A sociedade moderna tem mostrado uma "grande" preocupação com o meio ambiente. Tive que pôr entre aspas, pois não vejo isso com bons olhos. Sou a favor de políticas de conservação, de políticas de meio ambiente que não deprede os recursos naturais, de um consumo consciente por parte da sociedade e acima de tudo, informação de confiança. Não é o que vemos por aí.
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As pessoas que me conhecem já sabem: eu não acredito em tudo o que se fala sobre aquecimento global. Acho que o que vem sendo passado para a população em geral é um alarmismo, uma urgência descabida que tem favorecido apenas o sistema. As pessoas querem preservar o meio ambiente, salvar o planeta, coisa e tal, e acham que receber a fatura do cartão de crédito em papel reciclável já é o suficiente.
Poucas pessoas param para pensar de verdade no tal aquecimento global, nas tais mudanças climáticas. Quando o Prof. Dr. Ricardo Augusto Felício foi no Programa do Jô e falou o que ele achava sobre o assunto e sobre suas pesquisas, choveram comentários agressivos sobre o pesquisador, além de vídeos-respostas (todo mundo faz isso hoje, como se fosse autoridade), dizendo que ele não sabia do que estava falando, pois as "evidências" estão por toda parte.
O quanto a população sabe sobre geologia, meteorologia, geoquímica, geografia, entre outras ciências da Terra para terem assim a absoluta certeza de que a fala do professor está errada? A maioria das pessoas desconhece que o planeta já passou por muitos ciclos severos de mudanças climáticas, extinções em massa e vai continuar passando por isso, com humanos ou sem. E isso é também culpa da mídia e das escolas, que não têm informado decentemente sociedade e alunos.
Muitos eventos são necessários para controlar o clima global, um imenso sistema, com muitas variáveis. As pessoas em geral moram nas grandes cidades, que por serem impermeabilizadas, feitas de material que é um péssimo isolante térmico, com pouca cobertura vegetal e um grande ajuntamento de pessoas, acaba criando um microclima, que gera todas as desgraceiras a qual estamos acostumados como enchentes, deslizamentos de terra e quedas de barreiras nas estradas. Esse microclima é muitíssimo mais prejudicial do que um pretenso aquecimento global e as pessoas assumem que em todo o planeta acontece o mesmo. Quem mora em São Paulo ou em qualquer grande capital já percebeu a diferença brusca de temperatura entre as franjas periféricas e o centro da cidade. E já deve ter percebido que este ano o outono foi muito chuvoso e frio, ao contrário da secura que costumamos ter. Aquecimento global?
É muito comum me dizerem assim: "Mas como assim você não acredita? Você não vê os cientistas, eles têm um consenso sobre o assunto. Você é a favor então do desmatamento?" Muito bem. Primeiro lugar: os cientistas não têm um consenso sobre o assunto. O maior geólogo brasileiro, e tive o prazer de conhecê-lo e conversar pessoalmente com ele várias vezes, Kenitiro Suguio, é um dos que não defendem o aquecimento global.
Segundo lugar: dizer que não acredito em aquecimento global causado pelo homem, sendo que existe outra dúzia de eventos que podem levar a isso, não é uma carta branca para a depredação do meio ambiente, desmatamento, etc., etc.. Conversar sobre o meio ambiente hoje não é para manter a sociedade em equilíbrio, garantir um futuro saudável para as crianças e sim para garantir matéria-prima, pronto. Taí outra coisa que pouca gente parou para pensar. Quantas empresas hoje estão com "produtos verdes", "saudáveis", "ambientalmente responsáveis"? Elas fazem isso para garantir o futuro? Não, fazem isso, pois vende. São meras relações de mercado, usando as mudanças climáticas como nicho.
