Fim do mundo e The Walking Dead

sábado, fevereiro 19, 2011

Muito tem se falado de fim do mundo desde que 2012 se tornou uma data fatídica por conta do calendário maia, tido com o mais preciso do mundo. Ele diz que em meados de dezembro de 2012 o mundo chegará ao seu fim. De novo. É preciso tomar muito cuidado com essas palavras - fim, final, acabou, apocalipse, etc. - porque não sabemos como e nem quando o mundo vai acabar. Mesmo que seja por nossa culpa, não tem como prever.





Pois bem. O que The Walking Dead tem a ver com isso? Inspirada nos quadrinhos de Robert Kirkman e o desenhista Tony Moore, substituído por Charlie Adlard a partir da edição número 7, a série de televisão fala de um mundo após o apocalipse zumbi. Os mortos andam entre os humanos, ainda que não se saiba bem porque e a sociedade desmorona. E ela mostra um grupo de seres humanos tentando sobreviver a um mundo diferente, tendo que superar seus próprios conflitos e medos.

A ideia de fim do mundo parece muito longe da nossa sociedade. São quase 7 bilhões de humanos em um planeta relativamente tranquilo, amparados pela tecnologia e suas facilidades. Não há porque se preocupar, certo? Pois bem. Conhece o livro Fundação, de Isaac Asimov? Lá um cientista alerta que o império galáctico está no fim, perto do colapso, e ninguém liga para o que ele diz, tentando inclusive prendê-lo. Mas as sociedades e os planetas nas bordas do império começam a se tornar reinos indepentes, com pouca tecnologia, usando combustíveis fósseis e guerreando com planetas vizinhos. Lembra bastante a atual situação do Oriente Médio, não lembra?

Em The Walking Dead eles têm dificuldades que atualmente, parecem impossíveis de acontecer. Eles não têm suprimentos, afinal, era só ir ao supermercado. Eles lavam as roupas na mão - já fez isso? E precisam caçar para poder comer. Fiquei frustrada quando, após a chuva de granizo em São Paulo, minha internet caiu e ficou fora do ar por umas quinze horas. Imagine como teríamos que nos virar se algo como o ambiente da série e dos quadrinhos acontecesse de fato... Faz pensar.

Essa tecnologia fácil e relativamente barata que temos à nossa disposição pode ser o fim da nossa sociedade a partir do momento em que nos tornamos totalmente dependentes dela. Se um dia a civilização cair e voltarmos para uma idade de trevas, será que teremos condições de nos adaptar? Sei não. Se essa tecnologia tivesse um suprimento de energia eficiente, sem perdas e que fosse durável e renovável, não teríamos com o que nos preocupar. Mas no próprio seriado, quando o CDC (Center for Disease Control - algo como a nossa Vigilância Sanitária) abriga os sobreviventes, menos de um dia depois ele fica sem combustível e explode... A tecnologia avançada não funciona sem combustível. É. Talvez o final não esteja tão longe afinal. Mas será que vai ser em 2012 mesmo?

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

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