Não é todo mundo que tem conhecimento sobre o agitado universo sob nossos pés. De fato, já tive alunos perguntando se era possível cavar um túnel atravessando o planeta para chegar até o outro lado ou se o que eles tinham visto no filme Viagem ao Centro da Terra era real mesmo. Essa é uma dúvida comum até mesmo entre adultos. Então hoje vamos ver de maneira resumida o que se passa sob a superfície do nosso planeta.Siga a Sybylla no Twitter - @Sybylla_
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Imagine que o planeta tenha camadas concêntricas, quase igual a uma cebola, cada uma envolvendo a outra a partir do núcleo. No entanto, estas camadas na Terra não são perfeitas nem iguais, elas estão em ritmo constante, afastando e chocando placas tectônicas que formam a crosta cuja superfície externa nós vivemos e desenvolvemos nossa civilização. A sondagem mais profunda feita até hoje conseguiu cavar apenas 12 km em um planeta que tem mais ou menos 6 mil km de raio. Nada, não é mesmo? Se fôssemos cavar um buraco suficientemente profundo para chegar até o núcleo do planeta, o que veríamos?
Crosta
A camada externa de rocha sólida em constante movimento devido ao movimento das placas tectônicas é a crosta. Quando comparada ao restante do planeta ela é tão fina quanto a casca em uma maçã. Sua espessura varia: a crosta continental tem cerca de 40 km e a crosta oceânica tem algo em torno dos 7 km. Quartzo é o mineral mais abundante. Ela é frágil e fina, sofrendo abalos constantes, choques, quebras e sismos.Manto
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Núcleo
O reduto mais profundo e oculto do planeta, um lugar onde os cientistas podem apenas conjecturar. Separado do manto pela Descontinuidade de Gutenberg, que fica a 2.700-2.890 km de profundidade, o núcleo se divide em duas partes, o externo que muito possivelmente está em estado líquido e o interno que apesar de ter a mesma composição do externo, deve ser sólido devido à altíssima pressão sobre ele. A temperatura do núcleo interno é de cerca de 5000°C, um pouco abaixo da temperatura da superfície do Sol. O estudos recentes mostram que o núcleo interno gira um pouco mais rápido que a Terra e que a corrente gerada por ele é a responsável pelo nosso campo magnético.
Espero que este pequeno resumo de geologia consiga suprir as dúvidas da maioria a respeito do agitado e quente mundo interno do nosso planeta. Se tiver mais alguma dúvida, não hesite em perguntar nos comentários. Até mais!
Fonte:
Serviço Geológico do BrasilScientific American













