Meus livros e eu

sexta-feira, setembro 21, 2012

livrosQuem é viciado em livros sabe... Todos temos algum tipo de ritual ou relação especial com seus livros e fica animado igual à criança em parque de diversões quando vai à uma livraria. Não consigo ver minha vida sem livros e não consigo imaginar como alguém pode não gostar de ler.

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Acredito que minha história com livros começou no colégio. Estudei em um ótimo colégio de freiras da ordem franciscana e nós éramos fortemente estimulados não só a ler e frequentar à biblioteca da escola como também a escrever. Infelizmente, a escola pública não tem este sistema, mas eu tinha além das aulas de Português regulares, tinha duas aulas a mais apenas para Redação, durante todo o fundamental II e o ensino médio. A prioridade era formar alunos leitores e escritores.

Alguns dos meus livros de Geografia, Geologia e História

Essas idas constantes à biblioteca, a produção em massa de redação e o sistema que meu professor de redação adotou para nos avaliar foram, acredito eu, o pontapé inicial. Esse professor fazia uma ficha de cada aluno e por bimestre escolhia algumas redações para avaliar nossa escrita, linguagem, criatividade e daí puxava a nota. Admito que na 5ª série, meu português era uma desgraça... Tantos erros, que havia um sinal de exclamação ao lado de cada um, tamanho o volume deles. Mas se não fosse assim, nunca teria aprendido a escrever da maneira correta e agradeço à todas as aulas que tive.

As sagas e séries na segunda prateleira...

Em seguida vieram as revistas. Minha mãe trazia do trabalho pilhas de revistas Superinteressante, que eu devorava de uma vez só. Tenho praticamente todas elas em casa ainda, como referência. Eu comprava livros em bancas de jornais, onde eram mais baratos e comecei a ler clássicos como Os Três Mosqueteiros.

Alguns anos mais tarde, fui trabalhar em uma livraria. Apesar de não ter a variedade das grandes redes como a Livraria Cultura, por ser funcionária eu tinha desconto e comprei livros que jamais pensei em comprar, inclusive um lindo atlas ricamente ilustrado, caríssimo demais para minha verba, e a biografia de Carlos Magno.

Miscelânea...

Toda vez que eu compro um livro e e me preparo para ler, a primeira coisa que faço é arejá-lo. Estranho, concordo, mas mexo e remexo nas páginas, deixo que tomem ar, cheiro o livro e em seguida coloco meu nome e a data de aquisição. Gosto de ler na cama, mas gosto de carregar livros na mochila ou na bolsa caso precise ficar muito tempo num ônibus, por exemplo. Isso já causou acidentes. A capa do livro O Símbolo Perdido estufou depois que peguei um temporal.

Leio sempre com uma lapiseira na mão. Partes muito interessantes, ou raiva pura e simples de alguma cena, me fazem escrever nas beiradas. Palavras que me possam ser desconhecidas ou frases e passagens interessantes são grifadas. E no final, na última página, acabo fazendo uma pequena resenha sobre o que achei e quando terminei de ler. Minha mãe dá risada desse ritual, mas já estou tão acostumada, que nem percebo que estou fazendo isso.

E o que não cabe nas prateleiras, vão para a mesa mesmo.

Tento manter meus livros catalogados com a ajuda do Skoob, onde sempre estou marcando as novas aquisições, os livros desejados e o andamento de algumas leituras. Tentei fazer o mesmo com uma planilha aqui em casa e não deu muito certo. Mas sou extremamente resistente a emprestar meus livros. Alguns foram e não voltaram e só confio em uma pessoa atualmente para poder fazer isso. Também tenho a mania de reler algumas obras, como já fiz com A Profetisa, Filha do Amanhecer, O Mestre de Quéops, Pandora e Neuromancer.

Esta é a minha relação pessoal e inseparável com os livros. E você, tem algum? Conte para nós. Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

James W. Harris