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A ficção científica simulada nos jogos

Você já deve saber que aqui no Saga nós temos uma quedinha por games. E não é à toa. Como bons fãs de ficção científica toda tecnologia nos atrai e muitas vezes as tecnologias dos jogos são de deixar qualquer um de boca aberta. Os jogos aliás, são um reduto clássico da ficção científica especialmente pela excentricidade dos universos criados, algo que séries e filmes muitas vezes não conseguem manter.





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A ligação entre ficção científica e video games é tão íntima que um dos primeiros jogos desenvolvidos na história foi "Spacewar", por uma equipe do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e testado pela primeira vez em 1961, que consistia em duas naves atirando uma na outra contra um fundo preto. Bastante tosco para os padrões de hoje, mas certamente pioneiro, também foi um dos primeiros no estilo arcade, que nada mais é do que o bom e velho fliperama, que fez as tardes de gerações de adolescentes que cabulavam aula. Foi também a primeira mídia de ficção científica fora dos livros e do cinema.

Por que este assunto nos interessa tanto?

Para muita gente jogos eletrônicos são apenas uma forma de entretenimento e boa parte dessas pessoas o considera um entretenimento infantil. E se você é uma dessas pessoas, não se preocupe, nós não vamos iniciar uma sessão semanal sobre os últimos lançamentos dos consoles, deixamos esse trabalho para os sites especializados. Mas uma abordagem que nós gostaríamos de fazer e compartilhar com você é justamente a ficção científica contida nesses jogos e por que é tão interessante ter contato com o gênero nessa plataforma.

Halo 3, tiro em primeira pessoa. Fonte: Microsoft Games

Uma boa ficção científica serve para extrapolar o conhecido, sair do comum, nos levar além da realidade que conhecemos, mas sem que percamos o gancho com o que é plausível (daí a ciência para ancorar essa ficção na realidade). E isso pode ser um exercício bem complexo para a imaginação e para o pensamento. Não é à toa que o gênero da ficção científica não seja tão popular quanto um romance água com açúcar, já que requer esforço mental e um nível maior de abstração para que esse mundo mágico seja criado em sua mente.

Os jogos eletrônicos ajudam justamente nesse ponto, eles criam esse mundo e nos imergem nele, ao contrário de um filme ou uma série de televisão, onde o espectador é um agente passivo. Os jogos colocam o jogador no papel de um herói, de um mercenário, de um líder, de um soldado, fazendo a ficção ser muito mais crível. Mesmo tendo lido alguns livros da série Resident Evil, vendo os filmes e jogando alguns jogos, posso afirmar com propriedade que foi apenas no game que senti o frio na barriga e a tensão de uma situação de horror (eu, Leandro). Apenas jogando prendi a respiração antes de abrir uma porta e xinguei muito quando começaram a aparecer zumbis. E isso graças à imersão que a plataforma oferece.

Cena de Resident Evil 6. Fonte: Capcom

Muita gente não curte os jogos por motivos variados. Seja inabilidade, seja por achar que é coisa de criança, seja pelo preço. Este último certamente é um impedimento para muita gente curtir toda a gama variada de universos criados para as diversas plataformas, sendo que os jogos para computador acabaram mais populares, já que quase todo mundo hoje possui computadores. Além disso, os jogos também são associados à pirataria e nas banquinhas pela rua é possível encontrar jogos crackeados, bem como na internet. E há também a violência.

Este último certamente é uma espinha dolorida para o ego de quem curte jogos, pois paira um preconceito sobre o gênero. Porém, não podemos esquecer que jogos, assim como qualquer mídia, possuem faixa etária própria para ser desfrutado. Por que uma criança de 11 anos acaba com um jogo de classificação +18 na mão? Certamente alguém deixou de verificar. Alguns jogos são violentos realmente, mas aí está um motivo pelo qual a ficção científica é uma boa pedida para crianças. A maioria dos jogos são de estratégia e se mexem com tiros, são com alienígenas, algo que pode deixar os pais mais tranquilos.

Classificação etária dos jogos. Fonte: House Games

Por essa habilidade de inserir o jogador num universo novo e exótico é que indicaremos jogos com a temática de ficção científica, resenhados e detonados (terminados), falando não só do enredo do jogo em si, de sua qualidade e jogabilidade, como da ciência do qual ele fala. Vamos nos concentrar naqueles para computador, já que nem todo mundo possui um video game em casa. Se tiver sugestões, críticas, não deixe de comentar. E queremos saber, o que você acha dos jogos? Tem esse costume de jogar, perdeu e gostaria de voltar? Fale para gente.

Até mais!
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