Seremos nós os alienígenas?

segunda-feira, junho 24, 2013

Venho pensando nisso já tem um tempo. Supondo que vamos conseguir explorar o espaço, colonizar planetas, planetas-satélites, luas e que poderemos viver no espaço auxiliados pela tecnologia, será que vamos chegar a um ponto onde não mais possamos reconhecer outro ser humano? Poderemos falar de humanidade num futuro remoto se isso vier mesmo a acontecer?



Quais condições ambientais nos deixaria com esta aparência? 

Não sei se chegaremos a um ponto onde possamos colonizar e de fato morar em ambientes fora da Terra. Existem muitos problemas envolvidos como tecnologia, resistência do corpo humano, dinheiro e claro, a demora para se chegar a qualquer ponto do espaço. A ficção científica tem muitos meios de resolver tais entraves, mas somos ainda muito limitados pela técnica, apesar de a criatividade bombar.

Mas vamos supor que sim, conseguimos sair da Terra, colonizamos planetas e conseguimos superar estas dificuldades. Temos tecnologia para nos manter no espaço e para viajar por ele. Sabemos que planetas como a Terra (por enquanto) não são tão comuns. Mesmo descobrindo exoplanetas todos os dias, ainda não fomos capazes de encontrar um novo planeta, com as mesmas características que o nosso, capaz de sustentar vida.

Um organismo especializado como o nosso tem suas limitações. Quando mais especializado é, mais sensível é sua reação às mudanças ambientais. Se pegarmos as bactérias, veremos que elas têm condições de sobreviver em ambientes hostis, algumas sobrevivendo em ambientes sem oxigênio, o que para nós é impossível sem equipamento adequado. O mesmo podemos dizer da pressão atmosférica. Variações bruscas de pressão podem nos matar em questões de minutos.

Quanto à gravidade, astronautas à bordo relatam diversos problemas. O chamado mal-estar espacial atingiu a vários os astronautas em missão, que não passa de 72 horas. Ele inclui:

  • enjoos gerais,
  • náuseas,
  • vertigens,
  • dores de cabeça,
  • letargia,
  • vômitos, e
  • um mal-estar geral

Além de todos esses efeitos, o corpo sofre uma atrofia muscular e uma acentuada perda de cálcio no esqueleto, enfraquecimento do sistema imunológico, queda na produção de células vermelhas e problemas cardiovasculares. Tais efeitos podem ser minimizados com exercícios físicos e seria ainda mais reduzido com gravidade artificial simulando à da Terra. Mas como ficaria nosso organismo sob os efeitos de uma gravidade menor ou então maior?


Em uma gravidade menor, uma população humana lá residente poderia se tornar mais alta, mais longilínea e não teríamos hipertrofia muscular já que o peso seria menor. Podemos pensar então que o inverso, um planeta com gravidade maior, nos deixaria mais atarracados, mais musculosos, já que o esforço físico por conta do peso seria maior. E como nosso metabolismo reagiria com essas novas condições?

Levamos milhões de anos para chegar à nossa forma atual. Nosso corpo é adaptado para viver na superfície deste planeta e não sabemos como ele reagiria em um ambiente diferente, entrando em contato com novos organismos e como este ambiente novo reagiria aos fungos, vírus e bactérias que carregamos. São muitas variáveis que podem fazer nossa colonização futura um sucesso ou um completo fracasso.

E passado todo esse estresse ambiental, supondo que sobrevivemos a tudo isso, que nosso corpo de fato se adaptou às condições de novos planetas, poderemos nos reconhecer no futuro como humanos? Quais serão os fatores que nos diferenciarão? Existem milhões de espécies de bactérias na Terra, milhões de espécies de insetos, milhares de aves, de mamíferos, mas só uma raça humana. Seria o espaço o fator necessário para impedir nossa extinção?


Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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