O parágrafo abaixo explica bem o que eu quero dizer:
As atividades humanas têm sim degradado o solo arável, tem causado mudanças no clima regional de vários países, tem gerado refugiados climáticos, mas não podemos apontar como culpado ninguém menos que o próprio ser humano que nunca fez o manejo correto dessas áreas. Quando digo nunca, estou falando da civilização ocidental, a mais recente, pois no livroGuerras por Água , o qual sugiro a leitura, Vandana Shiva conta como que séculos de tradição de povos tradicionais do interior da Índia em relação à irrigação foram destruídos por companhias ocidentais que capitalizaram a água e represaram os rios, gerando milhões de desempregados que hoje lotam as grandes cidades indianas. Isso é preocupante, não é? Então por que só falam de CO2 e sacolinhas do mercado?
O que eu quero dizer com tudo isso? Estude, pesquise, se informe, saiba o que realmente está acontecendo. Pare e olhe para as atitudes da sociedade, veja as suas atitudes em relação ao ambiente, mas não caia na perversidade das informações incompletas que chegam até nós todos os dias. O planeta está aí há 4.6 bilhões de anos e vai permanecer por vários outros, com ou sem a presença do ser humano. A grande extinção do Permiano-Triássico acabou com 95% das espécies marinhas e com 70% das espécies terrestres por conta de uma mudança do clima global e por um aumento da temperatura do planeta há 251 milhões de anos. Trilobitas, várias espécies de amonóides, braquiópodes e corais, foram extintos. Para alguns, a biodiversidade nunca mais foi a mesma. Ou seja, o que está acontecendo agora não é inédito, já se repetiu antes e só agora é que estão atribuindo a culpa ao ser humano. O clima é cíclico, ele não é uma via de mão única irreversível.
Reciclagem, reaproveitamento, redução do consumo, consumo consciente, redução do lixo, melhor distribuição de alimentos, reeducação alimentar, tudo isso é mais importante do que o CO2 atmosférico. Mas poucas pessoas querem abrir mão do consumo ou de algumas posturas.
Guerras por Água - Vandana Shiva
Desmistificando o aquecimento global (PDF)
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As pessoas que me conhecem já sabem: eu não acredito em tudo o que se fala sobre aquecimento global. Acho que o que vem sendo passado para a população em geral é um alarmismo, uma urgência descabida que tem favorecido apenas o sistema. As pessoas querem preservar o meio ambiente, salvar o planeta, coisa e tal, e acham que receber a fatura do cartão de crédito em papel reciclável já é o suficiente.
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| O urso-polar (nome científico: Ursus maritimus). Ele só está nadando... |
Poucas pessoas param para pensar de verdade no tal aquecimento global, nas tais mudanças climáticas. Quando o Prof. Dr. Ricardo Augusto Felício foi no Programa do Jô e falou o que ele achava sobre o assunto e sobre suas pesquisas, choveram comentários agressivos sobre o pesquisador, além de vídeos-respostas (todo mundo faz isso hoje, como se fosse autoridade), dizendo que ele não sabia do que estava falando, pois as "evidências" estão por toda parte.
O quanto a população sabe sobre geologia, meteorologia, geoquímica, geografia, entre outras ciências da Terra para terem assim a absoluta certeza de que a fala do professor está errada? A maioria das pessoas desconhece que o planeta já passou por muitos ciclos severos de mudanças climáticas, extinções em massa e vai continuar passando por isso, com humanos ou sem. E isso é também culpa da mídia e das escolas, que não têm informado decentemente sociedade e alunos.
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| Rio + 20 |
Muitos eventos são necessários para controlar o clima global, um imenso sistema, com muitas variáveis. As pessoas em geral moram nas grandes cidades, que por serem impermeabilizadas, feitas de material que é um péssimo isolante térmico, com pouca cobertura vegetal e um grande ajuntamento de pessoas, acaba criando um microclima, que gera todas as desgraceiras a qual estamos acostumados como enchentes, deslizamentos de terra e quedas de barreiras nas estradas. Esse microclima é muitíssimo mais prejudicial do que um pretenso aquecimento global e as pessoas assumem que em todo o planeta acontece o mesmo. Quem mora em São Paulo ou em qualquer grande capital já percebeu a diferença brusca de temperatura entre as franjas periféricas e o centro da cidade. E já deve ter percebido que este ano o outono foi muito chuvoso e frio, ao contrário da secura que costumamos ter. Aquecimento global?
