altas em "mundos próprios", isoladas geográfica e financeiramente das camadas abaixo delas.




Dirigido e roteirizado por Neill Blomkamp, o longa teve um orçamento de impressionantes 115 milhões de dólares, tendo faturado ao todo 286 milhões em bilheteria. Ele conta também com artistas brasileiros, Alice Braga e Wagner Moura.

10. Desgosto
Antes do lançamento de Chappie (2015), Neill Blomkamp admitiu que Elysium foi uma decepção. A intenção do diretor era a de ter aprofundado ainda mais a crítica do longa. Não se sabe porque ele não o fez. Pressão do estúdio?

9. John Carlyle
O alvo da operação, o rico John Carlyle, presidente da companhia Armandyne, programa o reboot para o golpe de estado em Elysium em uma linguagem de programação que de fato funcionaria em nossos computadores. Em uma das cenas vemos que ele nasceu em 2010 e como o filme se passa em 2154, Carlyle tem então 144 anos.

8. Wagner Moura
O ator brasileiro foi criticado pelo sotaque de seu personagem Spider, porém Neill disse que é justamente o sotaque que faz Spider se destacar e permitiu que o ator usasse xingamentos em português (caralho, porra!) em uma cena. Wagner Moura acabou contraindo pneumonia durante as gravações, o que fez a produção parar por alguns dias para o ator se recuperar.

7. Nissan GT-R
O carro dirigido por Matt Damon e Diego Luna é uma versão modificada do Nissan GT-R. O carro foi comprado muito antes pelo diretor Blomkamp e modificado para a produção do longa.

6. Jodie Foster
A personagem de Jodie, a secretária Delacourt, foi previamente escrita para ser um homem. Essa também foi a primeira vez que Jodie interpreta uma personagem que morre em frente às câmeras.

5. Kruger
Sharlto Copley, ator sul-africano, interpreta o cruel assassino de aluguel Kruger. Há um simbolismo grande relacionado ao nome Kruger na África do Sul, como a moeda de ouro Krugerrand, cunhada pela primeira vez em 1967. Houve também um presidente da África do Sul chamado Johannes Paulus Kruger, no final do século XIX. Tanto Neill Blomkamp quanto Sharlto Copley são sul-africanos.

4. Reboot
O código mostrado nas telas da sala do computador central de Elysium quando Spider aciona o reboot foram retirados do Manual do Desenvolvedor de Arquitetura de Software da Intel, volume 3.

3. Eminem
Eminem estava escalado para fazer o papel de Matt Damon. No entanto, ele largou a produção quando Neill Blomkamp se recusou a mudar as gravações de Los Angeles para Detroit, para combinar com a agenda do cantor.

2. Civil Cooperation Bureau
Quando Kruger se prepara para usar um lança-foguetes, na lateral dele está escrito o nome da agência para a qual ele trabalhava, "Civil Cooperation Bureau", que foi uma agência verdadeira do governo sul-africano que coordenava ações de inteligência durante a era do apartheid.

1. Toroide de Stanford
A forma da estação Elysium é um modelo proposto pela Universidade Stanford em 1975, com uma forma circular, semelhante à uma roda de bicicleta e raios ligados a um eixo central. Ela foi pensada para ser uma moradia permanente no espaço, podendo abrigar de 10 mil a 140 mil pessoas.


Bora lá assistir?

Até mais!

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Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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2 comentários

  1. Eu comecei a assistir a este filme por duas vezes, mas não consegui terminar. Não sei explicar o porquê, mas não gostei.Vou fazer uma nova tentativa.
    Beijo, Menina

    ResponderExcluir
  2. Blomkamp é um diretor que prometia, mas não entrega? Talvez.
    Agora os questionamentos por traz de suas obras são muito pertinentes aos nossos tempos atuais, sempre abordando de alguma forma a exploração de classe.

    ResponderExcluir

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