Não vamos sobreviver outros mil anos

terça-feira, junho 24, 2014

earth
Eu disse que a desgraceira ia acabar, mas não podia deixar de fora o comentário de Stephen Hwaking, o Grande, a respeito da nossa querida humanidade e seu fim e que por isso devemos explorar o espaço. De acordo com o físico britânico, se a tendência continuar e se confirmar, não vamos viver, enquanto raça e civilização, por mais mil anos.





Este comentário pululou pela internet e, claro, muita gente comentou a respeito, a maioria esmagadora dela diminuindo a raça humana, dizendo que não vamos sobreviver nem 100 anos, que dirá mil. Dizendo que somos burros e tapados a ponto de destruir totalmente nosso planeta e que vamos repetir as mesmas merdas se chegarmos a outros planetas. Que a Terra fica melhor sem nós, que somos genocidas, assassinos, sem noção...

O mundo sem ninguém.

Não podemos desculpar a humanidade por tantas atrocidades contra ela mesma. Quantos crimes contra a humanidade nós vimos e vemos nos jornais todos os dias? Pessoas morrendo porque leem um livro sagrado diferente, mulheres morrendo por serem mulheres, trabalho escravo, prostituição infantil. Claro que temos problemas, é óbvio. Temos nossos momentos de completa estupidez com o planeta e contra nós mesmos, é cegueira achar que isso não vai mais existir.

Por outro lado, também sabemos resolver problemas. Quando a humanidade se empenha em alguma coisa, temos avanços incríveis e melhoria na vida das pessoas. Quando o mundo se uniu contra a varíola, o mundo se viu livre, depois de séculos convivendo com uma doença mortal e desfigurante. E estamos hoje livres dessa doença após a vacinação em massa do século passado. O Brasil erradicou a pólio. Fomos ao espaço, à Lua, passamos noites na praia para salvar tartarugas. São apenas alguns exemplos para mostrar que, quando a raça humana quer e se empenha em algo, ela tem plenas condições de resolver problemas.

Eu não ouso especular seriamente como será o mundo e a humanidade daqui mil anos fora da ficção científica. Poucos foram os autores que acertaram em suas previsões ao longo de toda a história da ficção científica. Mas outros autores tentaram prever esse mundo em mil ou mais anos, como Arthur C. Clarke, em 3001, onde a humanidade conseguiu sobreviver e colonizar o espaço. Na Trilogia Padrões de Contato, Calife imaginou uma Terra onde as cidades foram demolidas, a raça humana conquistou o espaço e apenas povos indígenas que não quiseram sair daqui permaneceram em suas terras ancestrais.

Stephen Hawking.

Não vamos sobreviver outros mil anos sem escaparmos deste frágil planeta. Precisamos continuar a explorar o universo pelo bem da humanidade. [...] Será muito difícil evitar desastres na Terra nos próximos 100 anos, ainda mais nos próximos mil ou milhão de anos. A humanidade não deve colocar seus ovos em apenas uma cesta ou planeta. Só espero que seja possível segurar esta cesta até que encontremos outro lugar para viver.

Stephen Hawking

As descobertas diárias da ciência e da astronomia nos mostram cada vez mais mundos pelo universo. E claro, podem existir muitos mundos semelhantes à Terra, mas não temos condições de sair do nosso planeta para realizar uma efetiva colonização em algum lugar. Existem tantos problemas para que isso realmente aconteça que tem gente que acha que vamos acabar perecendo por aqui mesmo. Gravidade, propulsão, motor, resistência do ser humano, alimentação, reciclagem de ar, raios cósmicos, são vários os desafios a serem vencidos para podermos encarar o universo mais fortalecidos. E acho que essa conquista do espaço ainda vai demorar para acontecer. Talvez mil anos nem sejam suficientes.

Na atual conjuntura da situação, para o planeta, é melhor que a raça humana esteja por aqui. Imagine todas as usinas nucleares sem supervisão pelo mundo, ou então os tanques repletos de combustível e de produtos químicos extremamente nocivos sem supervisão humana vazando em lençóis freáticos e poluindo mares e rios? A natureza pode se recuperar, é lógico, mas se nos preocupamos tanto com o planeta, temos que nos preocupar no que nossa ausência lhe causará logo após nosso sumiço. Por isso é preciso ter responsabilidade com os próximos séculos. O planeta já se mostrou resistente em muitas situações, mas nós podemos perecer com poucas mudanças.

Muitos planetas por aí. 

É assim que o aviso de Hawking faz bastante sentido. Ou começamos a ser mais responsáveis com o nosso meio para que possamos ser responsáveis nos outros corpos celestes pelo universo, ou nunca sairemos da cesta e ainda vamos estragar tudo ao nosso redor. Temos a capacidade de fazer tanto bem quanto mal e devemos acreditar na nossa capacidade de resolver problemas. Podemos e devemos resolvê-los.


Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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