Tecnoceno - definição?

sábado, janeiro 22, 2011

Se nós olharmos a tabela estratigráfica, veremos que a época em que vivemos é o mais recente, o chamado Holoceno, de 10 mil anos atrás até os dias atuais, dentro do período Quaternário, dentro da Era Cenozóica, que começou quando os dinossauros foram extintos.

Evolução?

Os cientistas alegam que se essa grande extinção não tivesse acontecido, os mamíferos não teriam evoluído. Ou seja, não estaríamos aqui. A partir desse momento, os protótipos do que viriam a ser os animais que conhecemos hoje surgiram. E foi a partir daí que um tipo de mamífero se desenvolveu numa linha diferente, com cérebro cada vez maior, capacidade de se sustentar sobre duas pernas, capacidade de comunicação e raciocínio. Surgiam os primeiros hominídeos.


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A nossa forma não é perfeita. Temos desgaste nos ossos, nos dentes, na pele, nos órgãos internos. Morremos como se o oxigênio do ar reagisse com o ferro do nosso sangue e enferrujamos. Todas as características que nos fazem humanos foram determinadas pelos ciclos do planeta. O nosso mês de trinta dias, em média, foi baseado no mês lunar, o período em que a Lua passa pelas quatro fases. Nossa pele precisa do Sol por causa da produção de vitamina D, temos um relógio interno regulado pela claridade. Sem a gravidade, nosso corpo começa a perder cálcio, os músculos perdem o tônus. É só olhar para os animais, em especial os que hibernam, para notar que nosso organismo pertence a este lugar.

Mas se a sociedade se desenvolver em conjunto com a tecnologia, como numa sociedade de Star Wars, por exemplo, onde há todo tipo de equipamentos e maravilhas à disposição, como nosso corpo reagiria? Acredito que para aparecer uma evolução significativa, um salto evolucionário na nossa forma, teríamos que estar fora da influência do ambiente terrestre, pois assim as forças e ciclos do planeta perderiam o efeito sobre nós. E Darwin? Seus princípios de evolução se manteriam?

Não sei, acredito que seja um princípio científico válido até mesmo fora da Terra, mas sob condições tão adversas, é um tanto imprevisível querer determinar como será nossa forma. Num ambiente sem gravidade, o corpo não precisa de ossos e músculos para se sustentar, então com o passar de milhares de anos vivendo em naves geracionais, por exemplo, eles poderiam atrofiar, pois não têm mais função - como aconteceu com o nosso apêndice, que nos animais herbívoros é bem desenvolvido para sintetizar a celulose.

Se o nosso corpo depender da luz artificial, nossa pele, olhos e cabelos perderiam pigmentação? E para que precisaríamos de cabelo num ambiente sem gravidade? Ele seria eliminado também. Percebe aonde quero chegar? É uma visão surpreendente da nossa própria evolução se continuarmos a evoluir com a tecnologia como parceira.


Mas será que o tecnoceno já começou? Por exemplo, os bebês têm naturalmente medo de fogo, mas não de eletricidade, por isso enfiam o dedo na tomada, sem medo. Ainda não deu tempo de gravar nos nossos genes esse temor. Mas o fato de as gerações estarem mais adaptadas à tecnologia do que as anteriores, apontam para essa direção. Nosso corpo vem lentamente sofrendo modificações, ainda sutis demais para perceber.

E o impacto de tais mudanças podem ser bem radicais conforme as eras se passarem. Apenas não temos como prever quando será. São só algumas divagações, não tem nenhum estudo científico por trás disso, mas acho que é algo que vale à pena pensar. E você, o que acha?

Até mais!

Sybylla

Fã do futuro e da ficção científica. Geógrafa, professora, blogueira, escritora de FC. Capitã da Frota Estelar. Esperando para voltar para o meu planeta. Leia mais.





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"A ficção científica é um substituto para todos os lugares que eu nunca vou alcançar nessa vida."

James W. Harris