A Grande Mãe

segunda-feira, março 07, 2011

Terra. Ah, Terra. Nosso lar, nossa casa, o palco da nossa existência - e do fim dela. O corpo humano evoluiu com seus ciclos, praticamente não percebemos que eles estão lá. Ao contrário de todos os outros planetas e corpos celestes, seu nome não vem de um deus romano ou grego. O nome deriva do latim - terra - e o significado literal é solo, região, país.





No entanto, em várias culturas, a Terra é vista como uma divindade, uma deusa e mãe, aquela que a todos cuida, mas que também a todos pune. Gaia para os gregos era a sua personificação, o símbolo supremo da fertilidade e é também o nome de um princípio filosófico no contexto das ciências ambientais. Gaia era aquela que trazia ordem ao Caos. Sua ausência traria o fim da existência.

Se a gente pensar, o princípio em si não está errado. Qualquer desequilíbrio no nosso ambiente, afeta nosso bem estar. E o desequilíbrio do ambiente, seja regional ou global, traz o caos. Se a convivência da humanidade com a Terra fosse harmônica, não haveria o caos temido pelos povos antigos.

Dos planetas do sistema solar, a Terra é única. Temos água em todos os estados, temperatura estável, sem ser muito frio ou demasiado quente e estamos relativamente seguros na nossa posição, vigiados pelo irmão maior Júpiter. É o planeta que melhor conhecemos, mas que sempre mantém seus mistérios. Não se tem ainda uma noção exata de como o campo magnético que nos protege é gerado, ou como são as profundezas oceânicas.

Nenhum outro foi tão mal compreendido. Ele já foi plano, já foi cercado por leite e por lava incandescente do inferno, foi apenas o Mediterrâneo, foi o centro do universo. Alguns dizem que ela tem cerca de 6 mil anos, outros que ela tem 4,5 bilhões. Mas uma coisa não muda. É o nosso lar e nossa casa. E sem os outros elementos - ar, água e fogo - fica irreconhecível. Dizem até que ela não gerou a vida, que os blocos elementares teriam vindo de fora - a panspermia. Parece uma redução da sua importância. Mas assim como ela começou sua existência, ela terminará. É o samsara do hinduísmo, o contínuo ciclo do nascimento, morte e renascimento.

Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

James W. Harris