10 coisas que você não sabia sobre Distrito 9

domingo, julho 23, 2017

Um dos clássicos mais recentes de ficção científica, Distrito 9 inverte um estereótipo muito comum quando o assunto é invasão alienígena. Desta vezes os humanos é que são os vilões, enquanto uma nave cheia de alienígenas fica encalhada na Terra. O que fazer com esses seres? Onde alocá-los? Como será a reação da população? O conceito de Distrito 9 não é muito diferente daquele de Missão Alien, que também tinha alienígenas encalhados no nosso planeta.




Com 30 milhões de dólares de orçamento, o filme faturou 210 milhões em todo o mundo, apresentando um longa que é misto de pseudo documentário com filme de ação, intercalando cenas do documentário original de Blomkamp.

10. Mesma voz
Um único ator dublou todos os alienígenas que tinham falas no filme. O ator sul-africano Jason Cope, que interpretou o correspondente da UKNR, Grey Bradnam e o cameraman do documentário que aparece no começo, apenas mudou o tom de cada um. Tirando os alienígenas presos às macas para testes, todos os outros foram feitos em computador.

9. Locação real
A desassistida favela onde os aliens foram alocado se chama Chiawelo, um subúrbio de Soweto, em Joanesburgo. Para as gravações acontecerem, os moradores que ainda residiam lá (pois muitas casas já estavam desocupadas) foram realocados para casas temporárias subsidiadas pelo governo. A única casa criada pela equipe foi a do alienígena Christopher Johnson.

8. Sharlto Copley
Sharlto Copley nunca quis uma carreira artística profissional. Mas quando Blomkamp, de quem é amigo há muitos anos, pediu que ele participasse, não teve como negar o personagem Wikus van de Merwe. Depois disso Sharlto já fez vários filmes incluindo Esquadrão Classe-A, Malévola, Europa Report, Chappie e Elysium.

7. Curta
O longa foi inspirado no curta de Blompkamp chamado "Alive in Joburg", do qual Sharlto foi um dos produtores, filmado em 2005. A ideia era provar aos investidores e estúdios que fazer um filme de alienígenas com pouco orçamento era possível.

6. Halo
Em 2005, o diretor estava envolvido com a adaptação para o cinema do venerado videogame Halo, com Peter Jackson como produtor. Porém, depois de uma série de contratempos, o filme foi engavetado em 2007. Por sua vez, Peter ofereceu 30 milhões de dólares para Blomkamp fazer o que quisesse, dinheiro que ele usou para fazer Distrito 9.

5. Apartheid
A ideia do documentário e por sua vez do filme, surgiu como uma metáfora para o apartheid, que dominou a África do Sul de 1948 a 1994, época em que Blomkamp nasceu e cresceu. O próprio título é uma referência do Distrito Seis, um bairro misto na Cidade do CAbo, demolido pelo governo sul-africano em 1966 para a construção de casas para população branca.

4. van der Merwe
O sobrenome do protagonista é muito comum na África do Sul, como o Silva é no Brasil. Além disso, é a forma pejorativa como os sul-africanos chamam os afrikaners, os descendentes dos colonos calvinistas vindos da Holanda e da Alemanha, sendo sinônimo de idiota, incompetente, babaca, burro e coisas do gênero. Colocar o nome do personagem assim foi uma forma de mostrar logo de cara como era o burocrata e desastrado Wikus.

3. Banido
O governo da Nigéria baniu o filme pouco antes do lançamento oficial, pela forma como Blomkamp mostrou os nigerianos no filme, como canibais e bandidos, o que desagradou, e com razão, a população nigeriana.

2. Os aliens originais
Os chamados "camarões", o apelido dado aos alienígenas, eram bem diferentes do conceito original, com criaturas mais robustas, com pele coreácea, que seria interpretada por atores vestidos com uma roupa especial. As figuras insetóides, tal como a vemos, eram os mestres destes seres, que foram engavetados, dando lugar apenas para a figura esguia e cheia de tentáculos que vemos no longa. A ideia era o espectador não sentir nenhuma empatia pelos aliens para depois perceber que eles eram as vítimas e não os vilões. Blomkamp admitiu que os aliens teriam vindo da galáxia de Andrômeda.

1. Seis finais diferentes
O final que vemos no filme é apenas um dos seis que foram gravados. Porém, tanto Blomkamp quanto sua esposa e editora do filme, Terri Tatchell e o próprio ator Sharlto Copley se recusam a falar destes finais, já que a maioria seria embaraçosa demais para mencionar.


Bora assistir de novo?

Até mais!

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Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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