10 coisas que você não sabia sobre Contatos Imediatos de Terceiro Grau

quarta-feira, maio 17, 2017

Contatos Imediatos de Terceiro Grau (CE3K), de 1977, é um daqueles raros filmes de ficção científica em que um contato alienígena não leva à invasão do mundo, nem à destruição das grandes capitais. E é um dos grandes clássicos de FC!




Este era um projeto que Spielberg queria realizar há muito tempo. O acordo com a Columbia Pictures para a realização de um filme de ficção científica já tinha sido assinado desde 1973. Com roteiro de Steven Spielberg, Paul Schrader, John Hill, David Giler, Hal Barwood, Matthew Robbins e Jerry Belson, o título faz referência às classificações dadas aos encontros com OVNIs e alienígenas, criado pelo ufólogo J. Allen Hynek. O encontro de Terceiro Grau é aquele em que a pessoa tem contato real e físico com seres alienígenas. Foram 20 milhões de orçamento e 338 milhões de dólares em bilheterias.

10. Ninguém queria o papel principal
Spielberg ofereceu o papel de Roy Neary a Steve McQueen, que não quiseram. Depois, ele ofereceu para Dustin Hoffman, Al Pacino, Jack Nicholson, Gene Hackman e James Caan, que também rejeitaram a oferta. Por fim, Spielberg ligou para seu amigo de longa data, Richard Dreyfuss, que já tinha trabalhado com o diretor em Tubarão, e enfim o papel foi aceito.

9. Meryl Streep quase participou
A jovem atriz, recém-formada na escola de drama de Yale, Meryl Streep, participou da seleção para o papel da esposa de Roy, Ronnie, mas Spielberg acabou escalando a atriz Teri Garr, que o convenceu após um comercial de café, no qual ela conseguiu exprimir diversas emoções em menos de 30 segundos.

8. Aposta
Tanto Spielberg quanto seu amigo, George Lucas, tinham filmes saindo em 1977. O projeto de Lucas era uma fantasia espacial chamada Star Wars e ele duvidava que fosse tão bem sucedida nos cinemas quanto o novo longa do amigo, muito bem sucedido em Tubarão. Assim ele ofereceu a Spielberg uma aposta amigável: os dois concordaram dar um ao outro 2,5% dos lucros de seus filmes. O valor acabou ficando em 40 milhões de dólares.

7. Filme diferente
No começo, a ideia de Spielberg era fazer um filme que se seguisse ao escândalo de Watergate, envolvendo OVNIs e membros do governo, com o nome de “Watch the Skies” (frase retirada de "O Monstro do Ártico", de 1951). A ideia evoluiu para envolver militares trabalhando no Projeto Blue Book, da Força Aérea, que estudou OVNIs entre os anos 1950 e 1960. O nome do projeto mudou para “Kingdom Come” e depois de várias rejeições da parte do estúdio, finalmente, saiu o roteiro original com o nome de Close Encounters of the Third Kind.

6. Aliens e orangotangos
A ideia inicial de Spielberg para os alienígenas era no mínimo estranha: ele não queria que eles andassem como humanos, mas sim que deslizassem. E para isso o diretor teve a ~brilhante~ ideia de usar orangotangos. Então, a equipe de efeitos resolveu fazer o teste, colocando collants nos orangotangos e patins. Obviamente, eles arrancaram a coisa toda e arremessaram contra a equipe de efeitos. Os pequenos aliens que vemos no filme são crianças do ensino fundamental usando uma roupa especial e máscaras, que foram fortemente retroiluminadas para criar o efeito de silhueta alienígena e a fotografia borrada para não mostrar que eram máscaras de borracha.

5. CGI
O diretor queria usar imagens geradas em computador para os aliens e sua nave. E realmente uma cena foi criada com um OVNI sobrevoando o estádio. Infelizmente, esta única cena levou três semanas para ser feita e foi uma das primeiras imagens geradas em computador para um filme. Como era impraticável esperar três semanas para cada cena, a ideia foi abandonada e tudo foi feito na unha mesmo.

4. Projeto verdadeiro
Spielberg baseou parte do filme na pesquisa verídica de Allen Hynek a respeito de OVNIs, que trabalhou como consultor para o projeto Blue Book. Ele dizia que cerca de 11% de todos os avistamentos de OVNIs não podiam ser explicados pela ciência. É dele a classificação de encontros imediatos: o primeiro grau você avista o OVNI, no segundo grau você tem evidência física da existência de aliens, no terceiro você entra em contato com a forma de vida alienígena e, mais recentemente, foram criados os contatos de quarto grau, que é quando há além do contato físico também há comunicação e quinto grau, que é quando ocorre a abdução.

3. Minha casa, minha vida
A casa da família Neary, na Carlisle Drive East, número 1613, em Mobile, Alabama, foi realmente comprada pela produção do filme por 35 mil dólares, para que eles fizessem com ela o que quisessem. A casa foi vendida, depois da estreia do filme, por 50 mil dólares.

2. Dá o tom, maestro
A icônica música de cinco notas que possibilita a comunicação dos aliens com os humanos foi a primeira coisa a ser feita pela produção, um ano antes das gravações começarem. O compositor John Williams queria, inicialmente, uma sequência de sete notas, que ficou grande demais para o gosto de Spielberg. John Williams então chamou um matemático para estimar quantas combinações de cinco notas poderiam ser feitas - 134 mil - a partir de uma escola de 12 notas. Foram 100 versões diferentes rejeitadas pelo diretor. As cinco notas acabaram saindo espontaneamente uma noite em que Spielbierg e Williams jantavam.

1. Precursor de E.T.
Para ajudar na criação do alienígena que se despede no final do filme, usando linguagem de sinais coordenada com a música, Spielberg chamou o especialista em efeitos especiais, Carlo Rambaldi. Ele criou um boneco totalmente articulado, de alumínio e fibra de vidro, que Spielberg apelidou de "Puck", operado por sete pessoas. Puck acabou levando o diretor a se perguntar: e se esse camarada não conseguisse voltar para sua nave? Rambaldi também se envolveria no desenvolvimento do boneco de E.T.


Tudo pronto para os encontros imediatos?

Até mais!

Já que você chegou aqui...

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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1 comentários

  1. Adorei saber mais sobre o filme! Morri de rir com a parte dos orangotangos, rsrsrs.. Adoro esta seção do seu blog...

    Texto devidamente compartilhado!

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