Como se inspirar para escrever?

Volta e meia vejo algumas pessoas sentindo que estão sem inspiração para escrever. Até em blogs há muito estabelecidos, vejo um certo desânimo. E ó, entendo perfeitamente. Não é nem a falta de assunto, é a falta da inspiração mesmo de sentar e produzir. Outras vezes pode ser o medo da repercussão, de dizer algo que possa ser mal compreendido - ainda mais com a internet transbordando de ódio do jeito que está. Mas quem escreve sabe: não dá para deixar de escrever. Não é um hábito que você larga. Ou você escreve ou pensa em escrever.

Como se inspirar para escrever?

O estalo
Meu problema às vezes não é a falta de inspiração. Pode ser simplesmente dor nas costas mesmo. Aí preciso esperar passar, descansar e depois poder escrever. Eu estou sempre pensando em algo para escrever. Sempre. Como eu disse, a cabeça não para nunca. No post passado sobre meu processo criativo, eu comentei que as ideias para escrever podem surgir de qualquer lugar. Posso estar assistindo a um episódio de Perdidos no Espaço e de repente dá aquele estalo para escrever ou discutir algum assunto.

Temos que ficar atentas para estes estalos. Em geral eles são os gatilhos de ações poderosas. Somente você poderá escrever o texto sob o seu ponto de vista. Somente você poderá contar o que quer. Suas ideias e seu modo de escrever são seus, únicos. Sim, sempre nos inspiramos em outras pessoas, livros, textos, filmes, séries, poemas, vivências, tragédias, mas só você tem aquela chama de escrever o que você acha, acredita, critica. Se o problema for o medo de escrever, saiba: só você pode escrever isso.

Alguém sempre vai prestar atenção em você
Um medo recorrente é aquele: "ah, mas quem vai ler isso?". Acredite, sempre tem alguém para reparar no que você faz. Eu não tinha ideia do impacto dos meus textos até começar a aceitar a ir a eventos e começar a receber abraços, sorrisos e confissões de como algo que eu escrevi foi importante. Eu pensava que o que eu escrevia ficava ali perdido no imenso mar de letrinhas da internet. Em um mundo de outros textos, de tanta gente criativa, de tantos outros portais, o que eu poderia fazer de diferente? Pois é. Descobri que tinha muita gente lendo o conteúdo compartilhado por aqui, muita gente disposta a gastar uns minutinhos para ler e se inspirando nele para tocar seus próprios projetos.

É aí que entra sua responsabilidade enquanto produtor de conteúdo. A escrita é nossa ferramenta de conexão como outro e por isso você deve respeitar este outro. Seu trabalho pode servir de referência para pessoas que nunca tiveram coragem de mostrar seu trabalho com medo da recepção. Escrever é também um ato de resistência. Assim como muitas pessoas me ajudaram a perder o medo, seu trabalho está agora inspirando a alguém, trazendo um novo significado à vida dela. Se o problema é a falta de atenção, saiba: alguém sempre está de olho em você.

Busque a inspiração nos outros trabalhos
Às vezes o que nos falta é o pontapé inicial para começar. É como você ficar tentando lembrar de um nome; ele está lá, mas você não consegue segurar a primeira letra e verbalizá-lo. Pode ser que outras pessoas tenham a resposta. Vá nos blogues, vídeos, perfis das pessoas que você admira. Leia seus conteúdos. Ou pegue o livro daquela autora ou autor favoritos. Quem sabe umas palavras conhecidas te ajudem a desencalhar?

A internet é um vasto oceano de ideias. Há todo o tipo de conteúdo, até mesmo os de ódio. E não queremos propagá-lo. Queremos combatê-lo. Neste incrível ato de resistência que é o de escrever, você será alguém na linha de frente. Você e muitos outros criadores de conteúdo. Ao se inspirar no trabalho deles, você contribui com um trabalho que poderá levar informação e inspiração para os outros. Se o problema é a falta do pontapé, saiba: um jogo sempre tem mais de uma pessoa.

Desconecte-se
Algumas pessoas se cercam de informação para poder sempre ter ideias. Já adianto que isso nem sempre funciona. Pode até atrapalhar. Com o mar de informações que inundam nossas redes sociais hoje em dia, você pode acabar atolado delas, sem conseguir se inspirar, pois as consome de maneira superficial. Já passou por isso? Ter tanta coisa à sua disposição que, ao invés de consumir todo um texto que pode levar uns quinze minutos de leitura, você gasta dez para ler superficialmente uns cinco textos? Isso é muito comum. Na tentativa de abocanhar o maior número possível de informações, você acaba com indigestão.

Nestes momentos, desconecte-se. Eu tirei todas as notificações das redes sociais do meu celular. Só tenho notificações de SMS e de ligações. E ele vive no silencioso ou no modo de vibrar, especialmente se estou escrevendo. O que for de fato muito urgente vai chegar através de ligação. Fora isso, o celular fica de lado. Você não consegue ser produtiva se estiver atolada, sua cabeça vai começar a recusar informações. Se o problema é o excesso de informações, saiba: desconectar é o melhor que você faz.


Existem outras maneiras de buscar inspiração. Estas são as que funcionam para mim e espero que possam te ajudar também. O que você faz para se inspirar? Deixe nos comentários.

Até mais! 🦋

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Comentários

  1. A orientação para desconectar é muito boa. As notificações atrapalham o fluxo de pensamentos - e celular é aquele troço que nos impele a ver imediatamente as mensagens que chegam o tempo todo.

    Bem, eu confesso o meu desânimo, o meu blog já foi bem mais ativo nas atualizações; mas não deixo de escrever. Publicar é outra história. rs Minhas fontes de inspiração sempre foram os livros em trechos que eu parava a leitura para refletir; os noticiários de rádio ( sempre ouvi muito); o próprio dia a dia em que eu lido com inúmeras pessoas e suas realidades e histórias.

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  2. Amei a dica "Alguém vai sempre estar prestando atenção em você". Tenho exatamente este pensamento de que existem tantos outros escritores por ai, por que alguém vai reparar no meu texto? A verdade é que alguém sempre nota e isto é muito legal, saber que você pode fazer a diferença na vida das pessoas.

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  3. Eu só me pergunto por onde anda minha inspiração por esses últimos tempos...

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