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Resenha: Mirror's Edge

Seguindo com nossa série de postagens sobre games de ficção hoje trazemos Mirror's Edge. Como a Sybylla resenhou um game de ficção científica que trata de batalhas espaciais, alienígenas e colonização extraterrestre, decidi trazer um, também de ficção científica, porém voltado para a ficção social, uma distopia.

No Twitter ~~> @LeandroLeite_

O jogo

Capa
Lançado em 2008 para Xbox 360 e Playstation 3 e em 2009 para PC,distribuído pela Eletronic Arts e produzido pela Digital Ilusions, Mirror's Edge veio com uma proposta nova e interessante: O parkour em primeira pessoa. O jogo recebeu boas críticas pelos cenários e jogabilidade únicos, mas apesar disso suas vendas foram consideradas desapontantes por alguns envolvidos na produção. Faixa etária: 16 anos.

Características gerais

Sem dúvida alguma o carro chefe do game é sua jogabilidade e gráficos, que ainda hoje são de impressionar pela qualidade. Diferente da maioria dos FPS (tiro em primeira pessoa) tradicionais, em Mirror's Edge o jogador não tem como objetivo atirar em vários inimigos e desviar de balas, como estamos acostumados, mas sim correr, se esconder, despistar e apenas em último caso utilizar técnicas de artes marciais para desarmar e derrubar oponente (na maioria das vezes policiais e agentes de times especiais do governo), no melhor estilo le parkour.

Conceito inicial da heroína Faith, onde ela ainda portaria uma arma (retirada posteriormente)

Mas apesar de todas essas inovações as vendas foram decepcionantes, e muitos culparam o ritmo do jogo que era previsível e monótono. Eu pessoalmente me encantei com cada fase do jogo, fiquei maravilhado com os cenários e as corridas eram sim muito divertidas. Mas de fato Mirror's Edge não tem muitos elementos de jogabilidade além das corridas, escaladas e pulos, o que pode torná-lo um tanto entediante para os mais exigentes já acostumados ao estilo tradicional de tiro em primeira pessoa, como clássicos do gênero.

O enredo

A estória do game não é muito óbvia para o jogador e aparece diluída durante as fases. Um dos objetivos secundários do jogo é encontrar algumas sacolas (como as que aparecem na imagem acima no ombro da personagem). Cada fase tem um total de três sacolas, e quando os jogadores encontram todas a protagonista conta um pouco mais sobre o que aconteceu. Em resumo Mirror's Edge trata de uma sociedade distópica onde o estado se tornou totalitário para reprimir o crime.

Conceito dos Runners

Políticas de tolerância zero foram implantadas e logo até a privacidade individual foi revogada em nome do bem comum. E nessa sociedade onde o estado tem olhos em todos os lugares e controla tudo, os Runners surgiram. Entregando mensagens secretas por caminhos não muito ortodoxos, e sendo capazes de despistar a polícia como ninguém, eles se tornaram um meio de comunicação utilizado por pessoas importantes que mandavam mensagens que não deveriam ser vistas. E Faith, a protagonista, é uma runner que acaba se envolvendo em uma trama política quando sua irmã é acusada de assassinar um importante político da cidade. A partir disso o jogador deve seguir diversas pistas para desvendar esse mistério.

Ficção e realidade

O jogo se encaixaria na ficção científica social por apresentar uma sociedade distópica que é completamente controlada por um estado autoritário. No início do game, são mostradas manifestações que são violentamente reprimidas - bastante comum em enredos distópicos - e o enredo é apresentado. Apresenta muitas semelhanças com V de Vingança, Equilibrium, Admirável Mundo Novo e 1984, cujos focos são governos ditatoriais, repressores, que tentam controlar sua população, mídia e o rumo da sociedade. O jogo também aborda as liberdades individuais e coletivas e induz ao questionamento pertinente: vale a pena sacrificarmos essas liberdades em nome de uma sociedade segura, limpa e organizada? Este é inclusive um evento recente, pois Estados Unidos fez o mesmo ao cortar os direitos civis com a premissa da segurança contra o terror.

Pontos positivos
Gráficos impressionantes
Jogabilidade inovadora
Enredo interessante

Pontos negativos
Falhas na apresentação do enredo
Ritmo repetitivo


Avaliação do MS?

Apesar dos pontos negativos quase terem feito a companhia que produziu o game desistir de uma continuação o conjunto da obra é muito divertido e interessante. O jogo é indicado tanto para quem quer apenas entrar na pele de um praticante de Parkour quanto pra quem gosta de reflexões sobre a presença do estado em nossas vidas. O jogo vale muito a pena e é uma das nossas recomendações.


Até a próxima.
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