Resenha: StarCraft II Wings of Liberty

sexta-feira, maio 11, 2012

Starcraft é uma das franquias de jogos que mais amo e que mais jogo. Desde a finada revista do CD-ROM, onde veio um demo deste jogo, lá nos anos 90, que me viciei nele de tal maneira que jogo com frequência. Especialmente agora que a Blizzard lançou o Starcraft II, primeiro capítulo de três que serão lançados para esta versão e devo dizer: QUE LINDEZA!





O jogo

StarCraft II: Wings of Liberty é a sequência do famoso jogo para PC Starcraft, lançado em 1998 pela Blizzard Entertainment, também desenvolvedora de Warcraft e Diablo. A sequência foi lançada em 2010 após 12 anos ansiosos de espera. É um jogo de estratégia espacial e ficção científica militar para sistemas Windows e Mac OS X. Disponível em português. Faixa etária: 12 anos.


Características gerais

O jogo impressiona logo de cara. A qualidade gráfica é um dos primeiros pontos. Intensidade das cores, os efeitos especiais, a cinemática das passagens do enredo são muito realistas. Ele também tem uma característica do Warcraft que é a de aproximar o jogador do terreno da partida, para poder ver em detalhes as construções e os personagens. Por ser um jogo de estratégia, o jogador precisa construir instalações, produzir soldados, veículos e naves, planejar batalhas e incursões e pesquisas novas tecnologias. Algumas das estruturas são fixas no terreno, mas você mudar as mais importantes de lugar, como o centro de comando, caso seja necessário. Os controles são todos pelo mouse e por atalhos do teclado. Nesta edição do jogo - Wings of Liberty - só é possível jogar com humanos (Terrans) e uma rodada com os Protoss, uma das três raças de Starcraft.

Tela de abertura do jogo.
Tela de abertura do jogo.

Os produtores também adicionaram novas unidades e reciclaram as unidades antigas, com maior possibilidade de pesquisa. Na primeira edição do jogo, as pesquisas eram restritas a duas construções, enquanto no jogo atual você compra mercenários, compra upgrades para suas estruturas, unidades e veículos e também recebe pontos de pesquisa por missão, podendo adaptar tecnologias alienígenas para a tecnologia Terrana, uma das inovações que eu mais gostei.

O enredo

Wings of Liberty retoma os eventos do jogo anterior, mas não é necessário jogar o primeiro para se inteirar. Existem três raças - Terrans, Protoss e Zergs. Terrans são os humanos, descendentes de criminosos e dissidentes políticos banidos da Terra. Os Protoss são alienígenas super desenvolvidos, religiosos e que vivem em pé de guerra com a terceira raça, os Zergs, insetos perigosos, resistentes que vivem em ninhadas, controlados por uma espécie de consciência coletiva, capazes de sobreviver nas mais variadas condições ambientais.

As três raças.
As três raças.

Protoss e Zergs vivem em luta constante. Uma antiga e misteriosa civilização, chamada Xel'Naga, descobriu os Zergs e fez uma série de modificações em seu DNA após abandonarem os Protoss, considerados uma falha. Como os Zergs adaptam seu DNA com base na genética de seus hospedeiros, eles passaram a procurar pela força e inteligência dos Protoss, e saíram em busca deles. Na busca por eles, os Zergs esbarram nos mundos humanos e se surpreendem com suas capacidades psíquicas. Starcraft começa com a invasão dos Zergs em vários mundos humanos.

Ficção e realidade

Uma coisa que sempre me atraiu no StarCraft, além da estratégia, é a tecnologia. As armaduras que vemos as unidades usando são biomecânicas, elas são aparafusadas diretamente no corpo e braços e pernas robóticas fazem o serviço. Homens biônicos como tendência a exploração em outros planetas? Faz sentido se formos pensar nas condições ambientais destes locais alienígenas e na fragilidade do corpo humano. Em condições adversas, uma roupa biomecânica daria conta de realizar os pesados trabalhos coloniais e garantir a segurança dos indivíduos. Isso requer um grande avanço em robótica e interface neural para garantir suavidade dos movimentos e a sensibilidade do ocupante, sem contar em evitar a rejeição dos materiais sintéticos.

Armadura biomecânica de Jim Raynor, personagem principal do jogo.
Armadura biomecânica de Jim Raynor, personagem principal do jogo.

Outro ponto interessante: o espaço foi colonizado pelos párias. Criminosos, rebeldes e dissidentes foram expulsos da Terra e formaram uma sociedade tipicamente espacial. Poderíamos chamá-los de humanos ainda? Essa provavelmente será uma definição a ser feita no futuro, com sociedades que não conhecem a Terra e que não se identificam com ela. Qual seria a definição de lugar, de identidade de pessoas que vivem no espaço, cujas estrelas e planetas acabam sendo suas referências geográficas? O ser humano se identifica com seu lugar de origem, a rua, a casa, a padaria na esquina, os vizinhos. Muita gente se sente deslocada com essa perda de referência. Como construir relações assim no espaço? Acredito que estamos longe da exploração espacial vista no jogo, mas acho que é uma questão de tempo até uma sociedade assim surgir.

Pontos positivos
Interface amigável
Controle pelo mouse
Missões não repetitivas
Gráficos e cinemática de alta qualidade

Pontos negativos

Jogo pesado, requer um computador robusto
Para usufruir o jogo completo, tem que ter conta no Battle.net


Avaliação do MS?

Vale cada segundo gasto nele para explorar novos mundos e se divertir. Quem gosta de estratégia, de pensar em como distribuir unidades, como atacar melhor seu inimigo e cumprir os objetivos, este é o seu game. Mesmo sendo um jogo que requeira um computador mais robusto, ele vale à pena ser jogado.

Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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James W. Harris