É muito comum me dizerem assim: "Mas como assim você não acredita? Você não vê os cientistas, eles têm um consenso sobre o assunto. Você é a favor então do desmatamento?" Muito bem. Primeiro lugar: os cientistas não têm um consenso sobre o assunto. O maior geólogo brasileiro, e tive o prazer de conhecê-lo e conversar pessoalmente com ele várias vezes, Kenitiro Suguio, é um dos que não defendem o aquecimento global.
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| Abrir mão de muitos confortos ninguém quer... |
Segundo lugar: dizer que não acredito em aquecimento global causado pelo homem, sendo que existe outra dúzia de eventos que podem levar a isso, não é uma carta branca para a depredação do meio ambiente, desmatamento, etc., etc.. Conversar sobre o meio ambiente hoje não é para manter a sociedade em equilíbrio, garantir um futuro saudável para as crianças e sim para garantir matéria-prima, pronto. Taí outra coisa que pouca gente parou para pensar. Quantas empresas hoje estão com "produtos verdes", "saudáveis", "ambientalmente responsáveis"? Elas fazem isso para garantir o futuro? Não, fazem isso, pois vende. São meras relações de mercado, usando as mudanças climáticas como nicho.
O parágrafo abaixo explica bem o que eu quero dizer:
Sejamos razoáveis: o Sol, a água e o CO2 são essenciais para a fotossíntese e para a vida - tal e como a conhecemos - na Terra. O CO2 não é um poluente! Não se deixe enganar. Dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio, monóxido de carbono, metano e substâncias particuladas em suspensão no ar, sim, são poluentes atmosféricos. (Fonte: A farsa do aquecimento global)
As atividades humanas têm sim degradado o solo arável, tem causado mudanças no clima regional de vários países, tem gerado refugiados climáticos, mas não podemos apontar como culpado ninguém menos que o próprio ser humano que nunca fez o manejo correto dessas áreas. Quando digo nunca, estou falando da civilização ocidental, a mais recente, pois no livro
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| As atividades humanas dependem do ambiente. |
O que eu quero dizer com tudo isso? Estude, pesquise, se informe, saiba o que realmente está acontecendo. Pare e olhe para as atitudes da sociedade, veja as suas atitudes em relação ao ambiente, mas não caia na perversidade das informações incompletas que chegam até nós todos os dias. O planeta está aí há 4.6 bilhões de anos e vai permanecer por vários outros, com ou sem a presença do ser humano. A grande extinção do Permiano-Triássico acabou com 95% das espécies marinhas e com 70% das espécies terrestres por conta de uma mudança do clima global e por um aumento da temperatura do planeta há 251 milhões de anos. Trilobitas, várias espécies de amonóides, braquiópodes e corais, foram extintos. Para alguns, a biodiversidade nunca mais foi a mesma. Ou seja, o que está acontecendo agora não é inédito, já se repetiu antes e só agora é que estão atribuindo a culpa ao ser humano. O clima é cíclico, ele não é uma via de mão única irreversível.
Reciclagem, reaproveitamento, redução do consumo, consumo consciente, redução do lixo, melhor distribuição de alimentos, reeducação alimentar, tudo isso é mais importante do que o CO2 atmosférico. Mas poucas pessoas querem abrir mão do consumo ou de algumas posturas.
Sugestão de leitura:
Aquecimento global? - Shigenori MaruyamaGuerras por Água - Vandana Shiva
Desmistificando o aquecimento global (PDF)
















