O pioneirismo de O último guerreiro das estrelas

O último guerreiro das estrelas é um dos grandes clássicos da ficção científica e um filme cult do gênero lembrado por toda uma geração. Nele um jovem chamado Alex Rogan (Lance Guest), que mora em um estacionamento de trailers com a família, está ansioso para sair daquele lugar e conhecer o mundo. Ele só conhece o sucesso na forma de um videogame chamado Starfighter, uma máquina que fica estacionada num comércio local. Ele está para quebrar seu próprio recorde e o recorde da máquina. Quando faz isso, ele descobre que a máquina o habilitou para ser um piloto espacial para defender o universo.

O pioneirismo de O último guerreiro das estrelas




Apesar de hoje ele ser cultuado pelos fãs de toda uma geração, o filme foi um fracasso de bilheteria. Na verdade, ele mal conseguiu se pagar. Foram 15 milhões de dólares de orçamento para quase 30 milhões de arrecadação. As críticas na época de seu lançamento tambem foram mistas, com muita gente apontando que o filme "não era original", mas era "bem feito".

E de fato foi bem feito. Ele foi um dos primeiros filmes com cenas inteiramente feitas por computação gráfica. Hoje isso é padrão e mal conseguimos mais distinguir o que é efeito especial do que não é. Mas na época críticos de cinema desconfiavam de filmes com muitas cenas "artificiais". Outro ponto desfavorável para o longa é seu enredo. Os videogames hoje são uma indústria multibilionária e há até jogadores profissionais ganhando a vida com isso. Na época, entretanto, apesar de serem populares, não tinham chegado ao meio mainstream e era visto como uma coisa de criança, algo apenas para passar tempo.

Estes dois aspectos tornam o filme muito à frente do seu tempo e faz dele um filme muito atual de se assistir, ainda que os efeitos pareçam datados, afinal é um filme de 1984. Ao mesmo tempo, deixaram o filme legado à memórias dos fãs devotados porque chegou cedo demais ao mercado. Se esse filme tivesse chegado poucos anos mais para frente, ele teria sido um sucesso instantâneo. A década de 1980 foi muito prolifica em produzir filmes de ficção científica de grande apelo com o público e este não foi porque era avançado demais para a época.

É um longa com a jornada do herói sem tirar nem pôr e ainda assim bastante divertido. Você se empolga pelo personagem, torce por ele em sua jornada, teme pelo pior e vibra com as cenas de explosão no espaço. Suspendemos nossa descrença por Alex Rogan com o maior prazer do mundo ao entrar em uma guerra intergaláctica porque você é bom demais em um videogame. Fala se não é um enredo maneiro demais?

O filme também trata daqueles dilemas adolescentes mesmo antes da explosão das distopias juvenis e dos livros de young adult. Alex quer seguir seus sonhos, mas ao mesmo tempo não quer abandonar a família, nem sua namorada. Ficamos tensas quando Alex é recrutado por Centauri para ser piloto em uma guerra espacial de verdade e Alex diz não! Como assim, Alex??

Algo bem interessante sobre O último guerreiro das estrelas é a forma como ele explora os dilemas humanos de seus personagens. A guerra espacial é só um cenário para que Alex possa se desenvolver e onde os personagens secundários aparecem para dar suporte à narrativa. Sim, nós temos alienígenas e planetas novos e naves espaciais, mas temos um Alex apavorado por enfrentar o desconhecido, relutante em seu papel de heroi.

Todo o arco do filme é bastante universal já que seus dilemas são universais, são humanos. Ele também tem um final bastante positivo e otimista, onde a família aceita o destino de Alex e ele o abraça, tornando-se o guerreiro das estrelas. Mesmo sendo um fruto de seu tempo, algo que seus efeitos especiais não nos deixa esquecer, a jornada do protagonista, a aventura espacial, o desejo por transcender seu tempo e espaço, tudo isso torna o filme muito atual e divertido de assistir.

Até mais!


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1 Comentário

  1. Adorei o blog e o post, muito, mas muito interessante.
    Estou seguindo você nas redes sociais.
    Parabéns pelo trabalho, excelente.

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