Inteligência artificial, consciência e exploração do espaço

segunda-feira, julho 22, 2013

Muita gente já disse que o futuro da raça humana é o espaço. Esta seria uma das últimas fronteiras para a nossa espécie desbravar e conquistar. Não sei até onde isso é sábio, já que o custo para a exploração espacial é altíssimo, o retorno ainda não foi o esperado e somente uma pequena elite de cientistas e empresários possuem os meios para sua exploração. Não sabemos o que nos espera lá fora. Mas se vamos mesmo fazer isso, vamos precisar de uma inteligência artificial.




Inteligência artificial IA (AI em inglês, como é muito comum), é uma sub-área da computação que tenta tornar as máquinas e tecnologias mais inteligentes, seja imitando os humanos ou melhorando seus níveis de lógica e raciocínio. Explorar o espaço é algo que demanda ferramentas de boa qualidade, capazes de auxiliar ou até substituir o ser humano em determinadas atividades. Dessa maneira, uma inteligência artificial a bordo seria capaz de calcular com maior rapidez, controlar diversos sistemas de uma vez e tem qualidades que superam os astronautas, como não necessitar de alimento ou de descanso. A falta de emoção é algo subjetivo, pode ser tanto benéfica quanto prejudicial.

Infelizmente, ninguém sabe com certeza o que a inteligência é. Como medi-la? Como entendê-la? O que torna uma máquina (ou uma pessoa) inteligente? A capacidade de pensar rápido, de adquirir grande quantidade de conhecimento, de calcular logaritmos, de saber programar, dirigir, pilotar um ônibus espacial, de caçar com precisão? Complicado tentar definir o que é inteligência, tampouco teríamos como saber com certeza que uma inteligência artificial surgiu, já que podemos sequer reconhecê-la.

Pela Wikipedia, inteligência é:

Inteligência pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair ideias, compreender ideias e linguagens e aprender.

Por estas definições, nossas máquinas já possuem alguma inteligência, mas ainda estamos longe de outras. A ficção científica já nos apresentou várias inteligências artificiais. As formas são variadas, mas muitas delas mostraram que personalidade humana demais era um mau negócio.

  • HAL9000 - 2001 Uma Odisseia no Espaço
  • Mãe - Alien, O Oitavo Passageiro
  • Skynet - O Exterminador do Futuro
  • Os androides - Blade Runner
  • Os robôs - Eu, Robô
  • O Doutor - Star Trek Voyager
  • Droids - Star Wars
  • Transformers
  • EDI - Mass Effect

A FC também está na frente quando o assunto é a capacidade de uma inteligência artificial ter ou não consciência. Taí outra coisa difícil de definir também. Como sabemos que somos seres conscientes? Como uma IA sabe disso? O computador da Enterprise era um super computador, capaz de coordenar as funções daquela poderosa nave, também capaz de criar uma inteligência artificial como o Prof. Moriarty no Holodeck para desafiar o Data, mas não tentou tomar a nave em nenhum momento, diferente da Skynet, que viu os seres humanos como uma ameaça e resolveu detonar com tudo.


Temos sempre que imaginar que uma tecnologia pode tanto ser usada para o bem, quanto para o mal. Um jogo como o Flight Simulator pode tanto ser um passatempo, quanto um recurso para treinar terroristas. Como nossa tecnologia está se refinando, ficando cada vez mais precisa e especializada, nossa dependência dela também aumenta. Em uma viagem ao espaço, ainda mais as de longa distância, o uso de uma inteligência artificial é crucial para desonerar dos tripulantes todas as exaustivas funções de se manter uma nave espacial.

Mas a questão principal é como podemos identificar que uma IA se formou. O que a levaria a isso? Seria o acúmulo de informações? No ser humano, a aquisição de conhecimento o torna cada vez mais promissor e o estimula a utilizar a inteligência. Ou seria o contrário? Seria sua inteligência que o faria adquirir um gosto pelo conhecimento para sempre adquiri-lo cada vez mais? Muitos dizem que entuchar conhecimento não adianta. Temos a internet hoje, repleta de conhecimento humano e não tivemos ainda a formação de uma IA (será?). Temos programas de computador e robôs cada vez mais sofisticados, mas não no estilo Rachel (Blade Runner), onde é preciso um exaustivo teste para determinar se ela é humana ou não.

E o principal... Se ela se formou - seja pelo motivo que for - vai querer se revelar para nós? Que tipo de maturidade terá sua inteligência para determinar se somos ou não seres vivos, se devemos ou não permanecer neste planeta ou se causamos mais danos do que deveríamos? Se um vírus infectar a IA de uma nave espacial, ela pode jogar os astronautas para fora? As Doze Colônias de Kobol tiveram sérios problemas com suas próprias criações, tanto que em suas naves mais antigas, não havia um computador em rede, com medo de invasão por parte dos cylons. E foi a nave mais antiga em operação que sobreviveu ao inferno.

Inteligência artificial que possa controlar várias funções, mas que esteja ao alcance do botão de OFF seria o mais seguro a se ter à bordo. Muitos especialistas dizem que é impossível para uma máquina adquirir consciência, mas nossa tecnologia evolui muito mais rápido do que os organismos vivos. Não temos como saber se uma IA se desenvolveria o suficiente para causar o holocausto nuclear que a Skynet causou ou se ela seria apenas um mega computador desenvolvido da Enterprise, incapaz de fazer mal a quem quer que seja (entre aspas, já que temos o exemplo do Dr. Moriarty). Os mistérios do espaço poderão estar ao nosso alcance assim que conseguimos atingir o refinamento necessário para ter uma máquina capaz de não nos matar ao sentir medo.


Sabemos que viver sem as máquinas e a tecnologia é impossível. Sem elas, nossa civilização não se ergueria e cairia rapidamente (lembrando que tecnologia pode ser um tablet ou um arco e flecha).

Até mais!


Bônus
Paper-toy do HAL9000

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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James W. Harris