É ficção científica, mas não parece

sexta-feira, junho 03, 2011

Não são todos os filmes de ficção científica que possuem essa classificação. De fato, as mídias parecem ter critérios diferentes na hora de classificar certas obras. Eu percebi que realmente, alguns filmes são de ficção científica, a gente assiste e às vezes não percebe. E outras pessoas também não se tocaram de que viam esse gênero. Romance, terror, ação, mas no fundo, eles têm uma pitada de ficção científica.



Eternamente Jovem - 1992
Gosto muito desse filme. É daqueles que você assiste num sábado chuvoso, acompanhado de pipoca e um café com leite. De fato, é uma história de amor. O personagem de Mel Gibson perde a mulher que ama e acha que ela nunca mais se recuperará de um atropelamento. Seu melhor amigo lidera um projeto secreto que congela pessoas e depois as acorda - criogenia. Ele então se torna voluntário e num acaso do destino, ele não é acordado no tempo correto e sim 50 anos depois, sem querer, quando dois garotos mexem na máquina que o mantinha. A criogenia é uma ciência que avança aos poucos nos dias de hoje, mas existem de fato pessoas congeladas depois da morte, na esperança de que a ciência ache uma maneira de revivê-los no futuro. Quem assistiu aos filmes Alien lembra das câmaras hiperbáricas que "congelavam" seus ocupantes para viagens longas. Se criogenia não é coisa de ficção científica, não sei mais o que é.


Highlander - 1986
Passando-se em duas épocas distintas - 1986 e 1536, o guerreiro Connor MacLeod (Christopher Lambert) é um imortal e é então ensinado por outro imortal a lutar e a combater seus inimigos. Ele é ensinado a combater outros imortais que vão querer matá-lo, pois no final, o último ganharia um prêmio. A ciência só conseguiu fazer imortais algumas células. É só fazer com que elas se multipliquem indefinidamente sem sofrer danos celulares que você se torna um imortal. O problema é que células que se multiplicam sem controle se chama câncer.


Eu sou a Lenda - 2007
Um vírus geneticamente modificado transforma as pessoas em vampiros meio zumbis sem muito propósito além de caçar humanos normais. O personagem de Will Smith é um virologista que é imune ao vírus, que originalmente fora criado para curar o câncer. Embora a terapia genética tenha suas restrições, esse seria um procedimento possível de se fazer. Quando eu comecei a assistir o filme, e não gostei admito, parecia muito com o Resident Evil.


Resident Evil - 2002
Uma megacorporação controladora e multibilhonária cria um vírus capaz de regenerar células, inclusive células mortas. Os zumbis são uma consequência, assim como o ambiente de terror, mas no fundo, é um filme de ficção científica, pois utilizou a bioengenharia e a virologia para tentar sanar problemas médicos e para criar armas virais. Concordo que ela não tem escrúpulos, mas poucas empresas da realidade a possuem.


Equilibrium - 2002
Não é o melhor filme do Christian Bale, mas num futuro pós apocalíptico os líderes mundiais percebem que para evitar novas guerras e a possível extinção da humanidade, eles devem suprimir as emoções. Eles são obrigados a injetar uma droga capaz de suprimir os sentimentos, evitando assim que isso afete o julgamento lógico e racional. Também não é novidade, afinal os vulcanos de Jornada nas Estrelas realizam isso a séculos. Esse é aquele tipo de ficção científica dos mais comuns, onde as pessoas precisam aprender a viver depois do apocalipse.


Vanilla Sky - 2001
Quando assisti da primeira vez admito que não entendi lhufas. Aí assisti de novo... até que clareou um pouco as coisas (se alguém entendeu, me explique!). Tom Cruise interpreta um homem rico e de sucesso que sofre um acidente com a namorada e fica com o rosto desfigurado. Mas a realidade fica cada vez mais estranha, onde nada é o que parece. Na minha opinião ele morreu no acidente e o colocaram numa espécie de criogenia acoplada a um simulador e ele passou a viver então numa realidade virtual. Outro fato bem comum no universo da ficção científica.


V de Vingança - 2006
Um dos melhores filmes de um mundo distópico. V é um assassino sem rosto e rancoroso, que não descansará até eliminar aqueles que lhe causaram dor e sofrimento e assim mudar a ordem mundial. O cenário é um pós-conflito sangrento na Inglaterra, onde V, um anarquista, mas um herói na minha opinião, tenta desestabilizar o sistema, tendo uma moça que perdeu a família na guerra, Evey, como sua aprendiz. Os universos distópicos também são muito comuns na FC.

E você, lembrou de algum? Comente então!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

James W. Harris