Resenha: The Lord of the Rings, War in the North

quinta-feira, outubro 31, 2013

Fazia muito tempo que eu não resenhava um jogo por aqui. O problema é que eu não jogo coisas muito recentes e acabo desistindo de resenhar jogos que são de muitos anos atrás. Mas estive jogando Lord of the Rings e achei que merecia uma resenha sobre ele. Não é ficção científica, mas agrada do mesmo jeito. Para quem não conhece, também fica a dica.




O jogo
Fãs de RPG já conhecem bem o estilo e, portanto, não vão estranhar. Lançado em 2011, mas pouco comentado por aí, ele pode ser jogado no PC, no Xbox 360 ou no PS3, podendo ser jogado no modo single ou multiplayer. Sua jogabilidade é muito boa, com comandos simples de teclado e mouse (no meu caso eu joguei no computador) e os cenários são sempre grandiosos e ricos, bem detalhados. Senti falta de um botão de pulo para os personagens. E o computador precisa ser robusto para suportar.

Temos dois golpes principais para cada personagem, já que o jogo todo se baseia em combates. Conforme você ganha pontos e sobe o nível de seu herói, é possível portar armas nas duas mãos e assim aumentar seu potencial de ataque. É possível usar magia também, mas é preciso ganhar pontos primeiro, exceto com a elfa.


Os personagens são facilmente controlados e trabalham em equipe. Neste sentido, a funcionalidade foi certeira, pois um não deixa o outro na mão, temos sempre os três juntos, auxiliando nas batalhas ou amparando um companheiro ferido (bem parecido com o Left 4 Dead, por exemplo). No entanto, mesmo com a boa jogabilidade, com os belos cenários, o jogo cansa depois de um certo tempo. Os inimigos não mudam muito ao longo do jogo e você acaba se preocupando em upar seu personagem e passar para a próxima fase. Todos os velhos conhecidos da saga de O Senhor dos Aneis estão lá, mas apenas como acessórios, já que não fazem parte do enredo de War in the North. Os inimigos também são conhecidos e como eles aparecem praticamente o tempo todo, você cansa deles rapidamente.

O enredo
War in the North é um enredo paralelo ao que acontece em O Senhor dos Aneis. Temos um humano (Eradan), um anão (Farin) e uma elfa (Andriel). O trio se envolve com a saga de Frodo ao ajudar Aragorn, que os encontra em Bri e lhes pede ajuda para investigar uma série de ataques e para descobrir mais sobre um poderoso servo de Sauron chamado Agandaur.

Deslocando-se de Bri para diversas localidades na Terra Média, o trio se encontra com os filhos de Elrond, com as águias gigantes (que são uma mão na roda em boa parte do jogo) e, em Valfenda, encontram Frodo, Bilbo, Arwen, com a opção de cumprir algumas missões para eles.


Enquanto Frodo se encarrega de levar o Um Anel para a Montanha da Perdição, nosso trio corajoso vai à caça de Agandaur, tratando com os anões e inclusive com um dragão. Esta parte ficou bem parecida com O Hobbit. Ele cita lugares no norte da Terra Média que foram pouco comentados na trilogia original e isso pode causar certo estranhamento para os fãs.

Quem não liga muito para isso, pode se divertir com o enredo paralelo. Joguei apenas com Eradan e com Andriel, não testei o anão, mas o legal de Andriel é que você pode produzir suas próprias poções com plantas e cogumelos que podem ser colhidos pelos cenários.


Requisitos mínimos
Processador: Core 2 Duo 2.4 GHz ou Athlon equivalente
Velocidade do processador: 2 núcleos de 2.4 GHz;
Memória RAM: 2 GB;
Direct3D: Sim;
Versão do DirectX: 9.0c;
Sistemas Operacionais: Windows XP, Windows XP 64-bit, Windows Vista, Windows Vista 64-bit, Windows 7, Windows 7 64-bit, Windows 8;
Espaço: 10 GB livres em disco;

Pontos positivos
Interface amigável
Controle pelo mouse
Gráficos e cinemática de alta qualidade
Pontos negativos
Jogo pesado, requer um computador robusto
Missões ficam repetitivas
Enredo não engrena

Título: The Lord of the Rings, War in the North
Desenvolvedora: Snowblind Studios
Lançamento: 1º de novembro de 2011
Gênero: RPG

Avaliação do MS?
É realmente uma pena que um jogo com tal qualidade, com um nome tão forte como o de O Senhor dos Anéis na capa tenha ficado tão repetitivo. Tudo no início empolga, mas logo você percebe que nada vai mudar até chegar a Agandaur, que é a batalha final. Fica como dica para quem não está fazendo nada, ou jogando outra coisa, mas num geral, o War in the North é bem mediano. Acredito que foi uma chance desperdiçada, pois ele tinha potencial para ser bem melhor. Três aliens para nosso trio corajoso.


Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





Leia esses também...

0 comentários

ANTES DE COMENTAR:

Comentários anônimos, incompreensíveis ou com ofensas serão excluídos.
O mesmo vale para comentários:
- ofensivos e com ameaças;
- preconceituosos;
- misóginos;
- homo/lesbo/bi/transfóbicos;
- com palavrões e palavras de baixo calão;
- reaças.
A área de comentários não é a casa da mãe Joana, então tenha respeito, especialmente se for discordar do coleguinha. A autora não se responsabiliza por opiniões emitidas nos comentários. Essas opiniões não refletem necessariamente as da autoria do blog.

Viajantes

Curta no Facebook

❤️


"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

James W. Harris