10 coisas que você não sabia sobre Perdido em Marte

Baseado no livro de mesmo nome, Perdido em Marte (2015) é um daqueles filmes que dão agonia ao vermos um sujeito sozinho e isolado em Marte, mas que sabemos que tudo vai dar certo no final, já que só assim sua jornada faria sentido. Dado como morto e deixado para trás por sua equipe, o astronauta Mark Watney precisa se valer da ciência para poder sobreviver no planeta vermelho.




Dirigido pelo veterano da ficção científica, Ridley Scott, o filme contou com 108 milhões de dólares de orçamento, arrecadando em bilheteria mais de 600 milhões mundo afora. Foi bem recebido pela crítica, pelos cientistas e pelo público, pela atuação de Matt Damon e pela precisão científica. O filme foi indicado ao Globo de Ouro, estranhamente, na categoria de melhor filme musical ou de comédia, o que indicava que os produtores não queriam concorrer com outros dramas indicados. A controvérsia acabou gerando uma mudança nas regras de submissão para o prêmio, onde filmes dramáticos com pitadas de comédia devem concorrer em Drama.

10. Foguetes
A tecnologia de foguetes utilizada no filme é baseada em foguetes de plasma verdadeiros criados e construídos pela empresa Ad Astra Rocket, fundada pelo ex-astronauta da NASA Franklin Chang-Diaz.

9. Ares
O nome da missão da equipe de Watney é Ares 3, em homenagem ao deus grego da guerra, que para os romanos era Marte. Já a nave da equipe de astronautas se chama Hermes, homenageando o deus grego que era emissário dos deuses e mensageiro. Hermes também era o deus protetor dos viajantes e no império romano era conhecido por Mercúrio.

8. Mestrado e doutorado
No livro, Mark Watney tem dois mestrados, um em botânica, o outro em engenharia mecânica. Já no filme, ele tem um doutorado em botânica e nenhum estudo em engenharia é mencionado, mesmo que o público veja que ele tem conhecimento de engenharia e manutenção da área técnica.

7. Prometheus
Muito do que foi pesquisado para ser usado em Prometheus, também de Ridley Scott, foi reutilizado em Perdido em Marte, em especial os trajes dos astronautas. As roupas que astronautas de verdade usariam em uma missão como essa eram grandes demais e muito desajeitadas para a atuação dos atores. Assim, o figurinista deixou a roupa mais leve, mais ágil, mas também que garantia uma menor proteção se fosse uma missão real. O conceito nasceu em Prometheus e passou para Perdido em Marte.

6. Donald Glover
O personagem de Glover, Rich Purnell, escorrega e cai logo após descobrir um jeito de resgatar Mark Watney, dizendo para seu chefe "preciso de mais café". Na verdade o ator escorregou mesmo, mas preferiu continuar gravando a cena e improvisar. No fim, a cena ficou tão boa, que o diretor preferiu manter do jeito que estava.

5. Batatas
Uma plantação imensa de batatas foi criada no estúdio, com batatas em vários estágios de crescimento para as diversas cenas de Mark Watney cuidando de sua fazenda marciana. De acordo com a NASA, segundo o que sabemos sobre o solo marciano, é bem possível que a plantação de Watney, com dejetos humanos e água líquida, acabasse crescendo. Em 2015, pela primeira vez, astronautas na Estação Espacial Internacional conseguiram cultivar alface em microgravidade.

4. Tempestade de areia?
A pressão atmosférica na superfície de Marte é de cerca de 0,6% a da Terra no nível do mar. A grande tempestade que assolou o habitat e fez a equipe partir, deixando o astronauta para trás não passaria de uma leve brisa. Andy Weir admitiu que esta é a principal falha científica do livro. Além disso, a densidade do ar é tão baixa, que o som não viaja por ele da mesma maneira que viaja na Terra. Você teria que estar muito perto de outro astronauta para falar com ele.

3. Gravidade de Marte
As cenas que aconteciam fora do habitat, gravadas em Wadi Rum, na Jordânia e nos estúdios Koda, na Hungria, foram gravadas em uma velocidade mais lenta para simular a gravidade menor de Marte, cerca de 38% a da Terra. Infelizmente, isso causou uma dessincronização com a fala de Matt Damon. O ator precisou gravar o áudio novamente, narrando seus movimentos no exterior ao invés de ouvirmos o personagem pelo capacete do traje.

2. Magro
Matt Damon queria perder bastante peso para as cenas finais, onde Watney aparece debilitado pela dieta pobre, mas Ridley Scott não permitiu. Quando Matt perdeu peso para o filme Coragem Sob Fogo (1996), a perda foi tão grande e tão drástica que o ator precisou de supervisão médica por um longo período depois disso e foi proibido de tentar qualquer peripécia dessas novamente. Um dublê de corpo foi utilizado para as cenas de Watney, com o rosto maquiado de Matt aparecendo em close.

1. NASA
Assim que o livro foi lançado, o autor foi convidado pela NASA para visitar os centros espaciais e de treinamento de astronautas. Quando a FOX comprou os direitos e a produção começou, a NASA deu apoio incondicional ao longa, sabendo que isso seria uma promoção de seu trabalho e da ciência. O diretor da Divisão de Ciências Planetárias e do Programa Executivo para a Exploração do Sistema Solar responderam centenas de perguntas do diretor, do roteirista, dos produtores, dos atores e figurinistas a respeito de tudo: de raios cósmicos a manejo de dejetos. Eles também preparam pacotes de imagens de Marte e do interior das salas de controle dos centros espaciais, bem como printscreens dos computadores.


Até mais, terráqueo!

Já que você chegou aqui...

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2 COMENTÁRIOS

  1. Este é um filme que volta e meia estou assistindo de novo, e gostei das curiosidades! Compartilhando!

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  2. Esse filme é lindão! Preciso ler o livro...

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