Resenha: Halo, Combat Evolved

segunda-feira, maio 28, 2012

A terceira de uma série de postagens sobre jogos de ficção científica traz hoje um dos jogos de maior sucesso da Microsoft. É uma ficção científica passada no espaço, em uma misteriosa estrutura alienígena conhecida como Halo, envolvendo batalhas contra alienígenas, sendo a pé, a bordo de veículos, e envolve estratégia, tiros e muita ciência interessante.




O jogo

Halo, Combat Evolved, (também só Halo) é um jogo de tiro em primeira pessoa produzida pelo Bungie Studios, um dos estúdios de games da Microsoft Game Studios, lançado em 2001 para Xbox e em 2003 pra PC e Mac OS X, também produtora de Myth e Marathon. Primeiro jogo da franquia, ele já conta com Halo 2 e Halo 3, sendo este último apenas para Xbox até o momento. Faixa etária 17 anos.

Capa de Halo, Combat Evolved.
Capa
Características gerais
O jogo segue os padrões para outros jogos semelhantes de tiro, onde o personagem segue sua missão em um ambiente 3D. Os gráficos são de alta qualidade e o jogador tem ampla visão do terreno, com controle de visão para todas as direções, podendo pular, correr, se abaixar, girando em 360 graus e interagindo com o ambiente, como quebrando vidros, janelas e portas.

Uma das coisas mais legais é que o jogador pode também comandar veículos, aeronaves, até mesmo um tanque de guerra e utilizar as armas neles acopladas em várias etapas da missão. Ele pode carregar soldados junto na carroceria, que atirarão nos inimigos, controlando facilmente a mira apenas com o mouse, mas se não souber dirigir direito pode inclusive matar os companheiros. Mesmo tendo uma classificação etária tão alta, eu não achei o jogo violento como costumam ser jogos de tiros.

Marter Chief, personagem principal, em ação.

Halo é uma das marcas que mais vende no mundo dos jogos, tendo superado em vendas Counter Strike, além das críticas favoráveis com altas classificações por parte dos especialistas em games, além de ter sido o jogo do ano em seu lançamento. Apenas no dia de lançamento, ele vendeu um milhão de cópias e nos meses seguintes, já contabilizava 50% das vendas de jogos para Xbox.


O enredo
O jogo se passa no século XXVI, onde a população crescente na Terra, juntamente com a capacidade de viajar mais rápido que a luz levou o ser humano a colonizar diversos planetas. O planeta Reach é um dos mais importantes, sendo um estaleiro interestelar e um centro de pesquisa científica e militar, onde um projeto secreto chamado de Spartan começa a pesquisa para criar uma arma biológica superior, super soldados modificados prontos para combate.

Armadura Mjolnir Mark V
Armadura Mjolnir Mark V.

Vinte e sete anos antes do início do jogo, porém, uma associação poderosa de alienígenas conhecida como The Covenant ataca diversas colônias humanas, alegando que são uma afronta aos deuses, o que desestabiliza a civilização e põe em perigo sua soberania. É então que os humanos resolvem colocar o projeto Spartan num novo nível, para descobrirem a localização do planeta natal dos aliens e acabar com os ataques. O governo manda soldados para o planeta Reach para serem armados e preparados para a missão, mas dois dias antes de estarem prontos, os alienígenas atacam e destroem a colônia.

Uma nave consegue escapar da destruição da colônia, a Pillar of Autumn, com o chefe dos soldados do projeto Spartan, Master Chief e a nave tenta um salto interestelar para levar os alienígenas para longe da Terra. É então que a nave encontra o Halo. Halo é um habitat espacial em forma de anel, fixado em um ponto de Lagrange de um planeta com sua lua, o que o faz ter rotação. Não se sabe exatamente sua função quando o jogo começa, mas ele apresenta construções, vegetação, controle de temperatura, e até neve. Você assume o papel do Master Chief, em uma armadura especial chamada Mjolnir Mark V de alta performance, em contato permanente com a inteligência artificial da Pillar of Atumn para ajudá-los nas missões, chamada Cortana, acoplada ao capacete. Não se conhece o rosto do Master Chief em nenhum jogo da série.


Ficção e realidade
Uma das coisas que eu mais achei interessante em Halo foi o habitat espacial de forma bastante distinta das demais estações espaciais ou qualquer outra habitação neste ambiente. Ela tem o formato de um anel, com dez mil km de largura, que possui rotação e todas as características de um planeta, apesar de sua forma. Não consegui enquadrá-lo em nenhum ambiente dos já imaginados por cientistas para sobrevivência no ambiente hostil do espaço (clique aqui e veja quais são). Ainda assim, mesmo com sua forma exótica, o ambiente mantém atmosfera, possivelmente por conta da inteligência artificial, 343 Guilty Spark, que o controla. Não temos capacidade técnica para construção de estações espaciais capazes de imitar o ambiente da Terra, mas não sabemos em que pé estará a civilização daqui centenas de anos.

Halo, o habitat espacial ao fundo.

Outro fato interessante, já abordado em outras franquias de ficção científica, é a questão dos super soldados, genética, física e ciberneticamente modificados para melhorar suas capacidades de combate, em geral contra um inimigo alienígena. Nas últimas temporadas de Arquivo X aparecem super soldados com genética híbrida humana/alien e faz pensar até que ponto a civilização iria para criar um tropa quase invencível para defendê-la, ou para atacar inimigos. É ético fazer isso? Criar uma nova espécie de ser humano para se defender? A pessoa ainda será considerada humana depois das modificações?


Pontos positivos
Interface amigável
Controle pelo mouse
Gráficos e cinemática de grande qualidade
Ótimo enredo
Pontos negativos
Missões repetitivas
Ausência de mapas de suporte nas missões
Jogador carrega apenas 3 armas por vez


Avaliação do MS?
Um jogo diferente, criativo, intenso e muito bem feito, capaz de entreter e ainda deslumbrar com a ciência espacial embutida nas missões. O habitát espacial Halo pode ser visto de várias posições do ambiente, onde você tem a dimensão do tamanho da estrutura e se imagina o porque da sua complexidade. Um jogo que vale à pena, apesar de antigo e que serve de base para os outros jogos da franquia.

Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

James W. Harris