10 tipos de distopias

quinta-feira, outubro 23, 2014

Sabemos que os enredos apocalípticos, pós-apocalíticos, desgracentos, que acabam com o mundo e com a humanidade estão em alta nos últimos anos. E eles rendem muito, seja na TV, na livraria ou no cinema, temos muitos exemplos de distopias. E já que falei de distopia no post anterior, resolvi traduzir em partes e reordenar a lista de 10 tipos de distopia do io9. Tomei a liberdade de fazer adições ou de alterar algumas coisas, mas você pode ler a lista original aqui.




10. Fim dos recursos naturais
Imagine um mundo sem petróleo. Ou sem água. Quem sabe sem ferro, ouro ou terras raras? É, este tipo de apocalipse seria lento e agonizante. Nossos veículos estariam parados em avenidas, ruas, pátios e pistas de pouso. Geradores parariam de funcionar sem combustível, logo teríamos o desabastecimento das grandes cidades, conflitos nas ruas por comida...


Este talvez seja o cenário mais próximo da nossa realidade, pois isso já está acontecendo. Se andarmos neste ritmo, nossos recursos vão sim acabar e não teremos como substituir muitos deles, a menos que haja uma mudança na forma de consumo e/ou de produção de novos materiais. Deste ponto em que estamos é ladeira abaixo, a menos que algo mude.


9. Tecnologia falha
Se amanhã a eletricidade nunca mais ligar as luzes das ruas, alimentar o metrô, se nada mais que for elétrico funcionar, nossa vida na internet já era. Nossa capacidade de voar e de atravessar o globo em horas já era. Estaríamos de volta à época em que era tudo na base do vapor, da tração animal, das velas e do banho de canequinha. Este é o mundo da série de TV Revolution.


Não seria fácil se acostumar a viver num mundo desses. Ainda mais quem vive nas cidades teria problemas de adaptação, certamente. Teríamos mais coisas artesanais e aos poucos o que restava daquele mundo iluminado será apagado. As distâncias que tinham sido diminuídas pela internet e pelas viagens aéreas aumentarão e seremos novamente uma sociedade praticamente rural.


8. Pessoas que desaparecem
Temos duas modalidades aqui: ou algumas pessoas começam a desaparecer, sejam isoladas, sejam em grupos ou um tipo específico de pessoa desaparece, como somente homens, ou somente as mulheres ou somente as crianças. Alguma coisa aqui acontece para demonstrar a importância de cada um de nós dentro de uma coletividade.


A causa dos desaparecimentos pode diferir: abduções, doenças, guerras, espíritos, mas aqui o que vale é extrapolar o abandono, a falta que as pessoas fazem e como que seu desaparecimento pode ter sido traumático para a sociedade em si. Um mundo onde todas as pessoas fiquem estéreis e as crianças parem de nascer seria o fim lento e agonizante da raça humana.


7. Terra abandonada
Se o planeta se tornar quase hostil à vida humana, poderíamos simplesmente partir, não é mesmo? Pode ser uma estação espacial ao redor do planeta, podemos encontrar outro planeta para ir, podemos nunca mais voltar ou tornar o planeta todo uma imensa reserva de biodiversidade. Mas sair daqui pode ser uma opção em um futuro remoto.


Algumas franquias, simplesmente, não mencionam a Terra nunca mais. Outras voltam para ver o que aconteceu por aqui. A natureza tomou conta de tudo? As cidades estão em ruínas? Existem sobreviventes, descendentes daqueles que ficaram para trás? O medo de perder a segurança de nosso lar no cosmos faz deste tipo de distopia um modo perturbador de ver a sociedade, especialmente em condições adversas no espaço.


6. Holocausto nuclear
Este tipo de desgraça perdeu um pouco da fama, mas não deixa de ser igualmente terrível, pois uma explosão nuclear deixa um rastro de destruição terrível demais, áreas contaminadas e a radiação causa deformações, câncer e morte em altas doses. Ele foi bastante popular durante a Guerra Fria porque refletia um medo generalizado no ocidente de uma guerra nuclear.


