Resenha: Eu Sou o Número Quatro, de Pittacus Lore

sábado, maio 17, 2014

Os livros young adult invadiram as livrarias e as estantes. E surpreendentemente temos muita ficção científica sendo lida, porém sendo vendida não como FC, mas como ficção juvenil ou YA. Mas né?, paciência. Eu Sou o Número Quatro é mais um YA da lista, que também foi adaptado para o cinema e que também gerou um herói bonitinho, mas que no fundo é uma mala sem alça.




O livro
Nove refugiados do planeta Lorien estão na Terra. Eles se parecem com a gente, vivem com a gente, falam como a gente, mas não são humanos. E estão em perigo. Três já morreram e eles só podem ser mortos na ordem (!). Agora, o Número Quatro está em perigo. Os mogadorians também estão na Terra. Eles são aliens vis, maus, destruíram seu planeta, destruíram Lorien e agora anseiam pelos nossos recursos.


O Número Quatro mudou de nome várias vezes, mas aqui ele se chama John Smith. Após a morte do Três, que ficou gravado em sua pele, ele e seu protetor, Henri, precisam novamente se mudar para a proteção de John. Ele agora é o próximo alvo dos mogadorians e deve se esconder. Mudam-se para uma pequena cidade chamada Paradise, em Ohio e Henri - de longe o personagem mais interessante do livro - pede que John evite confusão na escola. Qualquer menção ou foto dele na internet já os expõe a um risco mortal.

John logo tem problemas ao entrar na escola com o valentão do time de futebol. Faz amizade com o nerd fã de aliens, que acredita que seu pai foi abduzido. E John também conhece Sarah, uma moça carinhosa, interessante, que infelizmente namorou aquele valentão xarope que faz da vida de John e do amigo nerd um inferno. E no meio de tudo isso, John vê que seus Legados (tipo super-poderes mágicos) estão se desenvolvendo e ele mal vê a hora de lutar contra os mogadorians. Felizmente, Henri sempre está lá para pôr juízo na cabeça dele. Mais clichê impossível, certo?

Henri e John.

Pittacus Lore é um pseudônimo usado pelos dois autores da saga Os Legados de Lorien, James Frey e Jobie Hughes. No livro, Pittacus Lore é uma pessoa de grande importância da sociedade de Lorien, porém Eu Sou o Número Quatro é narrado em primeira pessoa pelo John. Mas beleza, dá para ler do mesmo jeito. Quem viu o filme, acredite, está tudo no livro, você não perdeu absolutamente nada. O filme é mais interessante porque você só perde uma hora e pouco da sua vida. Já o livro você perde uns três dias, dois se ler rápido.

John Smith é um mala. Um típico adolescente chato que quer se enturmar, mas não sabe como. Muitas vezes ele se arrisca a ponto de esquecer que é o próximo da lista dos mogadorians e parece que nem está ligando para isso. Ele quer desesperadamente desenvolver seus legados, mas percebe que o caminho para controlá-los é bem longo. Henri precisa bancar o pai o tempo todo, sendo que é seu guarda-costas e precisa treiná-lo corretamente para que não se machuque nem machuque ninguém. É Henri quem cuida do dinheiro, das identidades falsas e que percorre a internet em busca de notícias sobre os outros. Qualquer evento estranho e ele já fica ligado, pois pode ser que estejam em perigo.

Os legados se desenvolvendo. 

Ficção e realidade
Ahnnn, vejamos se dá para salvar algo disso aqui. Temos os conflitos da adolescência bem retratados e acho que é a única coisa boa da obra. Vemos os diversos grupos da escola em conflitos: os nerds, os valentões, os quietos. Vemos o cotidiano escolar e o quanto ele pode ser massante algumas vezes. Temos os desafios às figuras de autoridade, jovens pregando peças nos colegas, confusão nos corredores, os professores que amamos e que odiamos. Tudo o que os jovens enfrentam e os adultos já enfrentaram. A melhor coisa de livros juvenis é poder mostrar que os conflitos na adolescência são comuns e que dá para sobreviver a isso.

Pontos positivos
Tem alienígenas
Virou filme
Refugiados intergalácticos
Pontos negativos
É chato
Aliens com poderes mágicos
Final óbvio

Título: Eu Sou o Número Quatro
Título original: I Am Number Four
Autor: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
Páginas: 350
Onde comprar: Amazon

Avaliação do MS?
A narrativa é chata, o personagem central é um mala, o tema foi mal trabalhado. Aliens com poderes mágicos? Fala sério. É mais um livro na longa lista de romances adolescentes com um pouquinho de ficção científica e um alien loiro, de olhos azuis que se apaixona pela ex-namorada do valentão da escola. Tirando isso, ouso dizer que é um livro dispensável. Só dois aliens para o Quatro.


Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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