Pouco mais de um ano...

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Pouco mais de um ano se passou desde a minha cirurgia de hérnia de disco. Contei tudo o que vinha acontecendo neste post. A cirurgia não foi muito bem, tive algumas complicações e realmente esperava que tudo melhorasse nos meses seguintes. É muito difícil parar sua vida por mais de dois anos.



Quem tem hérnia de disco sabe, você não se cura completamente dela. Uma vez danificada, o dano permanece. O que se pode fazer é manter o tônus muscular para dar sustentação à coluna e não exagerar. Mesmo com quatro parafusos e duas hastes de titânio segurando duas vértebras no lugar, minha hérnia ainda está lá. De acordo com um dos médicos, minha coluna é naturalmente ruim, apesar de a parte óssea ser ótima.


O que melhorou? A dor na perna esquerda que eu sentia e que me impedia de andar, que quase me deixou cadeirante, passou. Isso eu senti imediatamente quando acordei na UTI horas mais tarde. Foi um alívio perceber que a dor que me atormentava há tanto tempo tinha desaparecido. Apesar de esta mesma perna ter ficado mais fraca do que a direita, não reclamo. Estou andando novamente.

Percebi, no entanto, que minha memória e minha concentração ficaram prejudicadas. Efeitos da anestesia, imagino. Nos meses que passaram até hoje, a memória melhorou um pouco, mas ainda tenho dificuldades. Esqueço muito das coisas, como se minha memória recente tivesse sido prejudicada. E tomo bronca às vezes por causa disso, mas não é por mal. A concentração também melhorou, mas ainda não é o que era antes. Tenho que tomar um cuidado duas vezes maior ao fazer qualquer coisa.


Praticamente 1 ano na cama, tomando remédios, detonou com meu tônus muscular. Não posso pegar peso por enquanto, então esta parte física ainda permanece. Me canso facilmente, o que pode ser confundido com preguiça por alguns, mas não é. Eu me canso mesmo com muita facilidade e preciso repousar com frequência. Me abaixar é igualmente complicado, subir ruas e escadas é extremamente desgastante. Comecei a fazer fisioterapia no próprio Hospital do Servidor Público Estadual, que conta com uma ótima equipe. No entanto, poucos meses depois surgiu uma dor no quadril, próxima ao local da cirurgia, que me fez parar com tudo mais uma vez. Precisei passar por uma nova infiltração na semana passada para ver se essa dor ao menos alivia para que eu possa voltar para a fisioterapia, fazer acupuntura, quem sabe um pilates. Essa imobilidade é capaz de me desesperar. Aliás, é por isso que existe o blog hoje, pois ou eu me punha a fazer alguma coisa enquanto estava (e estou) de licença, ou pirava. Foi a melhor coisa que eu fiz.


Como eu estou agora?

Fiz uma infiltração na quinta, dia 14 de fevereiro. Fiquei acordada o tempo todo para falar com os médicos durante o procedimento. Eles tinham que saber se ainda doía. Injetaram corticóides na articulação mais baixa do quadril e voltei para o quarto pouco mais de 40 minutos depois. A dor reduziu muito, sinto ainda umas agulhadas e pontadas, mas é normal. Agora é tentar fazer uma fisioterapia, acupuntura e quem sabe voltar para a academia.

Eu divido essa condição aqui no blog apenas para reforçar o alerta que dera no post em que falava da minha condição. Às vezes a gente trabalha, se desgasta, deixa de lado o bem estar e a saúde por mais dinheiro na conta bancária, ou porque é necessidade mesmo. Sei que fiquei nesta condição por trabalhar demais, por precisar trabalhar e por ignorar os sinais que meu corpo mandava. Não faça isso, por favor. Por causa de um punhado de dinheiro não vale à pena se arriscar tanto.

Até mais!


Indignação

Deixo aqui as fotos que tirei do quarto onde fui colocada na Enfermaria da Ortopedia. O Hospital do Servidor Público Estadual de SP é muito bom com relação ao atendimento médico e hospitalar, mas veja a condição dos colchões em que os pacientes, a maioria operados, precisa dormir. Consegue ver o abaulamento do colchão? Pois é. Agora imagine você com uma cirurgia dormindo assim?

IAMSPE

IAMSPE

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Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

James W. Harris