10 jogos que marcaram a minha vida

terça-feira, setembro 30, 2014

O colega sofredor professor Luciano, do blog Nerdweek respondeu este desafio do Facebook em seu blog e chamou alguns blogueiros conhecidos para também participarem. O tema: quais são os 10 jogos que marcaram sua vida. O resultado, você vê abaixo.


Eu nunca tive videogame. Apesar da intensa insistência quando eu criança e adolescente, nunca tive um, então todos os meus jogos são para PC. A maioria deles eu conheci através daquela Revista do CD-Rom. No CD mensal sempre vinham demos de vários jogos. Alguns eu conseguia instalar, outros não, mas foi com nosso primeiro computador em casa - um IBM Aptiva 486 - e dos CDs que surgiu o gosto pelos games.


10. Paciência
Paciência??? Sim, este joguinho foi o primeiro que me fez perder horas no computador, aquele velho IBM. Aprendi a jogar e logo eu estava ganhando todas, sem querer me gabar. Mas alegria de pobre dura pouco: foi eu tentar virar três cartas, ao invés de uma, e minha glória acabou. Porém, o Paciência me fez desenvolver estratégias entre os montinhos de cartas para poder completar os baralhos e às vezes eu passava horas com o jogo aberto, buscando uma solução. A pontuação nem me importava, eu só queria completar os baralhos.


9. Duke Nukem
Joguei o demo dele, que vinha num daqueles CDs, umas 500 vezes. O jogo era tosco, admito. Não só nos gráficos - claro que para a época era o top de linha - mas também no enredo. Duke é aquele durão fanfarrão, machistão, que mijava no meio das missões, elogiava a si mesmo no espelho e jogava dinheiro para as moças na boate. Foi o primeiro jogo em que apliquei as famosas "chaves de trapaça" porque queria logo terminar a fase. Entretanto, nunca saí do demo, então não sei que fim deu Nuke. Foi meu primeiro jogo de tiro.


8. Left 4 Dead 2
Desde Duke Nukem que eu não jogava nenhum jogo de tiro. Como fiquei muito tempo sem computador e/ou internet, me contentava com meus joguinhos mais antigos mesmo. Mas como adoro um bom apocalipse zumbi, esse jogo me pegou de jeito. A versão que tenho instalada aqui no note contém os dois jogos, 1 e 2. Além disso, baixo mapas e jogo a doidado. Você e mais três sobreviventes imunes ao vírus precisam chegar aos pontos de evacuação, atravessando cidades, fazendas, rios, cavernas e esgotos, completamente tomados por zumbis. Muito bom para jogar com a galera. Jogo sempre com a Rochelle ou com o Nick.


7. Theme Hospital
Eu amo esse joguinho, amo, amo. O objetivo aqui é construir e administrar um hospital. Só que as doenças eram totalmente doidas. Por exemplo, chegava um carinha com uma cabeça imensa e depois de passar por exames - até máquina de raio-X e ressonância o hospital tinha - ele ia para uma sala onde o médico estourava a cabeça do paciente e a enchia de novo até o tamanho normal. Nas últimas fases você tinha que tratar até alienígenas. Tinha emergências que chegavam de helicóptero e terremotos que danificavam seus equipamentos. Equipe descontente com salários. E ratos. O hospital tinha ratos e você ganhava pontos para cada rato morto. Na falta de banheiros, por exemplo, os pacientes faziam xixi no chão.


6. Starcraft II
Quando soube que a Blizzard lançaria Starcraft II fiquei em cima para poder comprar. E aí, aquela decepção: meu notebook não suportava o jogo. Assim que comprei o notebook novo, foi o primeiro jogo instalado e acho que fiquei um fim de semana inteiro nele, apenas para chegar à última campanha. Temos aqui a continuação dos eventos de Starcraft I, mas com gráficos refinados, novas máquinas, novas unidades e novos perigos. Wings of Liberty é apenas com os humanos (Terrans). Em Heart of the Swarm, é com os Zergs e a protagonista é feminina. Um dos meus favoritos. E na próxima versão, será possível jogar com os Protoss.


