O vício tecnológico

segunda-feira, outubro 17, 2011

vício em tecnologiaEstamos hoje cercados por tecnologia, por redes invisíveis que se sobrepõem de tal maneira que nem mesmo as vemos. As redes sempre existiram, mas o advento da tecnologia, ainda mais aquela portátil, que cabe em um celular intensificou esse processo e intensificou o uso desta aparelhagem por cada vez mais gente. Existe no Brasil cerca de 114,88 linhas para cada 100 habitantes de acordo com os números da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No entanto, eu me pergunto: o uso é pela funcionalidade ou pela pura necessidade de aquisição de tecnologia?






Não me entenda mal, a internet, os celulares, os videogames, os gadgets são ferramentas excelentes, não podemos descartá-los para viver na Idade Média. Eu não vivo sem internet, sem celular. A questão é a importância que as pessoas dão à toda essa aparelhagem e esquecem-se de coisas do cotidiano. Um professor na faculdade dizia que o consumo, em especial de tecnologia, é um vício mais poderoso que o da heroína.

internet
Tive uma experiência interessante outro dia. Estava a fim de uma pizza e as pizzas do Habib's sempre foram além de gostosas, muito em conta (a verba estava curta também). Quando liguei no serviço de atendimento, a moça me disse que a loja que atendia ao meu bairro estava com problemas no sistema e que não tinha como atender o meu pedido. Como faltavam poucos minutos para encerrarem o atendimento, entrei na internet, fiz meu cadastro no site do Habib's, pedi minha pizza e em menos de meia hora ela estava na minha porta.

Compras por telefone deixadas em segundo plano? Comprar pizza pela internet? Uma revolução, não é? Mas eu preferia muito mais estar no ambiente do Habib's, pedindo minha pizza e comendo na companhia de amigos ou até mesmo sozinha, do que utilizando a internet para pedir na comodidade da minha casa. É esta a questão. A partir do momento em que a tecnologia nos impede de socializar uns com os outros, ela deixa de ter função. Uma coisa é você combinar uma festa ou uma cerveja com os amigos via Twitter ou Facebook, a outra é você falar com eles apenas através das redes sociais e não sair do ambiente virtual. Ela serve para nos aproximar e nos conectar, não nos isolar.

parafernália
Vi muitos alunos com celulares melhores que o meu. E eles me perguntavam se eu não gostaria de ter um iPhone, um iPad, um isso, um aquilo. São ferramentas interessantes? São, com certeza. Preciso delas? Não. Neste momento, de nada me adiantaria ter uma destas ferramentas, mas vi muitos alunos criando dívidas para suas famílias ao comprarem tais equipamentos que para eles também não têm serventia, a não ser para se sentir importante por ter algo de ponta. Volto à questão: se não é útil, para que tê-lo?

Não pretendo mudar a mente das pessoas nem seus hábitos, mas acho que vale uma reflexão. Até que ponto realmente precisamos dos gadgets e o quanto dependemos deles?

Até mais!

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Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

James W. Harris