Ficção científica obrigatória - Jogos

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Aqui no blog a Sybylla já deu ótimas indicações de ficção científica no cinema, nos livros e na TV. Agora chegou a vez dos games. Eu acredito que games são uma ótima plataforma para o gênero. Muitas vezes a ficção nos leva a um mundo surreal, que ignora as leis naturais que conhecemos, e nada melhor do que um bom jogo para te dar a sensação de imersão e interação tão importante para ficção. Vamos à lista.





Veja as postagens anteriores:


Super Metroid - 1994
Grande clássico dos videogames, Super Metroid marcou época em 1994 e se tornou um dos mais respeitados games de plataforma. Super Metroid é cativante pelo fato de todos os cenários serem grandes quebra cabeças, sem falar na sensação que você tem ao dar uma volta imensa, coletar um item e sair por uma porta que te leva a um cenário que você já esteve. O grande charme também fica por conta dos cenários variados que vão desde profundezas escaldantes até laboratórios abandonados. Vale muito a pena para quem gosta de desafios inteligentes, armas futuristas e Power suits.

Chrono Trigger - 1995
Lançado em março de 1995 Chrono Trigger se tornou um grande clássico do RPG. Aparentando ser apenas mais um dos tantos RPGs de fantasia da época, Chrono Trigger foi mais além, juntou elementos futuristas, medievais e alienígenas bem amarrados em uma trama nada óbvia que surpreende o jogador. Um jogo para os amantes de Ficção científica e viagens no tempo. Apesar de eu não ter zerado o game tive o prazer de encarar a mudança de perspectiva ao passar pelas viagens no tempo e ver como os cenários mudam radicalmente, inclusive quando você muda o passado e confere as mudanças no futuro. Vale muito a pena para sentir a nostalgia dos RPGs em 2D e para curtir um bom enredo.

Spore – 2008
O game multi-gênero da EA games chegou em 2008 como uma promessa, mas sou obrigado a dizer que as inovações acabaram frustrando muitos jogadores. Ele está nessa lista principalmente pelo seu estágio de jogabilidade que se passa no espaço. O interessante dessa parte do jogo é que as várias culturas alienígenas são diferentes entre si indo desde espiritualistas pacíficos até raças extremamente hostis passando por culturas completamente voltadas ao lucro e ao comércio. Uma visão interessante do que seria um espaço recheado de civilizações.

Sins of a Solar Empire – 2009
Um jogo obrigatório para quem gosta de naves colossais e batalhas no espaço. Sins of a Solar Empire inaugurou um novo gênero chamado de RT4X. O jogo dá uma sensação única de escala em que pequenas naves de combate literalmente somem diante dos enormes cruzadores espaciais. O controle da economia e gerenciamento dos planetas colonizados também é parte fundamental do jogo. O único lado ruim é que o game não apresenta campanha single player, e a jogabilidade é um tanto complexa podendo fazer com que jogo fique repetitivo e tedioso depois de algum tempo, mas vale muito a pena para aqueles que sempre quiseram se sentir no comando de uma frota interplanetária.

Singularity - 2010
Singularity é um FPS (First Person Shooter – Tiro em primeira pessoa) lançado em 2010 pela Activision. No game o jogador assume o papel do Capitão Renko, enviado para a ilha de Katorga-12 para investigar uma perturbação eletromagnética que interferiu em um satélite americano. O game é excelente, tem ótimos gráficos e um enredo muito interessante. O grande atrativo fica por conta da ambientação, já que Singularity permite ao player, em determinados momentos, viajar entre 1955 e 2010 onde pode se ter a experiência de se jogar em complexos laboratórios da década de 50 e logo em seguida cair em um mundo devastado e abandonado em 2010. Com elementos predominantes do Steampunk e viagens no tempo Singularity é um game obrigatório para fãs de suspense, tiroteios intensos, criaturas mutantes e ficção.

Descent - 1995
Jogo de naves 3D para DOS, Descent foi uma franquia que agradou ao público. Num cenário futurista de exploração espacial, minas na Lua e em vários planetas do sistema solar são tomadas por uma inteligência artificial e as unidades robóticas tomam os funcionários como refém. Você assume a pele do mercenário contratado para entrar nas minas, destruir os robôs-mineiros, libertar os funcionários e destruir o reator nuclear que fornece a energia ao complexo. Na época de seu lançamento, o jogo tinha os mais avançados gráficos 3D do mercado, desenvolvido pela Parallax. A movimentação da nave é uma das melhores que eu já tive o prazer de jogar, fosse pelo joystick fosse pelo teclado. Você assumia total controle dela.

Duke Nukem - 1996
Minha mãe reclamava desse jogo, alegando ser muito violento e com alienígenas, mas era justamente por isso que eu curtia. Jogo de tiro em primeira pessoa, você assume a pele de um matador de aliens que invadiram a Terra. Você o movimenta de maneira livre e sua interatividade com o cenários é muito alta: você quebra vidros, espelhos, deixa marcas de tiros nas paredes, mata não só aliens como humanos perdidos, gatos, quebra garrafas e copos e até faz xixi. Pode pegar itens pelo caminho como óculos de visão noturna, cartões de acesso e esteroides. O jogo causou polêmica quando o estudante de medicina Mateus da Costa Meira entrou num cinema do Shopping Morumbi e abriu fogo contra o público. Em depoimento, ele disse que o jogo o inspirou e a venda do mesmo acabou sendo suspensa. Lamentável que ainda tenha gente que associe jogos eletrônicos com a psicose das pessoas.

One Must Fall 2097 - 1994
One Must Fall 2097
Joguei muito, mas muito mesmo o One Must Fall. Tanto que assim que vi o trailer de Gigantes de Aço (2011), com Hugh Jackman me lembrei imediatamente deste jogo. Feito para DOS, o jogo consistia em controlar os mechas, robôs gigantes, através de link neural e combater outros em grandes arenas. Você podia jogar no modo história, campeonato e com dois jogadores. Tinha a chance de comprar seu próprio robô e personalizá-lo do jeito que quisesse no modo campeonato, onde você se alistava para jogar e ganhar alguma grana para fazer upgrades no seu robô. Uma pena que o marketing pobre em cima do jogo não o fez deslanchar.

Momento cultura gamer: RT4X é uma junção de “RTS” que significa “Real Time Strategy”, ou seja, jogos de estratégia em tempo real como Age of Empires, com “4X” sigla para “Explore, expand, exploit and exterminate” que são jogos de estratégia em que o jogador controla um império, mas de uma maneira menos dinâmica, pois tem que gerenciar diversos aspectos da economia e sociedade, como em Civilization. Então Sins of a Solar Empire é um game que une o dinamismo do RTS com a complexidade do 4X.

Esses são apenas alguns dos grandes games de ficção que temos por aí, e como não dá para falar de todos é hora de passar a bola pro leitor, e aí? Quais os seus games de ficção?




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"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

James W. Harris