5. Warcraft II
Outro demo dos CDs, o jogo me encantou pelo visual e pelo enredo. Eu adorava a arte e os wallpapers feitos para o jogo. Lembro que aplicava as chaves de trapaça apenas para jogar uma fase até esgotar todos os recursos naturais do cenário. Este Warcraft é a sequência do Warcraft: Orcs & Humans. Jogando com humanos ou orcs, os cenários eram cercados de magia e missões a serem completadas. Joguei o Warcraft III também, mas ele não me marcou tanto quanto este aí.


4. Caesar II, III e IV
Hail, Caesar!, já dizia o ACDC. Aqui você galgava posições, desde baixo, até as altas esferas do poder e tinha que chegar a César. Você passava por colônias tranquilas, outras nem tanto, tinha que muitas vezes apaziguar os nativos ou então você convocava as legiões pro pau quebrar. Nem sempre era fácil construir as cidades. Existiam muitos incêndios ou então rebeliões e a população saía quebrando tudo. Invasões bárbaras também eram comuns, dependendo da colônia e eles destruíam toda a sua infraestrutura. Joguei desde o segundo jogo, até o último e mais recente, IV, mas que perdeu o charme dos primeiros jogos.


3. Starcraft
Adivinha? Outro demo! Também da Revista do CD-Rom. Fiquei fascinada por esse jogo e depois quando ele saiu completo, com expansão, tratei de comprá-lo. Comparado ao Starcraft II, ele é tosco, mas foi completamente inovador para sua época, mesmo com a pobre tradução para o português, que quase acabou com o jogo. Foi o mais vendido em 1998 e lembro do furor da garotada para ver quem fechava as fases primeiro. O que sempre achei interessante é que seu enredo fala de uma colonização do espaço feita por prisioneiros, algo bem semelhante com a colonização das Américas e da Austrália. E ele ainda é jogado no modo multiplayer até hoje, mesmo com o jogo de 2007.


2. Faraó
Sou completamente apaixonada por este jogo. Ele é antiguinho, mas é lindo. Sou fascinada pelo Antigo Egito e no jogo você começa desde os tempos mais antigos, como um reles funcionário do governo e vai galgando posições, administrando cidades e construindo monumentos, até chegar ao posto de faraó. Na extensão, você governa os períodos mais recentes da história egípcia, como o período ptolomaico, tendo que construir a cidade de Alexandria. Temos até as pragas do Egito, como invasões de sapos, gafanhotos e o Nilo vermelho como sangue.


1. Descent
Era outro demo daqueles CDs e eu era completamente fascinada por ele. Joguei o I e, um pouco menos, o II, mas tudo versão demo. Aqui tínhamos bases de extração de minérios em vários planetas do sistema solar e na Lua que foram dominadas por robôs. Você tinha a missão de entrar nestes lugares para libertar os mineiros que eram reféns, encontrando vários destes robôs de extração de minérios pelo caminho, e destruir o núcleo do reator para aí destruir a base. E tinha que sair num determinado tempo também, ou você era destruído junto. Os gráficos hoje são toscos, mas para a época era um jogo viciante. Nunca mais joguei alto tão bacana e adoraria uma versão mais moderna dele.


Se você é jogador compulsivo e quer participar do desafio, deixe o link do seu post nos comentários. Se não tiver blog, não tem problema, pode usar a área de comentários para deixar seus jogos marcantes favoritos.

Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





Leia esses também...

0 comentários

ANTES DE COMENTAR:

Comentários anônimos, incompreensíveis ou com ofensas serão excluídos.
O mesmo vale para comentários:
- ofensivos e com ameaças;
- preconceituosos;
- misóginos;
- homo/lesbo/bi/transfóbicos;
- com palavrões e palavras de baixo calão;
- reaças.
A área de comentários não é a casa da mãe Joana, então tenha respeito, especialmente se for discordar do coleguinha. A autora não se responsabiliza por opiniões emitidas nos comentários. Essas opiniões não refletem necessariamente as da autoria do blog.

Viajantes

Curta no Facebook

❤️


"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

James W. Harris