Beleza na desordem e na decadência

Quase como uma continuidade do post sobre fim do mundo, achei extremamente interessante e muito bonito também o trabalho exposto no site Talk Urbex, que retrata locais abandonados, revelando a beleza e o caos destes locais que outrora estiveram pulsando de vida. Veja as fotos primeiro e depois voltemos ao assunto.



Igreja abandonada (Alemanha Oriental).  Foto: Sven Fennema/Divulgação


Chernobyl
Escola em Chernobyl, Ucrânia, cheia de máscaras de gás. 
Foto: Timm Suess/Divulgação




Hospital psquiátrico, Itália.  
Foto: Sven Fennema/Divulgação

O interessante destas fotos é o quão desolador o ambiente se torna quando o ser humano não está presente, construindo e desconstruindo a realidade. Quando o homem ocupa um determinado espaço, ele altera a paisagem antes natural. O que era um trabalho da natureza que levou milhares, milhões de anos para se formar, é alterado pela força descomunal da sociedade, que movida por um impulso capitalista, desfigura seu espaço.

Mas quando a civilização chegar a um fim e ela vai chegar, o mesmo processo lento que construiu as paisagens naturais vai destruir nos prédios e construções, hoje tão belas, tão vivas, substituindo por imagens desoladoras como as acima, que apesar de trazerem uma certa solidão, trazem uma mensagem bem forte: nós temos começo, mas também temos fim.

Milton Santos (grande geógrafo brasileiro) dizia que se você jogar uma bomba de hidrogênio sobre uma grande cidade, tudo o que for orgânico será morto e pulverizado, sobrando apenas as construções, que ficarão intactas. Ou seja, o ser humano tem à sua disposição as maneiras de aniquilar aquilo que ele próprio cria... Que contraditório.

Até mais!

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