Resenha: Depois da Terra (2013)

sexta-feira, junho 21, 2013

Semana passada fui ao cinema assistir Depois da Terra, o novo filme com Will Smith e seu filho Jaden. É uma pena que o filme tenha saído com tantos furos, como tem sido de praxe nos enredos do M. Night Shyamalan que insiste em ser diretor e insiste em continuar fazendo ficção científica depois do filme Sinais.




O filme

A Terra foi evacuada em massa quando o ambiente por nós mesmos poluído se tornou demasiado perigoso para nossa sobrevivência. A raça humana então se refugiou em Nova Prime (onde era a Prime original?), mas nem tudo são flores. Mil anos depois, os humanos se confrontam com os S'krell, alienígenas que pretendem conquistar o planeta. Eles então soltam as ursas, feras sanguinárias que caçam as pessoas ao captar os feromônios que liberamos quando estamos com medo.


O general Cypher Raige (Will Smith), liderando a Corporação dos Rangers, combate as ursas, tendo se tornado um Fantasma (me fez lembrar de Starcraft Ghost), um indivíduo sem medo e que portanto é invisível às ursas. Ele ensina então esta técnica dos Fantasmas aos companheiros, conseguindo assim acabar com a ameaça.

Infelizmente, para o general, as coisas em casa não estão tão boas. Seu filho Kitai tenta a todo custo se tornar um Ranger na tentativa de ganhar o apreço do pai que passa a maior parte do tempo fora de casa. Ele então decide levar o garoto para um campo de treinamento para que possam passar um tempo juntos e é a caminho deste local que a nave de transporte sofre avarias sérias, onde o piloto é obrigado a fazer um pouso forçado em um planeta em quarentena há muitos séculos: a Terra.

Kitai e o pai, o general. 

Tudo na Terra evoluiu para matar seres humanos (oi?) e mil anos depois não há um só vestígio de nossas cidades e obras, mas os animais evoluíram de maneira absurdamente rápida para tão pouco tempo, sem contar que a dinâmica climática terrestre foi totalmente ignorada em várias cenas de rápido congelamento quando a noite cai. Mas rápido mesmo, de criar geada em alguns segundos e de matar alguém congelado quase que na hora.

Se você quiser assistir um filme sobre a complicada relação de um pai com um filho depois de uma tragédia familiar, assista Depois da Terra. Mas se quiser assistir um filme de ficção científica, não gaste dinheiro indo ao cinema vendo esse filme. Assista Star Trek Into Darkness que é muito melhor. Will Smith é a única coisa que segura o enredo todo, pois o próprio Jaden está péssimo na tela e acredito que a culpa seja da direção. Uma pena.


Ficção e realidade

Ignorando os furos científicos do filme, ele toca em um assunto que vem pipocando nas telas dos cinemas, sobre o que estamos fazendo com o planeta. Depois da Terra não explica com detalhes o que de fato acontece, mas reforça que as guerras, a poluição, tudo isso junto com o excesso do consumo espoliaram o planeta a ponto de tornar a vida humana aqui quase impossível. Wall-E tratou muito bem do assunto ao mostrar os humanos vivendo nos confortos do espaço enquanto o planeta era destralhado, entupido de lixo até a boca.

Terra, mil anos depois.

A economia deve prosseguir, ninguém questiona isso. Mas fica o alerta sobre tentar fazer dela algo menos agressivo ao ambiente. Como isso será resolvido, se será resolvido, é uma questão que eu nem me arrisco a responder, mas a conta será cobrada das gerações seguintes.


Pontos positivos
Will Smith
Cenários exuberantes
Bons efeitos especiais

Pontos negativos
Ciência ignorada
M. Night Shyamalan
Já falei do Shyamalan?


Título: Depois da Terra (After Earth)
Ano: 2013
Direção: M. Night Shyamalan
Duração: 100 minutos


Avaliação do MS?

Não cobre muito do filme. Assista num dia em que ele estiver na TV, naquelas frequentes reprises da TV a cabo, pois é um filme que não agrega nada, NA-DA. M. Night Shyamalan parece que não acerta uma faz tempo.


Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

James W. Harris