Resenha: Death Disco v.1, de Atsushi Kaneko

Death Disco é um mangá surreal, violento e insano! Fãs do gênero estão felizes por ver a DarkSide apostando mais em mangás em sua coleção Graphic Novel. Depois de Fragmentos do Horror, de Junji Ito, e de A Menina do Outro Lado, de Nagabe, Death Disco é a nova aposta da editora, uma série dividida em sete volumes. Os dois primeiros já foram publicados!





Parceria Momentum Saga e
editora DarkSide


O mangá
Death Disco fala, basicamente, sobre uma legião de matadores, chamada de Guild, cujos objetivos não são muito claros para os leitores. Os matadores da Guild são classificados conforme os serviços prestados. Seus assassinos, também conhecidos como ceifadores, andam por aí fantasiados e usam de meios bastante cruéis para dar cabo de suas vítimas. Quando mais notório for o assassinato, maior a notoriedade desses ceifador dentro da Guild.

Resenha: Death Disco v.1, de Atsushi Kaneko


Começamos o enredo quando um chefão do crime é alertado de que se tornou o próximo alvo da Guild. Ele meio que não se importa com o alerta, já que mora em um lugar bem protegido e cheio de seguranças. Mas a Guild não manda apenas um ceifador, manda vários, cada um sedento para aumentar sua pontuação dentro da Guild. Cada um tem uma forma de vestir, de matar, mas nenhum deles é tão mortal e insano quando Deathko.

A garota se veste de maneira quase infantil, mas ela balança o frágil equilíbrio dentro da Guild. Ignorando completamente as regras dentro da organização, ela basicamente faz o que quer, quando quer e como bem entender. Sempre com doses extras de cinismo, sarcasmo e sangue. Deathko tem um ódio profundo pelo mundo, mas não conseguimos compreender muito bem, nesse volume, o que exatamente houve com ela.

Death Disco v.1


A ideia deste volume é ser meio introdutório, pois você vira as páginas apenas para ver tiro, porrada, bomba e muitas frases de efeito. Tudo é muito bem encaixado, os traços são incríveis, onde as expressões dos personagens são tão insanas quanto o próprio enredo. Por boa parte do volume vemos os ceifadores mais inusitados brigando entre si pela nova vítima e as elucubrações doidas de Deathko. Espero que nos próximos volumes possamos ver mais sobre a vida pregressa da protagonista, pois querendo ou não, ela chama muito a atenção de quem lê.

São várias cenas de ação, onde ceifadores diferentes se apresentam em busca do chefão do crime para matar, mas é só isso mesmo. Quase como uma ode à psicopatia, este volume não nos conta quase nada sobre o universo da Guild, nem como ela surgiu ou como se mantém. Se você procura por um enredo mais estruturado é capaz que se frustre com Death Disco. Acredito - e espero - que novas informações venham nos próximos volumes.

Apesar de não ter muitas informações, o autor conseguiu criar uma sequência que conta uma história de violência e insanidade. Então as cenas até que funcionam bem, mas não funcionarão se for só isso o que o autor tenha para mostrar. A tradução foi de Renata Garcia e está ótima. Não há problemas de revisão ou diagramação.

Death Disco



Obra e realidade
Curti bastante as referências e inspirações de Kaneko para o mangá. Fã dos trabalhos de Alfred Hitchcock, de Stanley Kubrick e de David Lynch, nota-se em Death Disco um clima noir, insano e desregrado, mas que obedece a uma ordem específica, ainda que ela não fique clara para nós. Quem conhece melhor o trabalho desses diretores vai conseguir identificar as inspirações de maneira bem óbvia.

Atsushi Kaneko


Atsushi Kaneko é um mangaka (autor de histórias em quadrinhos) e cineasta nascido em Sakata, no Japão, em 1966. Conhecido por obras como Soil e Bambi, foi indicado para o prêmio do Festival de Angoulême, o mais importante da Europa, em 2012, 2013 e 2015.


Pontos positivos
Deathko
Ceifadores
Traço
Pontos negativos
Violência
Enredo pouco explicado


Título: Death Disco v.1
Título original em japonês: デスコ 1 (ビームコミックス)
Autor: Atsushi Kaneko
Tradutor: Renata Garcia
Editora: DarkSide
Páginas: 424
Onde comprar: na Amazon ou na loja da DarkSide com brinde exclusivo!


Avaliação do MS?
Quem busca obras insanas, com violência e personagens excêntricos, achou! Mesmo que seja um volume bem introdutório, sem um enredo muito robusto, o mangá diverte e te deixa curiosa para um próximo volume. Quatro aliens para ele e uma forte indicação para você ler também.




Até mais! 💀


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1 Comentário

  1. Adorei as referências! Não estou muito acostumada a ler mangás ~ e mesmo as graphic novels que eu leio não têm essa pegada tão violenta. Mas gostei dos traços do Atsushi Kaneko, adorei conhecer!

    Não Me Mande Flores

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