A vida sintética - caso dos Cylons

sábado, fevereiro 05, 2011

Cylon primeira geração
Cylon da primeira geração
Estava assistindo pela enésima esses dias à Battlestar Galactica, uma das melhores séries de ficção científica já feitas e tentei me situar no enredo, pois nunca assisti à série original. É interessante perceber como os robôs, feitos para auxiliar os seres humanos, se rebelaram contra seus senhores, como escravos que queimam a fazenda do senhor e o mais intrigante ainda é que eles criaram toda uma classe nova de robôs - humanos na aparência e em algumas características psicológicas, mas em essência máquinas programáveis e quase indestrutíveis.

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Mas o que mais acho interessante é ver como a linha que separa humanos e cylons na série é fina e até inexistente, quando nasce um bebê híbrido. Parece que o post volta para O Homem Bicentenário, que seria algo como um avô dos cylons. Até onde podemos nos considerar totalmente humanos se até máquinas começaram a fazer sua bioengenharia para serem parecidos conosco?

Cylon segunda geração
Cylon da segunda
geração
E podemos ir além... Eles invejam tanto nossa forma que precisam desesperadamente parecer com humanos? Eles poderiam ter mantido um corpo totalmente metálico, durável, resistente, mas optaram por formas orgânicas mais frágeis, habilitando o sistema de ressureição numa máquina futurista que copia a consciência para outro corpo, novo em folha, como se fosse um grande sistema de backup.

Isso até parece ficção científica, mas é algo que ouvimos falar uma vez ou outra quando pessoas pedem para ser congeladas após a morte, na esperança de voltar à vida no futuro ou de terem suas consciências baixadas em outro corpo clonado a partir do original. Será que tudo que é tecnicamente possível é socialmente desejável? Podemos ultrapassar o limite entre máquina e biologia?

Quando no futuro formos capazes de criar robôs e androides autônomos, que sejam capazes de pensar por si sós e damos a eles a nossa forma e os inserirmos na nossa sociedade, será que devemos tirar deles o direito de agirem como seres humanos? Em O Homem Bicentenário (novamente), quando o robô pede para usar roupas, todos ficaram surpresos. Mas ele vê que é semelhante à nós, podemos impedir este tipo de evolução? Fica essa incógnita moral para o futuro.

E você, concorda em darmos aos seres artificiais tantas qualidades humanas? Seremos capazes de arcar com as consequências caso algo dê errado?

Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

James W. Harris