10 coisas que você não sabia sobre Interestelar

domingo, fevereiro 04, 2018

Interestelar (2014) é um dos meus filmes favoritos para a vida. AMO absolutamente TUDO nele. Tudo. Eu chorei no cinema, depois chorei assistindo em casa novamente. Acredito que ele seja um dos novos clássicos da ficção científica, daqueles filmes que nos mostram uma ciência plausível e o que realmente importa na vida.




Com um orçamento de 165 milhões de dólares, o longa de Christopher Nolan faturou em bilheteria mais de 675 milhões. Foi indicado em cinco categorias no Oscar, tendo ganhado a estatueta de Melhores Efeitos Visuais. Vivendo em uma decadente sociedade pós-verdade, a humanidade se volta para a produção de alimentos, fechando universidades e diminuindo o incentivo à ciência, enquanto o planeta definha lentamente. Deixar o planeta e buscar um novo lar se torna o objetivo da humanidade.

10. Milho
Todas as cenas do milharal foram rodadas em um milharal de verdade, que Christopher Nolan pagou para ser cultivado. Eram cerca 200 hectares de milho, que depois foi vendido e rendeu uma graninha. Nolan aprendeu muito a respeito do cultivo devido à produção de Homem de Aço (2013).

9. Dr. Kip Thorne
Boa parte de toda a ciência do roteiro foi baseada nos trabalhos do famoso físico teórico Kip Thorne, cuja ciência também serviu de base para Contato (1994) e orientou vários roteiristas de séries de TV como Stargate SG-1. Segundo ele, o filme é um dos mais cientificamente corretos da indústria. A única licença poética de Interestelar são as nuvens que vemos no planeta gelado, que superam a resistência do gelo. O robô que vemos desmantelado no planeta gelado se chama KIPP em homenagem ao cientista.

8. Naves
As naves Endurance, Lander e Ranger foram todas filmadas com o uso de miniaturas e modelos em escala, criados pela empresa New Deal Studios. Nolan acreditava que efeitos especiais gerados em computador não dariam a veracidade que ele queria passar em cena quando víssemos o interior das naves e sua manobrabilidade. Algumas das cenas no espaço foram feitas com uma câmera IMAX instalada no nariz de um Learjet.

7. TARS e CASE
A grande maioria das cenas com os robôs TARS e CASE não foi gerada por computadores. TARS era controlado e dublado por Bill Irwin, apagado na edição e CASE também era controlado por Irwin, mas foi dublado por Josh Stewart. A personalidade dos robôs foi inspirada nos robôs de O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams.

6. Aposta
Kip Thorne fez uma posta - e ganhou! - com Stephen Hawking a respeito da teoria astrofísica que baseia o filme. Como resultado, Hawking teve que assinar a revista Penthouse por um ano. A aposta é mostrada no filme A Teoria de Tudo (2014), que também saiu no mesmo ano.

5. Hipotermia
Com locações no Canadá, em Los Angeles e na Islândia, neste último os atores precisavam ficar em contato com o frio intenso islandês para as cenas que se passavam no planeta de gelo. Isso quase causou uma hipotermia em Anne Hathaway, pois sua roupa de astronauta não era bem vedada.

4. Dust Bowl
O cenário apocalíptico da Terra foi inspirado no desastre do Dust Bowl, que ocorreu durante a Grande Depressão de 1929. O evento foi marcado por uma grande tempestade de areia que durou quase 10 anos, com picos acontecendo três vezes durante esse período. As areias varreram as Grandes Planícies, provocado por anos de práticas inadequadas de manejo do solo.

3. Stephen King
Murphy tem uma grande coleção de livros do pai em seu quarto. Entre eles podemos ver A Dança da Morte, de Stephen King, cujo enredo é semelhante ao de Interestelar, em que a humanidade está prestes a ser extinta e precisa ser realocada para outro lugar.

2. Hibernação
A técnica de hibernação que vemos no longa é uma referência aos estudos reais que mostram que a hibernação profunda pode ser induzida em seres humanos através da hipotermia. A hipotermia já é utilizada em alguns casos de cirurgias de peito aberto, no tratamento de lesões cerebrais e tem sido proposta como uma técnica para manter pessoas bastante feridas em acidentes vivas e sem sofrer lesões cerebrais enquanto são transportadas para hospitais para tratamento. Pessoas com hipotermia, por exemplo, não podem ser dadas como mortas, pois elas podem estar em uma espécie de hibernação.

1. Gargantua
O apelido dado ao buraco negro é Gargantua, que é um personagem dos livros de Francois Rabelais, a pentalogia de Gargântua e Pantagruel, escrita no século XVI. Ele é um gigante que possui um apetite voraz, quase impossível de ser satisfeito.


Até mais!

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Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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4 comentários

  1. Muito legal a sua postagem. Eu gostei muito do filme, mas aqui em casa sou minoria. Levo bronca sempre que o menciono. O consultor científico de "Interestelar", Kip Thorne ganhou o Nobel de Física de 2017 com mais dois cientistas, Rainer Weiss e Barry Barish.

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  2. Não sei se vi tudo ao certo, mas ao chegar dentro da Gargantua, Cooper tem a intuição de que os próprios humanos construíram o wormhole e a própria estrutura em 5a dimensão. Me pareceu um paradoxo desses completamente sem solução o fato de humanos terem chegado ao futuro sem essas estruturas pra depois poderem ajudar o passado, chamaria isso de Paradoxo de David Bowie, visto que nos dias de hoje seria impossível o cantor viajar para o passado pois já não está entre nós. Coisa parecida acontece com a série "Dark" visto que a linha temporal em que os fatos são narrados pressupõe que fatos que concorreram para a correta operação da máquina do tempo foram propiciados pelo seu pleno funcionamento.

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    1. Não foram os humanos, Gilson. Foram os seres que evoluíram A PARTIR dos humanos, capazes de viver em cinco dimensões. Trope velho da ficção científica, mas que foi bem utilizado em Interstellar.

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  3. Como o próprio "A Máquina do Tempo".... Obrigado

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