O Máskara (1994) foi um dos grandes sucessos no ano de seu lançamento. Comédia pastelão levemente baseada nos quadrinhos de John Arcudi e Doug Mahnke, o filme mostra um bancário introvertido e tímido que descobre um artefato antigo, uma máscara de grande poder, que possui o espírito do deus escandinavo Loki, capaz de transformá-lo no mais improvável dos super-heróis e uma versão cartunesca dele mesmo, que sai pela cidade e acaba se envolvendo sem querer com um mafioso, dono de um clube local.

Com um orçamento de cerca de 20 milhões de dólares e dirigido por Chuck Russell, o longa arrecadou impressionantes 352 milhões de dólares em bilheteria e catapultou várias carreiras, como a de Cameron Diaz.
10. Desenvolvimento
Em 1989, Mike Richardson e Todd Moyer, respectivamente o fundador e o vice-presidente executivo da Dark Horse Comics, sondaram a New Line Cinema sobre a adaptação da história em quadrinhos "The Mask" para o cinema, após terem recebido propostas de outros estúdios. O personagem principal passou por diversas transformações em diferentes versões do roteiro, e o projeto foi adiado várias vezes. Inicialmente concebido como uma nova franquia de terror, a New Line Cinema ofereceu a direção do filme a Chuck Russell, que havia trabalhado anteriormente na franquia A Hora do Pesadelo e no remake de A Bolha Assassina, de 1988. Russell não curtiu a violência excessiva dos quadrinhos e decidiu que não funcionaria em um filme; em vez disso, propôs um tom mais cômico e voltado para a família, baseado nos estilos dos filmes mudos e na comédia de estrelas como Buster Keaton.9. Protagonista
No começo, vários atores foram sugeridos como possíveis candidatos para o papel principal, entre eles Rick Moranis, Martin Short e Robin Williams. Foi então que o executivo da New Line Cinema, Mike DeLuca, mostrou uma gravação de Jim Carrey interpretando um esquete do programa de comédia In Living Color. O diretor Chuck Russell já havia visto Carrey se apresentar ao vivo no The Comedy Store e o acompanhava no In Living Color, e estava ansioso para escalá-lo para o filme. Carrey era o primeiro da sua lista e o roteiro havia sido reescrito para ele, mas Nicolas Cage e Matthew Broderick também foram considerados caso ele recusasse. O que mais atraiu Jim Carrey para o projeto foi o fato de Stanley Ipkiss, assim como ele, ser um grande fã de desenhos animados.8. Tina Carlyle
A primeira escolha de Russell para interpretar Tina era Anna Nicole Smith; mas ela desistiu no último minuto para participar de Corra que a Polícia Vem Aí 33 1/3: O Insulto Final. Um figurinista com quem ele havia trabalhado recomendou uma então desconhecida Cameron Diaz e a convenceu a fazer um teste para o papel. Ela acabou fazendo 12 testes para o filme e só conseguiu o papel oficialmente uma semana antes do início da produção. No entanto, Diaz não fez todas as cenas, já que sua voz cantando foi dublada por Susan Boyd. A personagem foi originalmente escrita como uma boa moça que na verdade é má, mas depois que Diaz foi escalada, o papel foi reescrito para torná-la genuinamente uma boa pessoa. A escolha foi bastante acertada, porque ela reagia muito bem às improvisações de Jim Carrey e deu leveza ao papel.7. Efeitos especiais
Os efeitos visuais do longa foram feitos pela Industrial Light & Magic e pela Dream Quest Images. Inicialmente, a New Line investiria pesado em efeitos especiais por contar com um elenco praticamente desconhecido. Mas a escalação de Jim Carrey economizou mais de 1 milhão de dólares em efeitos, já que o ator fazia todos os movimentos do personagem, caras e bocas, e se mexia com bastante desenvoltura, principalmente na cena de dança. A maquiagem do ator levava quatro horas todos os dias. O figurino também incluía dentes postiços que seriam usados apenas em cenas com diálogos, mas Carrey aprendeu a falar com eles, o que deixou o Máskara ainda mais convincente.6. Cuban Pete
A música de 1936, regravada por Jim Carrey para o longa, é a trilha do número de dança, perto do final do filme, quando o Máskara engana o tenente Kellaway, dança com a polícia na rua e foge. Mas, originalmente, os produtores odiaram a cena de dança e exigiram que ela fosse retirada da edição final, alegando que era muito longa, sem graça e arrastada demais. Mas o teste com a audiência foi um sucesso e eles tiveram que deixar. Hoje essa cena é uma das mais famosas do longa.5. Indicações a prêmios
O Máskara foi indicado para o prêmio de Melhores Efeitos Visuais na 67ª edição do Oscar (1995). Também foi indicado para Melhor Filme de Fantasia, Melhor Figurino e Melhor Maquiagem no Saturn Awards. Jim Carrey foi indicado ao Globo de Ouro, mas também ao Framboesa de Ouro (na categoria "Pior Revelação"). Vai entender...4. Terno
O icônico terno amarelo de largas ombreiras, foi inspirado em um terno que a mãe de Carrey fez para ele usar em sua primeira apresentação de comédia stand-up. A figurinista, Ha Nguyen, usou essa história pessoal para criar o visual extravagante do personagem.3. Milo
Vários personagens de O Máskara não existem nos quadrinhos. Isso inclui o parceiro de Stanley, seu cachorrinho Milo. Milo foi uma criação exclusiva dos cineastas. Ele foi interpretado por Max, um terrier Jack Russell de 5 anos, sempre motivado por petiscos. Na cena em que Stanley Ipkiss acorda com Milo lambendo sua orelha, o tratador usou manteiga de amendoim pra instigar Max. Você pode ver o pote aberto no fundo da cena, na mesa de cabeceira. Carrey também improvisou a cena em que Milo não larga o frisbee. Ela não estava no roteiro e Carrey simplesmente foi na onda do cachorrinho.2. Dorian
Jack Nicholson, Willem Dafoe, Dennis Hopper, Robert De Niro e Rupert Everett foram considerados para o papel do vilão Dorian, que não existe nos quadrinhos originais. O ator Peter Greene assegurou o papel depois dos testes devido à sua reputação por interpretar vilões intensos, ameaçadores e perigosos. Sua atuação como Dorian foi notável por trazer o nível de ameaça sombria para equilibrar a comédia absurda da performance de Jim Carrey. Peter Greene morreu no final de 2025 devido a um disparo acidental enquanto limpava uma arma de fogo.1. Sally Field
A cena no Coco Bongo, em que o Máscara faz um discurso de agradecimento falso e diz: "Vocês me amam, vocês realmente me amam!", é uma referência ao icônico discurso de agradecimento de Sally Field ao receber o Oscar de Melhor Atriz em 1985, frequentemente citado de maneira errada, já que a atriz usou a palavra "gostar" e não "amar".
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