TAG: Eu Sou do Tempo...

terça-feira, fevereiro 24, 2015

vintage clock
Você é do tempo de que? De qual tempo? A qual tempo você pertence? Você sabe dizer que horas são, de cabeça? Quanto tempo você leva para chegar ao trabalho, à faculdade, em casa? Vivemos regidos pela ditadura do tempo. Nascemos, envelhecemos, morremos e no meio desses três eventos estamos regidos pela infalibilidade do tempo. Tentamos acompanhá-lo, mas nem sempre é possível. Qual é o seu tempo? Quanto tempo a gente tem?





Esta blogagem foi proposta para que a gente relembre algumas coisas, ria de outras, pense no tempo que passou. Deixo o convite em aberto para os blogs que queira participar e mesmo que você não tenha um blog, deixei seu comentário lá embaixo (precisa estar logado no Facebook) sobre o seu tempo. Blogs que participarem, deixem seu link!


Eu nasci em 1980. A guilhotina, na França, seria abolida em 1981. A ditadura militar só seria abolida no Brasil em 1985. Chernobyl derreteu em 1986. O Muro de Berlim caiu em 1989. Daniela Perez foi assassinada em 1992. Ayrton Senna bateu contra a Tamburello em 1994. Em 1997 eu parei de tomar refrigerante. Em 2001, o World Trade Center veio abaixo. Estes são anos que lembro de cabeça, mas nem tudo é possível se lembrar com exatidão. Não há cérebro suficiente para lembrar de tudo.

Sou do tempo em que as peruas escolares tinham o chamado "chiqueirinho". Eram aquelas Kombis, com a faixa amarelo-ovo nas laterais e com bancos desconfortáveis de mola. No chiqueirinho a gente jogava as mochilas e às vezes, com a perua muito lotada, até mesmo a gente ia parar lá. Quando a prefeitura proibiu que crianças fossem levadas na parte de trás da Kombi, nos deparamos com uma grade horrorosa e nos irritamos por não mais poder pular lá pra trás.

A gente chamava o perueiro de "tio". O meu era o Tio Jaime. Pai e filho. O filho, Jaime Jr., adorava rock nacional e colocava o som da perua no máximo no Nenhum de Nós. Ele também me esqueceu na perua uma vez. Eu dormi no banco lá de trás da Kombi e era a última que ele entregava. Quando levantei a cabeça ao sentir a Kombi parar (já na garagem dele), ele tomou um susto e me levou pra casa. E o susto da minha mãe?


Sou do tempo das "chuquinhas" da Pakalolo e dos brinquinhos adesivos. Aquilo que era ostentação, miga! Quem tinha um monte era considerada a afortunada da turma. Também lembro das pulseiras feitas com cordinhas de violão. Mas como eu sempre era do contra, assim que uma coisa popularizava e tudo mundo estava usando, eu tirava. Foi assim com as chuquinhas, com as cordinhas de violão e com os colares de chupetinha. Sou do tempo em que achávamos Vanilla Ice um gato e onde todo mundo cantava Step By Step, do New Kids On The Block. Também sou do tempo do pânico generalizado com as Balas Soft, que diziam ter matado fulano, ciclano e beltrano porque ela causou sufocamento.

Também sou do tempo de esperar na frente do rádio, com a fita K7 no ponto pra gravar aquela música massa e quando a gente, finalmente, conseguia gravar o desgraçado do locutor começava a falar em cima. NÃÃÃÃÃÃÃO!! Mas mesmo assim eu ouvia, com a voz do cara e tudo. Era também a época da pergunta de toda tarde da rádio Transamérica e a gente ligava com uma resposta. A melhor ganhava alguma coisa. Também sou do tempo dos jogos por telefone! Joguei o Hugo, na Gazeta e o Garganta e Torcicolo, na MTV. Mas era horrível jogar pelas teclas do telefone. No joguinho do Hugo eu fui bem, ganhei uma camiseta e um walkman, enquanto que do Garganta e Torcicolo ganhei uma camiseta.


Sou do tempo em que a gente desenrolava fita K7 com caneta BIC (que a gente nunca compra, mas sempre tem) e do tempo em que tinha que sair correndo nas pequenas livrarias da Rua Teodoro Sampaio para procurar livros da Coleção Vaga-lume porque era a leitura do bimestre no colégio. Sou do tempo de carregar fichas da Telesp na mochila e de pagar a passagem de ônibus com umas quinze notas diferentes, antes do Real entrar em vigor, em 1994.

Sou do tempo em que nem havia SPTrans, era a CMTC. Sou do tempo dos baldes de LEGO, dos Pinos Mágicos, do Playmobil e dos bloquinhos de madeira do Mega Construtor. Do pirulito de chupeta, do Aquaplay, dos Changeman, dos Flashman, do programa da Angélica na Manchete e do Xou da Xuxa. Sou do tempo do lápis troca-ponta, do flufy e da Galinha Azul do Caldo Maggi. Tomei muito capote no Pogo-bol, escrevia com aquela caneta de dez cores super desconfortável e tinha o estojo rosa automático, que mais parecia um canivete suíço.

Tive o Fofão, a boneca da Mônica e da boneca possuída pelo capiroto da Xuxa. Tive Dancing Flor, Menina Flor, o Snif-Snif e um par de patins (mas nunca aprendia a andar com ele). Fiz a campanha do "Não esqueça a minha Caloi" e colocava em todos os cantos da casa, até que ganhei uma. Usava as roupas da minha mãe quando ela não estava em casa e andava de bicicleta em volta da mesa da cozinha.

Baby Sybylla and beyond! Qual é o seu tempo?

Enfim... estes são tempos que vivem pelas lembranças, pelas fotos, em nossa memória. E você, qual é o seu tempo? Deixe seu comentário e/ou seu link para a blogagem. A TAG não tem validade, assim como o tempo.

Até mais!



Participam também:

aceita um leite?
Meteorópole
Tiozinho Nerd
Prosa Livre

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

James W. Harris