Sua principal característica e crítica é que uma explosão nuclear é o ápice da tecnologia de destruição em massa. Ela pode aniquilar tudo o que é vivo e deixar apenas escombros, contaminando o que estiver longe demais e assim tornando a vida de sobreviventes bastante difícil já que arrumar comida e água limpa seriam bem difíceis.


5. Monstros ou aliens
As invasões alienígenas ou monstros gigantes são capazes de destruir as cidades e nossos modos de vida rapidinho. Quem lembra de Independence Day lembra dos grandes símbolos norte-americanos sendo destruídos e a tremenda onda de choque que varreu as áreas urbanas destruindo tudo ao seu caminho. Oblivion seguiu o mesmo caminho, com o planeta inteiro reconfigurado e secando depois da chegada de aliens sedentos de recursos naturais.


Monstros como Godzilla ou um T-Rex solto pelas ruas causaria um grau de destruição considerável. Isso me fez pensar nas aventuras de Jaspion, Changeman e toda aquela galeria de heróis japoneses que destruíam monstros sem antes acabar com metade de Tóquio no processo. Mas, de qualquer forma, este não é um fim que gostaríamos de ter, pois é bem possível que os aliens deixassem isso aqui tão detonado que sobreviver aqui seria bastante difícil.


4. Desastres naturais
Um desastre de grandes proporções como vulcanismo intenso, um meteoro, terremotos, tudo isso despedaçaria nossa civilização em pouco tempo. Quem leu ou viu o filme A Estrada, deve lembrar que houve algum desastre não especificado e a população começou a definhar, seguindo as antigas estradas em busca de comida. E muitos grupos se tornaram canibais já que não havia mais comida disponível em lugar nenhum.


Este seria um apocalipse "só de ida". Não daria para recomeçar caso as mudanças ambientais se tornem cada vez mais severas a ponto de tornar o planeta inteiro inabitável. Aí o jeito é perecer junto da natureza ou partir para outro planeta, se possível. Erupções solares, aquecimento global, tsnumais, escolha seu fim preferido.


3. Levante das máquinas
Pode até ser que as máquinas não ganhem consciência um dia e se volte contra nós, mas com certeza este é um tipo de distopia que assusta. Se um super computador adquirir consciência, não sei se vai querer nos matar ou nos aniquilar, mas certamente seria o apocalipse, já que estamos praticamente cercados por máquinas o tempo todo.


O principal tema aqui é o nosso medo de criarmos algo mais inteligente que a raça humana e depois não ter condição de combatê-la. Estamos tão dependentes destas tecnologias que temos dificuldades para nos imaginar sem os confortos modernos - no caso de um apocalipse - e temos uma dificuldade maior ainda (além do medo) de imaginar estas máquinas que tanto nos ajudam se convertendo em assassinos em massa.


2. Epidemias
O problema aqui é o medo que temos das doenças e suas subsequentes epidemias. Convivemos com doenças o tempo todo, mas sabemos que uma gripe mais forte pode causar estragos na população como tivemos com a Gripe Espanhola. Ultimamente, temos visto o temor mundial diante do Ebola, um dos vírus mais mortais existentes, para o qual (ainda) não há vacina.


Vírus mortais também são ótimas alegorias para criticar a sociedade. Esse medo natural do desconhecido e as relações com os contaminados rendem bons enredos. As epidemias ficaram ainda mais perigosas com a intensificação da globalização e das viagens. Hoje podemos estar em qualquer lugar do globo em 24hs carregando conosco nossos vírus, fungos e bactérias e pegando outros pelo caminho. Lave bem as mãos.


1. Zumbis
Ahhhh, os nosso amigos pútridos e queridos, sedentos de carne humana, ambulantes sanguinolentos que derrubam as civilizações. Mais perigosos que a varíola ou as bombas nucleares, os zumbis são os astros do apocalipse moderno, tendo sido catapultados na cultura pop pelo estrondoso sucesso de The Walking Dead.


O que dá mais medo em um apocalipse desse é que seu parente, amigo, filho, aquela pessoa que você mais ama é um inimigo em potencial. E não terá pena nenhuma de você ao se tornar um zumbi e se levantar de seu túmulo para comer seu cérebro. Além disso, os zumbis são uma ótima alegoria para as críticas sociais que queremos fazer numa obra de ficção justamente por este caráter humano perdido ao se transformar num predador.


Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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